06 outubro, 2017

Grupo Muzenza de Capoeira - Batizado e Troca de Graduação!

Venham participar!!


"Acolhemos em nosso grupo desde a criança até o idoso que queiram fazer parte do grupo, sendo uma ou um capoeirista."

História da Capoeira

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros.

Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Luta proibida x Luta disfarçada de dança

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta.

Surgia assim à capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança.

Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física.

Nome Capoeira
Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos (moitas), chamados na época de capoeira.

Do nome deste lugar surgiu o nome da luta capoeira.

- Em 26 de novembro de 2014, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), declarou a roda de capoeira como sendo um patrimônio imaterial da humanidade.

De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência das negras e dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história.

O Grupo Muzenza de Capoeira, foi fundado em 5 de maio de 1972, na cidade do Rio de Janeiro.

A palavra Muzenza significa força de todos os deuses africanos.

Em outubro de 1975, o grupo Muzenza chega a Curitiba, no Paraná.

Em 1981 o grupo Muzenza chega a Maringá.

O grupo Muzenza hoje se encontra praticamente em todas às cidade do Brasil e em quase todo os países.

O coordenador geral do Grupo Muzenza é o Mestre Burquês que mora na cidade do Rio de Janeiro e em Maringá é coordenado pelo Mestre Boca e Mestre narizinho.

A capoeira é uma representação cultural que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeiras.

Acolhemos em nosso grupo desde a criança até o idoso que queiram fazer parte do grupo, sendo uma ou um capoeirista.

Imagem de Nossa Senhora Branca por Pe. João Caruana


Por Padre João Caruana

QUERO DENUNCIAR O QUE ESTÁ aparecendo no mercado

Imagens de Nossa Senhora Aparecida Branca, todos sabemos que a imagem tão devota que ganhou o coração do povo Brasileiro, APARECEU NEGRA.

Com todo respeito, desta vez o artista ou os artistas que cogitaram isto não acertaram.

É um erro grave que a Igreja no Brasil como um todo deve denunciar e proibir a venda dessas imagens nas lojas que pertencem a ela e pedir aos demais também. 

Esta imagem de cor branca é uma ofensa, mesmo não intencionada, porque vai desvirtuar o sentido profundo dessa devoção.

Peço que cada um de nós deixemos uma nota de protesto a CNBB em todos os níveis, como também ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida em São Paulo.

Amigos, Amigas, Façam isso.

DNJ 2017 - Arquidiocese de Maringá


05 outubro, 2017

Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá lançou o livro “Geaquinho e os Fundos de Vales”



Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá lançou o livro “Geaquinho e os Fundos de Vales”

A paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá, lançou na terça-feira, dia três o livro “Geaquinho e os Fundos de Vales", com o objetivo de levar uma maior conscientização, especialmente as crianças, sobre o meio ambiente e seus cuidados.

A paróquia  inspirada na Campanha da Fraternidade 2016 - “Casa Comum, nossa responsabilidade”, desenvolveu o projeto paroquial Mutirão de Limpeza e deste surgiu o livro, que trata da importância do cuidado com a casa comum.

Foram dois anos de atuação e quatro etapas realizadas em diversas nascentes de rio da região da paróquia e coletado mais de 20 caminhões de entulhos. Para esse trabalho ouve articulação das Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs da paróquia com suas pastorais e movimento.

O livro conta uma história lúdica, tem diversas imagens reais, fotos retiradas nas coletas que foram transformadas em desenhos, despertando para os cuidados que a população deve ter com a Casa Comum, evitando maiores problemas às futuras gerações. 

Com esse livro a Paróquia São Mateus Apóstolo da Arquidiocese de Maringá, quer que  a obra chegue às crianças de primeira a quinta série das escolas municipais, por meio de uma parceria com a prefeitura. Além de conscientizar os pequenos, o intuito é que todo projeto sensibilize o poder público maringaense a fim de que o mesmo promova locais para o descarte correto dos resíduos.


02 outubro, 2017

Fotos do 6º Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá realizado no dia 1º de outubro de 2017.

Fotos do 6º Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá realizado no dia 1º de outubro de 2017.

Clique aqui e veja mais fotos









 6º Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá realizado no dia 1º de outubro de 2017.

Tema: CEBs e os Desafios do Mundo Urbano

Lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7)

A Dinâmica do 6º Encontrão foi apresentar os desafios do mundo urbano através de música e dança. Cada região pastoral recebeu um desafio e um ritmo, a letra da música deveria falar do desafio do meio urbano apresentando as CEBs como o caminho, o sinal de esperança.

Deus escuta o clamor do povo que sofre opressões no mundo urbanizado e convoca as CEBs a participar – junto a todas as pessoas de boa-vontade – de sua libertação. Esta foi a intuição profunda do 6º Encontrão Arquidiocesano das CEBs que uniu musica e dança na apresentação dos desafios do mundo urbano reafirmando as Comunidades Eclesiais de Base como o caminho, o sinal de esperança, na certeza que o nosso Deus habita no campo e na cidade.

O povo de Israel, as discípulas e discípulos de Jesus viveram e anunciaram o evangelho em grandes cidades, cidades com todas essas lógicas de violência, de opressão e ali souberam ser sinais de nosso Deus, souberam ser fermento de Cristo, souberam manter os valores de hospitalidade e acolhida, acolhidos no amor de Deus e por isso eles são sinal que as cidades não precisam ser lugar da violência e opressão, mas podemos construir a cidade de Deus, o Reino de Deus, marcar nossas cidades com essa presença. É isso que reafirmamos no encontrão das CEBs, onde cada um depois de reforçado a fé foi continuar a caminhada.

Para o Papa Francisco "As artes expressam a beleza da fé e proclamam a mensagem da grandeza da criação de Deus" e isso é lindo. A arte envolve, tem sido assim os encontrões das CEBs, as pessoas não apenas vão participar, mas vão como sujeito do Encontrão.

Tema e ritmo desenvolvido por cada região pastoral

- Região Pastoral Jandaia do Sul: meio ambiente e sustentabilidade, ritmo nordestino.

- Região Pastoral Sarandi/Nossa Senhora das Graças: arte, cultura, esporte e lazer, ritmo rock / anos 60.

- Região Pastoral São José Operário: cidade excludente, mobilidade e migração, ritmo samba.

- Região Pastoral Nossa Senhora Aparecida: violência, ritmo hip hop.

- Região Pastoral Catedral: tecnologias de informação e comunicação, ritmomarchinha.

- Região Pastoral Santa Cruz: moradia, ritmo: ciranda.

- Região Pastoral Castelo Branco: trabalho, ritmo valsa.

- Região Pastoral Paranacity: saúde e educação, ritmo: sertanejo gauchesco.

30 setembro, 2017

6o. Encontrão Arquidiocesano das CENas e a juventude!

6o. Encontrão Arquidiocesano das CEBs
A juventude da animação neste momento no local onde irá ser o Encontrão para o ensaio.

Iniciando os preparativos - 6o. Encontrão das CEBs

28 setembro, 2017

Secretariado divulga assessores/as para 14º Intereclesial



A assessoria das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) está desafiada a pensar o seu papel diante de um Brasil em que 84% da população vivem na zona urbana.

“A assessoria das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) está desafiada a pensar o seu papel diante de um Brasil em que 84% da população vivem na zona urbana, porém ainda mergulhado em problemas antigos, como a falta de saneamento básico. Esse cenário requer uma pedagogia pastoral que auxilie a atuação das coordenações e ao mesmo tempo seja presença efetiva nas comunidades, lá onde funcionam capelas, grupos de reflexão e mutirões. Outro ponto a ser destacado é a  existência de uma assessoria baseada numa “igreja em saída”, como nos diz o papa.  Os encontros   precisam repercutir nas lideranças e na base.” ( Gibran Lachowski e Ana Paula Carnahiba, assessoria do Regional Oeste II/MT)

Apresentamos os nomes dos assessores até agora confirmados:Vejam aqui

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21 setembro, 2017

Primeira Jornada Mundial dos Pobres


A data foi instituída pelo Papa Francisco na carta apostólica ‘Misericórdia e mísera’, publicada no encerramento do Jubileu da Misericórdia. O documente pede que o dia seja “um sinal concreto” do Ano Santo extraordinário. Diante dessa realidade, a CNBB e a Cáritas Brasileira preparam a primeira Jornada Mundial dos Pobres que será realizada de 12 a 19 de novembro e terá como tema apresentado pelo papa “Não amemos com palavras, mas com obras”. 

O “Dia Mundial dos Pobres”, a ser celebrado dia 19 de novembro, quer ajudar as comunidades e cada batizado a “refletir como a pobreza está no âmago do Evangelho”, referiu o Papa na mensagem. A Cáritas Brasileira, juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para Ação Transformadora da CNBB, pretendem mobilizar a Igreja no Brasil e a sociedade em geral para a Jornada Mundial dos Pobres através da Semana da Solidariedade.

A posposta é realizar atividades concretas que sensibilizem as pessoas para que tenham atenção e cuidado com os pobres. Entre as iniciativas, está o projeto Ruas Solidárias que propõe que as pastorais e movimentos realizem atividades em sua localidade, utilizando a hastag #cuidardaruasuperarapobreza.

A ideia é utilizar um espaço que pode ser uma casa, praça ou até mesmo em uma paróquia como ponto de apoio para momentos de celebração, arrecadação de roupas, atividades sociais e rodas de conversas. A campanha sugere também que no dia 19/11, as celebrações sejam com as pessoas que participaram das atividades durante a semana. 

Fonte: CNBB

20 setembro, 2017

É urgente voltar a Marx para entender nova fase da economia!

Nick Nesbitt afirma que nem a esquerda nem os neoliberais têm explicação adequada para a atual transformação do capitalismo, com a automatização da produção e a substituição quase completa da mão de obra humana. Para ele, é urgente voltar a "O Capital", de Marx, cujo primeiro volume completa 150 anos.
A entrevista é de Luís Costa, publicada por Folha de S. Paulo, 17-09-10’7.
Um século e meio depois de Karl Marx lançar o primeiro volume de "O Capital", a sua análise da economia capitalista ainda hoje é a ferramenta teórica mais importante para compreender o mundo do trabalho, avalia F. Nick Nesbitt, 52, professor da Universidade Princeton, nos Estados Unidos.
Nesbitt organizou "The Concept in Crisis: Reading Capital Today" [Duke University Press, 328 págs., R$ 405,94, R$ 84,60 em e-book] (o conceito em crise: ler "O Capital" hoje), livro que acaba de ser lançado nos EUA e rediscute o clássico "Ler o Capital" (1965), escrito pelo marxista francês Louis Althusser (1918-90).
Nesbitt, que leciona no departamento de literatura comparada, afirma que Marxantecipou o que ele chama de "capitalismo pós-humano", isto é, uma dupla tendência à eliminação gradual do trabalho humano das cadeias produtivas e à precarização da força de trabalho.

Eis a entrevista.

A economia global não é mais industrial como aquela de que Marx falava. Por que retornar a "O Capital" hoje?
Alguns leitores de Marx gostariam de fazer crer que seus vastos escritos são pouco mais que uma descrição das condições de exploração da classe trabalhadora no século 19. Eu, ao contrário, penso que o Marx genial e duradouro deve ser encontrado, mais que em seus prodigiosos textos políticos, na obra-prima sem paralelos que é "O Capital".
Marx gastou toda a energia intelectual das últimas três décadas de vida para descrever não só as condições da classe trabalhadora no século 19. "O Capital" transcende a especificidade histórica de seu lugar e momento de escrita. Como o subtítulo diz, é uma crítica sistemática da economia política do capitalismo, com a proeza e a influência da ordem de "Princípios da Filosofia do Direito", de Hegel [livro publicado em 1820], ou mesmo de "A República", de Platão [datada do século 4º a.C.].
Marx trabalhou para desenvolver uma compreensão conceitual da natureza, da forma e das estruturas do sistema capitalista.
Ao contrário das incontáveis descrições superficiais do capitalismo –preços e lucros, as perdas e os luxos dos capitalistas e das nações, as condições dos trabalhadores, a política de produção, distribuição, consumo e redistribuição da riqueza– que agraciam os anais do liberalismo e da esquerda tradicional, "O Capital" é, sobretudo, um trabalho de filosofia conceitual e crítica.
Diante das enormes transformações potencialmente catastróficas do capitalismo hoje –transformações que apenas se aceleraram neste século–, se quisermos compreender as forças que atualmente conduzem a globalização, não aprenderemos nada olhando para as estatísticas e as análises neoliberais sobre PIB, emprego, lucro, crescimento e outras categorias do cálculo econômico, que são apenas descritivas. Em vez disso, devemos voltar à análise conceitual de Marx.
Que debates o sr. procura criar ou revisitar no livro?
Como organizador, acima de tudo, pretendi ultrapassar a estúpida, superficial e moralista interdição de um dos grandes pensadores do século passado, feita em razão das tragédias de sua biografia. Althusser passou a maior parte de sua vida frequentando clínicas psiquiátricas, para culminar em um ataque de insanidade que custou a vida de sua mulher e sua própria existência pública.
Em segundo lugar, quis chamar a atenção para a leitura filosófica e conceitual iniciada por Althusser e seus alunos [o livro de Nesbitt tem capítulos escritos por frequentadores dos seminários que deram origem a "Ler o Capital", como o filósofo Étienne Balibar].
Trato "Ler o Capital" como a maior realização filosófica de Althusser para entender as crises, transformações e potencialidades do capitalismo tardio. O livro argumenta que Marx construiu em "O Capital" uma filosofia da forma-valor que é surpreendentemente pressagiadora em nos ajudar a entender o capitalismo contemporâneo.
Na contramão do revisionismo e das rupturas pós-marxistas dos anos 1960, Althusser se manteve fiel a uma leitura marxista-leninista tradicional. Essa ainda é uma perspectiva teórica e política viável?
Penso que não. A virtude contemporânea de "Ler o Capital" é ter deixado de lado as inclinações políticas datadas de Althusser, concentrando-se unicamente na crítica teórica do capitalismo.
Althusser afirmava que "O Capital" era mais bem compreendido entre operários do que entre intelectuais, porque estes não experimentavam a exploração de que fala o livro. O sr. concorda com essa afirmação?
Acho que essas afirmações de Althusser não são mais do que atormentada má-fé de um brilhante pensador iconoclasta em sua recusa a deixar o Partido Comunista francês, tentando encaixar-se em seu próprio círculo existencial.
Embora qualquer um possa potencialmente compreender "O Capital", esse trabalho filosófico-crítico é de ordem de complexidade totalmente diferente de algo como o "Manifesto Comunista". Com um livro tão complexo e exigente, qualquer um que fizer o esforço de entender seus volumes interpretará seus argumentos de acordo com posições subjetivas.
Ao mesmo tempo, podemos alcançar uma compreensão mais aguda da lógica objetiva do texto, como ocorreu, acredito, nas últimas décadas de pesquisa.
O que havia no século 19 e ainda há de equivocado sobre a visão econômica de Marx entre estudiosos?
A economia dominante continua ignorando o poder de muitos dos conceitos-chave de Marx: força de trabalho, valor excedente absoluto e relativo, tempo de trabalho socialmente necessário, tendência à queda da taxa de lucro. No entanto, o conceito fundamental para a crítica de Marx é sua teoria do valor-trabalho [relação entre o valor da mercadoria e o tempo dedicado à sua produção].
Ao abandonar qualquer forma da teoria do valor-trabalho, de [Adam] Smith a Marx, a economia neoliberal ganhou na habilidade de quantificar e analisar lucros e os vários movimentos internos ao capitalismo, mas perdeu a capacidade de entendê-lo como uma prática social, para não falar dos meios para construir qualquer crítica viável a suas crises, danos e limites.
É possível verificar empiricamente a ideia de que o desenvolvimento do capitalismo resultaria em maior prejuízo para os trabalhadores?
A leitura atenta de "O Capital" aponta para uma grande transformação na estrutura e na operação do capitalismo na atual conjuntura histórica. É um desenvolvimento que eu chamaria de capitalismo pós-humano, tendência recém-dominante no capitalismo do século 21 para a força de trabalho humana tornar-se o que Marx chamou de "infinitesimal e em extinção".
Essa tendência não é contrariada pelo fato de que, desde a década de 1980, sempre mais pessoas no mundo "trabalham" (em condições sempre mais precarizadas).
Pelo contrário, são duas consequências da mesma tendência.
Esse aumento numérico é a forma visível da tendência de que a humanidade continua a depender do trabalho assalariado para a sobrevivência. A desvalorização da força de trabalho é, por outro lado, a forma conceitual da tendência, em que a automação reduz constantemente o valor da força de trabalho aos níveis "infinitesimais".
Até a década de 1940, todo o algodão era colhido à mão. Hoje, em um mercado global, um colhedor de algodão na Índia, que ainda trabalha com as mãos, compete com colheitadeiras automáticas no Texas, que colhem, com um único motorista, 300 vezes mais por dia.
No passado, novas commodities e novos setores de serviços reempregavam força de trabalho dispensada devido à automatização de outros segmentos. Hoje, as novas áreas e processos criados já são automatizados.
Pode-se argumentar que o capitalismo entrou nessa nova fase nos últimos dez ou 20 anos. Sua característica é a automatização generalizada dos processos produtivos, com a tendência de eliminação de postos de trabalho não só no Norte mas também no Sul, de forma ainda mais devastadora.
Os sinais dessa transformação estão em toda parte, mas sua natureza e as forças que a dirigem mal foram compreendidas, a meu ver, tanto pela esquerda quanto pelos economistas neoliberais.
Por volta do ano 2000, estudiosos da tecnologia diziam que seria impossível fabricar um carro de forma totalmente automatizada; hoje não só vemos tais carros nas estradas como temos previsões de que 85% de toda a produção global possa estar automatizada dentro de uns 20 anos.
No entanto, esse processo ainda não foi devidamente compreendido como um momento no desenvolvimento histórico e estrutural do capitalismo. Nos artigos sobre o assunto, encontramos meras descrições desses novos processos de automatização e seus efeitos sobre PIB, trabalhadores, salários e empregos, mas nunca uma explicação que vá além de referências vagas e superficiais a "competição" global e "forças do mercado".
É por isso que a análise de Marx sobre a estrutura do capitalismo é mais urgente do que nunca.
Embora as transformações que têm ocorrido desde o ano 2000 não pudessem ser fenomenologicamente percebidas por Althusser em 1965, elas eram bem compreendidas por Marx, que claramente delineou a lógica estrutural desse processo em "Fragmento sobre as Máquinas", texto de 1858.
Para formular o que pode ser uma política pós-capitalista, acredito que seja necessário atingir uma compreensão clara e adequada sobre a natureza e os limites dessa nova forma do capitalismo. O lugar para começar e desenvolver esse entendimento contemporâneo, com toda complexidade e rigor, tenho certeza de que continua sendo a obra-prima de Marx.
O que é ser marxista hoje?
Há mais de 150 anos, os escritos políticos e filosóficos de Marx são a referência mais penetrante para a crítica sistemática do capitalismo e a luta militante para derrubar seu reinado de iniquidade sobre uma parcela cada vez maior da humanidade. Ao mesmo tempo, ao longo do século passado, "marxismo" e "marxista" designaram uma sistemática incompreensão e simplificação de sua teoria.
Não me consideraria um "marxista". Sou um estudioso da monumental crítica conceitual de Marx ao capitalismo, tentando compreendê-la para desenvolver o mais rigorosamente possível sua implicação para o capitalismo contemporâneo e o imperialismo tardio.
Talvez, então, ser marxista hoje significaria, no mínimo, a recusa firme em abandonar o pensamento de Marx e orientar a própria crítica e ação na luz que ele lança sobre os obscuros desastres da era atual do capitalismo pós-humano.
Fonte: IHU

Noite de Oração pela Paz terá apresentação de grupo indígena

Foto: Mário Azanha

O grupo indígena Nhandewa fará uma das apresentações durante a 14ª Noite de Oração pela Paz na próxima quinta-feira (21) às 20h no auditório dona Guilhermina em Maringá.
Organizado pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso (GDI), este ano o evento terá como conferencista Emerson Damásio de Araújo, membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência da República; ministro ecumênico e diretor administrativo da Religião de Deus.

Um dos objetivos da Noite de Oração pela Paz é combater a intolerância religiosa. O evento realizado em Maringá tem sido referência para o mundo, por conseguir reunir líderes de diversas denominações, tais como da fé bahá´í, budismo, candomblé, catolicismo, espiritismo, evangélicos, islamismo, religião de Deus e umbanda.

Índios
A partir de 2018 a religião indígena passará a integrar a coordenação do Grupo de Diálogo Inter-religioso. A decisão foi tomada este ano pelos membros do GDI.

A Noite de Oração pela Paz é aberta ao público.

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá

16 setembro, 2017

Dom Edson Damian obrigada por essa visita amiga.

Uma visita abençoada!
Dom Edson Damian obrigada por essa visita amiga.

Dele o convite para ir conhecer sua diocese...nossa...um sonho...

Hoje acolhi em minha casa para o jantar Dom Edson Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. 
Com certeza, não por acaso, mas não sei como começamos nos comunicar por e-mail por volta  de quatro anos.
Hoje de manhã uma linda surpresa, ao Abrir o e-mail um era de dom Edson onde ele dizia - estou em Maringá podemos nos encontrar a tarde?

Conhece-lo foi maravilhoso.
Humildade, carinho, alegria, simplicidade, sabedoria e profetismo presente nele.

Sâo Gabriel da Cachoeira onde ele atua como bispo está localizada no oeste do estado do Amazonas, na fronteira com Colômbia e Venezuela.
As terras indígenas abrangem mais de oitenta por cento do território municipal.
É um dos maiores municípios do Brasil.
Diocese mais isolada, mais indígena e mais pobre do Brasil.

Nas fotos, eu, ele, minha mãe, meu pai, minha cunhada, minha sobrinha e meu irmão.

14 setembro, 2017

Oração

Senhor, Tu és, na verdade, o fundamento de toda a fraternidade, porque és Pai, porque nos ensinas a amar como Tu amas. Falo muito de fraternidade, de comunidade, de paz. Mas, muitas vezes, fico à espera de ocasiões extraordinárias para viver e testemunhar essas realidades. Nem sempre me dou conta de que é no dia a dia, no cumprimento dos meus deveres de comunidade, no apoio discreto aos irmãos, no morrer a mim mesmo, em tantas pequenas coisas, que posso dar a vida, construir a fraternidade. Ilumina-me, Senhor! Faz-me ver que a caridade cristã é algo de muito concreto, simples e quotidiano. Amém

Fonte: dehonianos

13 setembro, 2017

CEBs NO CONTEXTO URBANO. A cidade desafia as CEBs. J. B. Libanio

As CEBs conservam a vocação de ser presença no coração da vida da cidade, carregada de problemas sociais.



A cidade desafia as CEBs.  As injustiças sociais no campo aparecem, sob certo sentido, de maneira bem escandalosa. A cidade tende a escondê-las. Ao assumir as grandes transformações culturais, as pessoas, mesmo pobres, sentem que participam de seus benefícios: eletricidade, aparelhos domésticos, produtos industrializados a preço acessível. Tal fato anestesia a consciência crítica. Dificulta as lutas. Ao vir para cidade, pensa-se que já se goza automaticamente de seus benefícios. E por isso, perde-se certa garra de luta.

Com efeito, gente que nas CEBs do interior reivindicava pelos próprios direitos, ao cair na grande cidade, diminui o fôlego. A cultura pós-moderna, com a inundação gigantesca de programas de TV e com outros recursos da informática, avassala a mente com propaganda. Tal universo de informação e de entretenimento termina por cansar as pessoas a ponto de elas não encontrarem energia para outras atividades. Passa-se facilmente de consciência combativa para acomodada.

Os líderes estudantis e operários, que, em décadas anteriores, conseguiam mobilizar os afiliados para comícios, assembleias e greves, lutam tenazmente para chegar até a eles por causa dos entraves que as cidades cada vez maiores põem e por influência da cultura pós-modernidade presentista e paralisadora.

As CEBs, que no passado desempenharam papel relevante na vida política do país a ponto de terem estado na origem de mobilizações e movimentos sociais populares, e também do Partido dos Trabalhadores, sofrem, nas cidades, da inércia crescente em face da política. Há enorme descrédito de tal atividade humana em consequência de vergonhosos escândalos por parte dos atuais políticos. Não há dia em que as manchetes não estampem casos de corrupção na administração do bem público.

O arrefecimento da prática religiosa na cidade

A cidade em relação à prática religiosa está a provocar-lhe o arrefecimento. Dificulta o exercício dos atos religiosos que na vida rural se seguiam cuidadosamente.  Já não se veem, com a clareza da vida rural, os antigos símbolos católicos, invadidos por outras religiões, especialmente pelas igrejas neopentecostais. As distâncias aumentam. A vida urbana acelera o ritmo das pessoas. A queixa geral: não se tem tempo para nada. De fato, na cidade o problema do tempo se torna cada vez mais grave. Um dos entraves para o crescimento da vida das CEBs vem de as pessoas não conseguirem hora para reunir-se. (nas cidades grandes, gasta-se muito tempo no trânsito, por exemplo.  A vida religiosa parece minguar.

O isolamento das pessoas e o cultivo do espírito comunitário.

A cidade aproxima fisicamente as pessoas. Agrupa-as em quantidade gigantesca. E curiosamente produz o efeito contrário. Em vez de socializá-las, isola-as no anonimato e no individualismo. Impera a regra: “salve-se quem puder”. Teme-se que estabelecer relações com as pessoas próximas traga invasões da privacidade.

Então surge o desafio para as CEBs urbanas. Como conseguir um equilíbrio entre o isolamento e a invasão exagerada da intimidade num ambiente de excessiva proximidade física.  As CEBs têm muito a oferecer com a experiência de ser comunidade. A origem primeira das CEBs aconteceu em torno de círculos bíblicos, celebrações, lutas sociais. As pessoas se reuniam para rezar, debater, celebrar, organizar mutirões. Essas realidades continuam importantes e mais ainda na cidade.

Os pilares das CEBs

Importa muito conjugar a dimensão comunitária, a preocupação social e a religiosidade. Sem esses três traços a CEB perde a característica própria. A cidade inibe, sob certo aspecto, os três elementos. Dificulta as reuniões comunitárias. Reduz o tempo para a convivência e assim impede o pessoal organizar-se comunitariamente.  Sem muita motivação e empenho, dificilmente as pessoas se reúnem para leitura orante da bíblia, para celebrações e reuniões, a fim de programar atividade social. E sob esta perspectiva, ela impede o empenho social.

CEBs evangelizam a religiosidade na cidade.

As CEBs conservam a vocação de ser presença no coração da vida da cidade, carregada de problemas sociais. Cresce nas pessoas certo desejo espiritual, provocado pela violência e dureza da vida urbana. As CEBs constituem-se pequeno oásis de espiritualidade.  A explosão do fenômeno religioso reflete a carência de toque espiritual no mundo atual.  Mas é preciso evangelizar a religiosidade. A religiosidade que não pede conversão, ainda não se deixou evangelizar. As CEBs têm potencial poderoso de ajudar as pessoas envolvidas na onda espiritualista para que descubram a exigência de mudança de vida. Mas em que direção? Na direção de uma conversão que, em última análise, assuma o serviço aos pobres, necessitados, marginalizados da sociedade. Então, o último passo da conversão da religiosidade se dá no compromisso, na práxis da caridade. Experiência que as CEBs conhecem de longa data e de que, portanto, têm muita experiência.

A cidade está a exigir das CEBs transformações profundas. Vale o princípio básico de toda mudança. Olhar para o passado, recolher os valores fundamentais e conservá-los. Perceber-lhes os limites e abandoná-los. E, sobretudo entregar-se à tarefa criativa. Ficam, portanto, estes questionamentos:

Que elementos das experiências anteriores vividas pelas CEBs merecem ser conservados?
Que elementos se consideram definitivamente superados e, portanto, não cabe teimar retê-los?
Finalmente, que novas perspectivas a cidade abre para as CEBs?

Fonte: www.cebsdobrasil- Nordestão- Batista Silva GT comunicação

Fonte: CEBs do Brasil


Lançamento do Hallel 2017