21 outubro, 2026

Movimento Vovó Vota defende consciência cidadã contra abstenção

Brasil tem cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos

A quebradeira de coco Maria Alaídes participa do movimento Voto 70+ - Maria Alaídes Alvas de Souza/ Arquivo pessoal

Na paisagem rural da comunidade maranhense de Ludovico, cidade de Lago do Junco a 300 quilômetros de São Luís, a quebradeira de coco babaçu Maria Alaídes Alves de Souza, de 71 anos, caminhou 600 metros para votar no primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

Para conscientizar outras idosas sobre a importância de votar, no entanto, ela percorre distâncias bem maiores. Na prática, ela faz uma busca ativa para que outras trabalhadoras e avós, como ela, não deixem de exercer o direito ao voto.

O Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, o que corresponde a 10,6% dos eleitores. Essa população tem voto facultativo desde a promulgação da Constituição de 1988 e histórico de alta abstenção.

Na comunidade em que Maria Alaídes vive, são 150 famílias, mas ela se preocupa com outras cinco comunidades da região: São José, Mata dos Reis, Marajá Alto Alegre, Estirão e Pau Seco.

“A gente busca motivar explicando que é muito importante a pessoa registrar o seu voto. Ninguém pode desanimar”, conta Maria, que tem sete filhos e sete netos.

Como liderança de um movimento interestadual de quebradeiras de coco, ela defende que é pela participação popular que se conquistam direitos e políticas públicas.

“O voto para mim é orgulho. Voto pela manutenção de direitos e pela democracia”.

Entre as prioridades dela está o enfrentamento das mudanças climáticas, que impactam diretamente as atividades das quebradeiras.

A estimativa é de que existam mais de 300 mil trabalhadoras nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.
Participação popular

Mulheres entusiasmadas com as eleições como Maria Alaídes, mesmo em uma faixa etária em que o voto não é obrigatório, fazem jus à histórica luta pelo sufrágio feminino.

A abstenção de pessoas com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições, segundo levantamento do Movimento Voto 70+.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026.

No intuito de que essa abstenção caia ainda mais no próximo domingo (25), o movimento apartidário promove a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições.

Uma das mensagens é que, mesmo que a pessoa não tenha votado no primeiro turno, pode participar no segundo, sem nenhuma restrição.


Maria Albino Costa não votou no primeiro turno, mas vai comparecer às urnas no próximo domingo (25) - Maria Albino Costa/ Arquivo Pessoal

Agora, eu vou

Na cidade de Orizona, a 130 quilômetros de Goiânia, Maria Albino Costa, de 85 anos, não votou no primeiro turno porque achou difícil ir às urnas com tantos números para anotar ou lembrar. No último dia 4, o eleitor escolheu deputados, senadores, governadores e presidente.

“Mas dessa vez, é só para o cargo de presidente. Então, eu vou desta vez. Minha filha e minha neta vão me levar. Preciso garantir nossos direitos. Eu faço questão agora.”

A aposentada já morou na roça, foi merendeira e empregada doméstica, e diz que não gosta de faltar na eleição porque passou muito tempo sem votar durante a ditadura (1964-1985). Ela também quer ser exemplo para os sete filhos, 22 netos, seis bisnetos e um tataraneto.

A filha, a professora Sandra Oliveira, de 48 anos, foi a primeira da família a cursar o ensino superior, e conta que sente muito orgulho da trajetória da mãe. Tanto que costuma citá-la em suas aulas na área rural e na região urbana onde já ouviu manifestações machistas de alunos contra o voto feminino:

“Eu conto histórias de minha mãe e de outras mulheres que não tiveram direitos. A gente precisa garantir nosso espaço”.

A professora aposentada Maria José Cantarelli já baixou o e-título - Maria José/ Arquivo Pessoal

Tive medo

A professora aposentada Maria José Cantarelli, de 80 anos, que mora em Olinda (PE), também não votou no primeiro turno. Aliás, há 12 anos deixou de participar das eleições.

No entanto, ela conversou em casa com os filhos e com a neta, e chegou à conclusão de que o momento exige abrir uma exceção. Ela se ressente do clima de acirramento emocional nas ruas.


“Há ofensas e agressões que fazem com que a gente tenha medo. Existe muita violência nas ruas e os ânimos estão muito acirrados”, lembra.

Ela guardou o título eleitoral no armário e não encontrou mais. No entanto, já baixou o aplicativo e-título para votar no dia 25.

Maria José disse que guardou, durante toda a vida, os comprovantes eleitorais e que vai voltar a tê-los na carteira. A neta, que também é Maria, tem 19 anos e ficou feliz com a decisão da avó.
Voto por direitos

Inspirações para essas avós não faltam, como na casa de Francisca Barroso Monteiro, de 84 anos, que hoje mora na cidade maranhense de Nova Iorque (a 560 quilômetros de São Luís-MA).

Ela diz que o direito à cidadania possibilitou que ela lutasse para que os 10 filhos frequentassem a escola.

“Eu sempre dizia ao meu esposo que eles iam estudar. Eu não estudei porque não tive oportunidade. Mas meus filhos, sim. Por isso é muito importante votar”.

Ela espera que a eleição garanta representantes que não deixem faltar remédio ou alimentos para crianças ou idosos.
Dificuldades

No Rio de Janeiro, Prazeres Maria da Silva Antunes, de 72 anos, espera que não passe pela dor de cabeça que teve no primeiro turno, quando enfrentou filas longas: “demorou um tempo para começarem a chamar os mais idosos”.

Também não foi fácil para a aposentada paulista Beatriz Cintra Labaki, de 79 anos, em São Paulo. Ela precisou subir escadas em seu local de votação.

Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que pessoas idosas tenham atendimento prioritário nos locais de votação, sem necessidade de aguardar na fila comum.

Além disso, devem ser garantidas medidas de acessibilidade que assegurem autonomia e segurança durante o processo de votação.

Beatriz contou com a ajuda do filho para chegar à sala de aula e à urna. Para escolher seus candidatos, levou em conta a postura em relação aos temas de saúde e educação.

"Não adianta ser eleito e ficar sentado lá. Tem de ser atuante e gostar de trabalhar com a população".


Suely Mendonça tem orgulho em participar das eleições - Fernando Frazão/Agência Brasil

Memórias

No dia 25, as pessoas idosas também levarão a memória da importância de votar. Inclusive porque não puderam escolher o presidente por mais de duas décadas.

A aposentada carioca Suely Mendonça, de 79 anos, diz que se emociona ao caminhar até a seção de votação:

“É o momento em que estou me sentindo mais participante da vida do país. Sempre estudei na rede pública, do ensino básico ao ensino superior. Teve o golpe militar e eu estava estudando”.

Ela recorda que os professores não podiam mencionar as letras de música e que os filmes e as peças de teatro eram censuradas.

“Eu participei das Diretas Já, o pontapé inicial da redemocratização. Eu nunca associei meu voto a um partido. Eu escolhia o candidato pelos compromissos assumidos com a gente e os que tinha lutado contra o regime ditatorial”.

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Fonte: AgênciaBrasil

Luiz Cláudio Ferreira, Luciano Nascimento, Guilherme Jerônimo e Ana Cristina Campos
Publicado em 21/10/2026 - 10:54
Brasília

Mateus 13,13


Com salário de senador, Flávio Bolsonaro levaria ao menos 15 anos para pagar a mansão

Com salário de senador, Flávio Bolsonaro levaria ao menos 15 anos para pagar mansão de R$ 6 milhões citada por Lula em debate da Band.

A mansão do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Brasília foi um dos assuntos abordados no debate da Band deste domingo (18). Ao comparar o próprio patrimônio ao do adversário, o presidente Lula (PT) questionou a origem dos recursos usados na compra do imóvel. “Esse cidadão, que ganha o mesmo salário que eu, comprou uma casa de R$ 10 milhões.”

O tema surgiu com uma pergunta do petista. “Mas me explica como é que você comprou uma casa de R$ 10 milhões com salário de senador?”. Flávio Bolsonaro respondeu que comprou o imóvel “com trabalho”.

Lula, então, usou a própria situação como parâmetro. “Eu sou presidente há 12 anos e tenho um apartamento de 190 m² de R$ 1,5 milhão”, afirmou. Na mesma fala, Lula relacionou a compra da mansão do adversário ao BRB, banco investigado no caso Master.

O imóvel, no Lago Sul, bairro nobre da capital federal, custou R$ 5,97 milhões, um pouco abaixo do valor mencionado por Lula. Uma simulação feita pelo Brasil de Fato com base no Portal da Transparência do Senado mostra que, se dependesse apenas do salário de senador, Flávio Bolsonaro levaria cerca de 15 anos para pagar a casa se guardasse cada centavo do que recebe. O cálculo desconsidera juros, despesas pessoais e outras fontes de renda.

Segundo os dados de remuneração do candidato à presidência, ele recebeu cerca de R$ 2,9 milhões líquidos em salários e subsídios entre fevereiro de 2019, ao completar o primeiro mês de mandato no Senado, e setembro de 2026. Em 92 meses, isso representa uma média de cerca de R$ 31,6 mil por mês. O valor da mansão equivale a mais que o dobro de tudo o que ele teria recebido como senador em quase oito anos. O último salário líquido recebido por Flávio Bolsonaro foi de R$ 35.187,20.

O imóvel foi comprado em 2021. Na ocasião, o senador e a esposa, a cirurgiã-dentista Fernanda Bolsonaro, deram uma entrada de R$ 2,87 milhões, valor que corresponde a cerca de sete anos e meio do salário líquido médio de Flávio Bolsonaro no Senado. O restante, R$ 3,1 milhões, foi financiado no Banco de Brasília (BRB) em 360 parcelas, com prazo de 30 anos. A dívida, porém, foi quitada em 2024, três anos depois da compra. O valor financiado equivale a pouco mais de oito anos de salário líquido do parlamentar.

Investigação da PF

A Polícia Federal (PF) investiga as condições do financiamento. A apuração foi revelada pelo jornal O Globo e é um dos focos do inquérito da Operação Compliance Zero, que investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com o BRB.

De acordo com as reportagens, o contrato previa juros de 3,71% ao ano, abaixo da média de cerca de 4,85% praticada pelo próprio BRB naquele período. As supostas irregularidades foram apontadas por uma auditoria independente que o banco contratou depois da mudança em sua diretoria, e o relatório foi entregue à PF em fevereiro. Quando o contrato foi assinado, o BRB era presidido por Paulo Henrique Costa, preso neste ano no âmbito da Compliance Zero.

O financiamento já havia sido questionado na Justiça em 2024, em ação popular movida pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF). Ela sustentava que o empréstimo foi concedido em desacordo com as regras internas do banco e que a renda informada pelo casal não seria suficiente para a operação.

Quando a compra veio a público, em 2021, Flávio Bolsonaro declarou renda mensal de R$ 56 mil, vinda do salário no Senado e de outras fontes, e afirmou ter capacidade financeira para arcar com o financiamento. Em vídeo divulgado à época, disse que a transação era legal e resultado da venda do imóvel onde morava e da participação em uma loja de chocolates.

Após a quitação, em 2024, o senador afirmou em nota à imprensa que, além da atividade parlamentar, é “empresário e advogado” e que seus recursos são lícitos e “fruto do suor de meu trabalho”. Questionada naquela ocasião sobre quais seriam os clientes e as atividades empresariais do parlamentar, a assessoria não respondeu. Em novembro de 2024, o jornal O Globo identificou ao menos dez ações em que Flávio Bolsonaro atua como advogado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sobre a investigação da PF, a defesa do senador afirmou que a regularidade do empréstimo “já foi atestada judicialmente, com decisão transitada em julgado”. Segundo a nota, a Justiça concluiu que a operação “não trouxe risco ou prejuízo ao banco”, tratando-se de “operação legal, corriqueira e que já foi integralmente quitada”.

Patrimônio declarado

A mansão também puxou o crescimento do patrimônio que Flávio Bolsonaro declara à Justiça Eleitoral. Em 2026, ao registrar a candidatura à Presidência, ele declarou R$ 8.186.555,83 em bens, um aumento de R$ 6.444.797,68 em relação a 2018, quando informou R$ 1.741.758,15 ao concorrer ao Senado.

Além da mansão, avaliada em R$ 6,2 milhões na declaração, o senador informou R$ 1 milhão em um fundo de investimentos, R$ 568,7 mil em conta bancária, R$ 103,7 mil em poupança e um automóvel de R$ 133 mil.


Proposta de Flávio Bolsonaro desfigura o Bolsa Família e pode aumentar a miséria


A assessora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, disse nesta segunda-feira (19) que haverá uma regra de transição limitada de até dois anos para que os beneficiários do Programa Bolsa Família encontrem emprego ou abram o próprio negócio, caso o candidato de extrema direita seja eleito presidente. Nessa data, seria preciso provar que conseguiu um emprego ou abriu um negócio.

Marques, entretanto, não esclareceu de que forma esse prazo seria contado. Também não detalhou quais seriam os critérios para desligamento e retorno ao programa. Mais tarde, após a repercussão negativa, Marques foi às redes sociais e tentou amenizar, dizendo que a proposta não significaria uma exclusão dos beneficiários.

Atualmente, o principal critério para o recebimento do benefício é a renda familiar e não impede que as pessoas estejam trabalhando, além de ter uma regra de transição que garante uma saída do programa, com diminuição gradual do benefício. Segundo o governo, 5,1 milhões de beneficiários do Bolsa Família já saíram do programa, desde 2023, após aumentar a renda familiar.

O limite de renda inicial para beneficiários do Bolsa Família é de R$ 218 por pessoa (per capita). Ou seja, toda a renda da família, dividida por todos os membros, deve ser de até este valor. Se a família melhorar de condição econômica, o governo federal tem regras de transição para que o beneficiário se estabeleça no mercado antes de deixar o programa.

Quando a renda da família ultrapassa R$ 218 por pessoa, a família pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 12 meses. É a chamada Regra de Proteção. Para estar nela, a renda mensal por pessoa não pode ultrapassar o valor de R$ 706.

“O objetivo é evitar o cancelamento imediato do benefício, reconhecendo que a superação da pobreza não acontece de forma automática com a conquista de um emprego. Esse é um processo gradual, que exige um período de adaptação e estabilização”, diz nota do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

Além disso, para manter o benefício, a família deve garantir a frequência escolar das crianças e a vacinação, por exemplo.

O programa de Flávio Bolsonaro desfigura o programa como transferência de renda, além de apostar na precarização do trabalho que já existe para quem é beneficiário, apontam os especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato.

Dois aspectos chamam atenção do que foi revelado pela assessora econômica de Flávio Bolsonaro: a ideia de que as pessoas possam deixar o programa a partir do empreendedorismo e o apontamento de que a regra de transição vai ser aplicada ao fato de o beneficiário, ou seja, o titular, passar a ter emprego formal. Hoje, a regra leva em consideração o conjunto da família.

Para a professora do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Verônica Ferreira, o beneficiário não está fora do mercado de trabalho, mas tem um trabalho precário, com muita gente em “situação de bico, de viração”.

“Na realidade, as pessoas já estão se virando, fazendo coisas, só que as coisas que as pessoas fazem estão na informalidade, naquele nível de precarização assim mais resiliente. E o que fazem não é suficiente para garantir uma renda”, aponta a assistente social, que critica o modelo do bolsonarista por não apresentar o que seriam esses critérios de empreendedorismo.

Além disso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não lembra das principais beneficiárias do Bolsa Família, que são as mulheres, e de seu trabalho invisível de cuidados das crianças, da família.

“Esse trabalho é fundamental para romper com o ciclo da pobreza, garante a saúde, garante a educação e é um trabalho amparado pelo Bolsa Família”. Para a professora, “haverá um aumento da miséria e da insegurança alimentar caso esse projeto se concretize”.

“É mais do mesmo velho baile no Hotel da Transilvânia. Não tem muita novidade”, ironiza o educador social e representante do estado de São Paulo no Fórum Nacional de Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), Allan Carvalho. “É a precarização da precarização. Eles tornam o capitalismo ultrasselvagem, o neoliberalismo em hiper-neoliberalismo, o estado mínimo em micro, e eles vão arrochando, arrochando sem parar”, aponta.

Para o educador, o projeto de Flávio quer reduzir a assistência social à mera porta de saída. “Acaba virando uma obsessão compulsiva que distorce a própria razão de ser da política e inviabiliza tudo aquilo que a Constituição preconizou: proteção social interrelacional”.

Flávio Bolsonaro sempre criticou o Bolsa-Família. Na terça (13), o senador se reuniu com cerca de 500 empresários, em São Paulo (SP), e apresentou um plano econômico que propõe, entre outros pontos, revisar os critérios de concessão e permanência no Bolsa Família. Sobre a proposta atual, Marques falou em liberdade: “A gente quer que você se liberte, a gente não quer perpetuar as pessoas na pobreza”, afirmou.

A proposta anuncia o empreendedorismo como saída sem garantir nenhum tipo de viabilidade. “Na verdade, ele reproduz, com aparência técnica, o discurso conservador de sempre de que as pessoas vão trabalhar, vão poder trabalhar no mercado de trabalho, o que é extremamente frágil. Além de insustentável, porque não tem nenhuma avaliação concreta sobre a situação de pobreza e de trabalho precário”, critica Alan Carvalho.

“Ele não está falando de gerar postos de trabalho, de concurso público, de trabalho formal. Ele está falando de empreendedorismo, que é, na verdade, trabalho mais precário. A informalidade traz problemas para a previdência, funciona em um ciclo vicioso de formas sucessivas porque não tem arrecadação. É uma crônica de morte anunciada”, destaca Carvalho.