24 novembro, 2019
8º NORDESTAO DAS CEBs - IGUATU 16 a 19 de julho de 2020
8º NORDESTAO DAS CEBs - IGUATU 16 a 19 de julho de 2020
CEBs do Nordeste: uma igreja em saída na busca do bem viver
Juazeiro do Norte – 22 de novembro de 2019.
COMUNICADO – Comissão de Comunicação.
Em preparação ao VIII NORDESTÃO DE CEBs foi construído diversas equipes de trabalhos para o bom êxito do encontro entre elas a Comissão/equipe de Comunicação.
Para coletivamente formular e promover a execução do plano ampliado de comunicação para o VIII NORDESTÃO DE CEBs 2020, convocamos para nos dias 29 e 30 de novembro um ENCONTRO DA COMISSÃO DE COMUNICAÇÃO - CEBs DO NORDESTE, em Fortaleza / Regional Nordeste I – CE.
Terá início às 8hs do dia 29, encerrando às 12hs do dia 30 com almoço. Local: Rua Ubajara n 2222, próximo a subestação em CAUCAIA – Grande Fortaleza, próximo da Rodoviária Antônio Bezerra.
Sendo acolhida feita pela família Redentorista na pessoa de Pe. Júlio Ferreira – o qual será assessor/moderador.
Participam do Encontro os comunicadores indicados pela Coordenação de CEBs de cada Regional do Nordeste e os membros da Equipe de Comunicadores Populares das CEBs – Nordeste, membros da Coordenação Executiva para o VIII Nordestão (comunicação - indicados) Diocese de Iguatu e o coordenador da PASCOM Regional Nordeste – I / CNBB – CE.
Para os membros dos Regionais de CEBs que pela distância e custo de viagem, será facultativa a participação presencial, porém solicita-se que esteja na sintonia em tempo real via on-line através das mídias sociais. Como também a participação efetiva por teleconferência a partir das 15hs do dia 29, pelos canais/aplicativos: WhatsApp e ou Skype.
Desde já um agradecimento geral a todos pela contribuição, participa e Ação.
José Batista da Silva – Articulação de Comunicação / CEBs Nordeste.
INFORMAÇÕES ADICICONAIS COM:
• José BATISTA: 88 - 9 99269330 – J. do Norte
• Aurélio: 85 8404-9225 – Fortaleza
• Felix Sousa - 88 8116-4943 – Iguatu
• Pe. Júlia Ferreira - 85 9906-7039 – Caucaia / Fortaleza
LEMA: Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra.
OBJETIVO GERAL: Contribuir para o fortalecimento das CEBs no compromisso do Bem Viver
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Celebrar a memória da caminhada trazendo presente nossos mártires e profetas
- Construir pistas de ação das CEBs do Nordeste na busca da vida plena;
- Qualificar a atuação das lideranças através de estudos temáticos
- Favorecer trocas de experiências do Bem Viver das comunidades da grande região Nordeste;
- Fortalecer a caminhada ecumênica/interreligiosa a partir do cuidado com a casa comum;
COMVOCAÇÃO:
Regional Nordeste I – Ceará
• Aurélio Araújo - Fotografia
• Marcos Moreira - Rádio
• Félix Souza – Equipe executiva / Iguatu
• - Equipe executiva / Iguatu
• José Batista – Articulação de Comunicação / CEBs Nordeste
• Alex Ferreira – PASCOM Regional CNBB
• Pe. Júlio Ferreira – Jornalista – assessoria
• Rozelia Costa – Fotografia
Regional Nordeste II – RN, PB, PE, AL
• Fernanda Melo – Articuladora Regional / Comunicação.
• Chico Malta – Jornal das Comunidades.
Regional Nordeste III
• Moura – Articuladora Regional / Comunicação
Regional Nordeste IV – Piauí
• Biel / Emanuel Ramos – Jornalista
• Eliane Carneiro – comunicadora (a confirmar)
Regional Nordeste V
• César Soeiro – Rádio
• Neguim / Antônio Alves – Rádio
OBS: a medida que forem confirmado participação de outros colaboradores indicados e/ou convidados, serão acrescentados na lista.
22 novembro, 2019
Dia Nacional dos Cristãos Leigas e Leigos – 24/11/2019
Amados irmãos, amadas irmãs,
Cristãos, leigos e leigas, espalhados Brasil,
graça e paz!
No próximo domingo vamos celebrar a solenidade
de Cristo Rei do Universo. Neste dia também a Igreja no Brasil celebra o Dia
Nacional dos Cristãos Leigas e Leigas. Como presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para o Laicato da CNBB quero cumprimentar a todos pelo protagonismo na
evangelização. Isto acontece por meio do testemunho de fé, no cotidiano da
vida. Também na vida profissional, na participação nos espaços eclesiais, como
a animação de comunidades eclesiais, nas pastorais sociais, nos movimentos eclesiais
e associações laicais, nas comunidades novas e nas ações coletivas organizadas
na sociedade.
Neste ano, a Igreja no Brasil refletiu na sua
Campanha da Fraternidade o tema das Políticas Públicas. Merece destaque o forte
chamado da presença cristã e, de modo especial dos cristãos leigos, nos
aerópagos modernos: na família, no mundo do trabalho, na política, na economia,
no meio ambiente, na cultura, na educação, na comunicação e em muitos outros
lugares desafiadores. Acompanhar esta presença dos cristãos leigos na Igreja e
na sociedade, ser presença de comunhão, oferecer formação junto a esses homens
e mulheres de fé, em seus espaços de missão, é a missão da Igreja, é a missão
da CNBB é a minha missão como presidente da Comissão do Laicato.
Quero agradecer a todos e todas pelo
testemunho e pela alegria com que vocês vivem a vocação batismal e o testemunho
de serem sujeitos eclesiais na Igreja e também na sociedade. Quero desejar a
todos uma frutuosa celebração no Dia Nacional dos Cristãos Leigos.
Um grande abraço e minha bênção a todos!
Dom Giovane Pereira de Melo
Bispo de Tocantinópolis (TO)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para
o Laicato
21 novembro, 2019
Dom Anuar Battisti - Carta ao Povo de Deus da Arquidiocese de Maringá
Carta ao Povo de Deus da Arquidiocese de Maringá
Maringá, 20 de novembro de 2019
Depois de 15 anos como Arcebispo desta Arquidiocese de
Maringá, o Santo Padre, o Papa Francisco, aceitou o meu pedido de renúncia, por
motivos de saúde.
Aos 10 anos de idade entrei para o seminário e minha vida
sempre foi dedicada à Igreja. Sou muito feliz em ter feito esta escolha. Nunca
me queixei do cansaço que as atividades inerentes ao episcopado provocam.
Sempre procurei fazer o melhor, mesmo em meio às
adversidades. Além de pastorear por seis anos a Igreja de Toledo e 15 em
Maringá, servi por oito anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na
Comissão de Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, como também por oito anos,
não consecutivos, servi a Igreja na América latina, através do Departamento de
Ministérios e Vocações do Conselho Episcopal latino-americano, com sede em
Bogotá.
Como Arcebispo de Maringá tive a graça de ordenar 45
diáconos permanentes, 37 padres e três bispos do clero de Maringá. Tudo isso
fruto de uma Igreja organizada que herdei dos meus antecessores, Dom Jaime Luiz
Coelho, Dom Murilo Krieger e Dom João Braz de Aviz.
Pela primeira vez na história desta Igreja, neste ano e no
próximo serão ordenados oito novos padres. Um número expressivo que mostra a
força da oração pelas vocações na nossa Igreja.
Esta Igreja particular tem características especiais. O
Censo de 2010, divulgado em 2011, nos revelou que Maringá teve um aumento de
14% no número de católicos.
Tenho inúmeros motivos para dizer que a Arquidiocese de
Maringá é especial. As nossas pastorais, movimentos e organismos são de uma
organização exemplar.
Trabalhamos muito.
Nestes 15 anos crismei mais de cinquenta e duas mil pessoas.
Criamos sete paróquias:
Paróquia Nossa Senhora do Rosário; paróquia Santo Expedito;
paróquia Imaculada Conceição em Uniflor; paróquia Santa Paulina; paróquia Santa
Teresa de Jesus, em Marialva; paróquia Santa Clara e paróquia Santa Terezinha
do Menino Jesus, em Mandaguaçu.
Diversas obras foram feitas, como a reforma do centro de
Formação Bom Pastor; reforma do auditório São João Paulo II; reforma da capela
do Seminário Arquidiocesano; criação da casa do padre idoso, que tem acolhido
os nossos queridos sacerdotes. Retomamos a administração do Albergue Santa
Luiza de Marillac. Enfim, muitas obras físicas e espirituais, todas feitas sob
a ação e força do Espírito de Deus.
Chiara Lubich disse certa vez que “a caneta não sabe o que
deverá escrever, o pincel não sabe o que deverá pintar e o cinzel não sabe o
que deverá esculpir. Quando Deus toma em suas mãos uma criatura, para fazer
surgir uma obra Sua na Igreja, a pessoa escolhida não sabe o que deverá fazer.
É um instrumento”.
Foi isso que Deus fez comigo. Eu não tinha capacidade
nenhuma de ser padre, bispo. Mas Deus quis. Foi Ele que me fez o que eu sou. Só
tenho gratidão por tanta coisa realizada.
Olhando para o passado, pergunto: Como fiz tudo isso? Só
tenho resposta se eu projetar o meu olhar para Jesus.
Diante desta bela história, reconheço que chegou o momento
de deixar o governo da Arquidiocese de Maringá. Nos últimos meses meu corpo
físico já tem dado sinais de esgotamento, e a orientação médica é para diminuir
o ritmo de vida, por isso pedi ao Santo Padre a renúncia ao governo da
Arquidiocese, passando a ser Arcebispo Emérito. Deixo o lugar para outro com
mais disposição, capaz de governar esta Igreja particular com o vigor
necessário.
Talvez poucas pessoas saibam, mas antes de eu vir para
Maringá, ainda em Toledo, em 2002, sofri um derrame cerebral. As sequelas foram
quase que imperceptíveis. Consegui me recuperar do processo cirúrgico, mas a
recomendação médica era que eu deveria evitar sobrecarga de trabalho e
estresse. O que não aconteceu, porque em 2004 fui nomeado Arcebispo nessa bela
e querida Maringá.
No ano passado, fui submetido a uma angioplastia e também à
retirada da vesícula. Nas últimas semanas, comecei a ter vários apagões,
momentos em que chego a perder a consciência em alguns compromissos, inclusive
nas celebrações.
Não foi fácil tomar essa decisão, mas é o melhor para mim e
para a Igreja.
Lembro aqui o Papa Bento XVI que, ao renunciar o ministério
de Bispo de Roma, disse: “verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o
amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço
perdão por todos os meus defeitos”.
A partir de hoje, não respondo mais pelo governo desta
Arquidiocese. Tudo agora passa a ser de responsabilidade do Administrador
Apostólico, meu irmão no episcopado, Dom João Mamede, Bispo de Umuarama,
pertencente a nossa Província Eclesiástica. De agora em diante Maringá é “sede
vacante”, até que o Santo Padre nomeie o novo Arcebispo de Maringá.
Estarei sempre em oração para que este período de transição
seja iluminado pela força renovadora do Espírito Santo de Deus.
Nesta vida ninguém perde nada. Ou se ganha ou aprende.
Aprendi que o poder e o governo da Igreja não é tudo, pois a essência do
episcopado é amar e servir. Isso vai continuar sendo o meu único programa de
vida.
Continuarei servindo a Igreja, ministrando os sacramentos,
sendo presença de pai que ama, vive, sente e caminha com o Povo de Deus.
Ninguém pode impedir de amar.
Fica aqui meu carinho, amor, respeito, gratidão a todos
vocês.
Lembrem-se: Deus é misericórdia, Deus é amor. Somos chamados
a celebrar a misericórdia. Sem misericórdia não se constrói nada.
Como diz o Papa Francisco “não podemos esquecer que cada um
traz consigo a riqueza e o peso da sua própria história, que nos distingue de
qualquer outra pessoa. A nossa vida, com as suas alegrias e os seus
sofrimentos, é algo único e irrepetível que se desenrola sob o olhar
misericordioso de Deus” (Misericórdia et misera, 14).
Rezem por mim. Eu sempre rezarei por vocês.
Por intercessão de Nossa Senhora da Glória, padroeira da
Arquidiocese de Maringá, Deus Pai vos abençoe sempre!
Dom Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá.
20 novembro, 2019
Homem mata a tiros moradora de rua após ela pedir esmola!
"Talvez um cachorro produzisse mais indignação. APOROFOBIA (ódio ao pobre cresce). Este sujeito representa milhões que gostariam de fazer a mesma coisa. Ele serve aos bilionários que não querem dividir sua riqueza (1% da população planetária). É um mundo que faz o ser humano se tornar escravo de si mesmo."
(esse comentário feito pelo Celso Pinto Carias, em seu perfil no Facebook, ao publicar a matéria)
Veja a íntegra da matéria e o vídeo AQUI
Homem mata a tiros
moradora de rua após ela pedir esmola no Centro de Niterói
Vítima tinha 31 anos e era conhecida como Néia. Homem
identificado pela polícia como autor dos disparos está preso e disse para sua
advogada que reagiu a um assalto.
Por Carlos Brito, Felipe Freire e Fernanda Rouvenat, G1 Rio
e Bom Dia Rio
20/11/2019
Um homem matou a tiros uma moradora de rua depois que ela
pediu R$ 1 a ele no Centro de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, no fim
da madrugada de sábado (16). Imagens de câmeras de segurança registraram o
momento em que Zilda Henrique dos Santos Leandro, de 31 anos, conhecida como
Néia, foi baleada.
Nas imagens, ela aparece falando e gesticulando, até que vai
em direção a um homem que passa pelo local. Ele tenta desviar, mas Néia o
acompanha.
Em seguida, o homem saca a arma e dispara, pelo menos, duas
vezes em direção à mulher. Depois disso, ele sai andando com a arma na mão
enquanto a vítima fica caída no meio da rua.
O homem foi identificado como Aderbal Ramos de Castro e está
preso na Delegacia de Homicídios de Niterói. Ele disse para a sua advogada de
defesa que reagiu a uma tentativa de assalto.
“Ele é dono de uma lanchonete que fica ali perto e estava a
caminho do trabalho quando o fato aconteceu.Já foi assaltado outras vezes
naquela região e por isso reagiu”, explicou a advogada Daniela Lopes,
responsável pela defesa do preso. Segundo ela, Aderbal tem porte de arma e essa
documentação já estaria em posse da polícia.
Uma testemunha que viu o crime tenta socorrer a vítima e
acena para um carro que passa, mas ninguém para. O crime aconteceu na Rua Barão
de Amazonas, no Centro do município.
Arquidiocese de Maringá papa nomeia como Administrador Apostólico Dom João Mamede Filho
Nossa...
A Vatican News publicou que o papa com a renúncia de Dom Anuar Battisti, nomeou como Administrador Apostólico Dom João Mamede Filho, O.F.M.Conv., Bispo de Umuarama.
A Vatican News publicou que o papa com a renúncia de Dom Anuar Battisti, nomeou como Administrador Apostólico Dom João Mamede Filho, O.F.M.Conv., Bispo de Umuarama.
Administrador Apostólico
É um Bispo que administra interinamente uma Arqui/Diocese.
Toma a designação de Administrador Apostólico sede vacante. Permanece como Administrador
Apostólico até que o Papa nomeia o novo Bispo e ou Arcebispo.
Papa Francisco aceita renúncia de dom Anuar Battisti
O Papa Francisco acolheu, nesta quarta-feira, 20 de novembro, o pedido de renúncia apresentado por dom Anuar Battisti ao governo pastoral da arquidiocese de Maringá (PR). Dom Anuar está na arquidiocese desde novembro de 2004. A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou agradecimento a dom Anuar.
Biografia
Nascido em Lajeado (RS), em 19 de fevereiro de 1953, dom Anuar Battisti ingressou no seminário em 1963, em Toledo (PR), onde cursou o ensino fundamental. Concluiu o ensino básico nos seminários de Cascavel (PR) e de Curitiba (PR). Na Pontifícia Universidade Católica da capital paranaense, cursou Filosofia. Estudou Teologia em Roma, no então Studium Theologicum, agora Universidade Lateranense, e na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.
A ordenação sacerdotal de dom Anuar foi em 8 de dezembro de 1980, na diocese de Toledo. De 1986 a 1989, presidiu a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (Osib) e, de 1987 a 1990, a Organização dos Seminários Latino-Americanos (Oslam). O agora arcebispo emérito de Maringá participou, no ano de 1990, do Sínodo dos Bispos sobre a formação presbiteral. De 1991 a 1995, foi secretário executivo do Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam).
Em 1996, após a transferência do então bispo de Toledo, dom Lúcio Baumgartner, foi eleito pelo Colégio de Consultores administrador diocesano. Após mais de dois anos no cargo, foi nomeado bispo diocesano pelo Papa João Paulo II. A posse na diocese de Toledo foi em 20 de junho daquele ano.
Dom Anuar presidiu, na CNBB, entre 2003 e 2007, a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada. Neste período, em setembro de 2004, foi nomeado arcebispo de Maringá. A posse foi em 24 de novembro de 2004.
Mais recentemente, dom Anuar colaborou na articulação da Pastoral do Turismo no Brasil. Em 2015, foi escolhido para integrar o Conselho Administrativo da Pastoral da Criança Internacional e eleito presidente Nacional do Conselho Diretor da Pastoral da Criança para um mandato de quatro anos. No mesmo ano, foi designado suplente de delegado da CNBB junto ao Celam, conselho que o elegeu presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do conselho para a gestão 2015 a 2019.
Agradecimento da CNBB a Dom Anuar Battisti
Estimado irmão, Dom Anuar Battisti,
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta agradecimento à dedicação de dom Anuar Battisti durante sua trajetória episcopal na diocese de Toledo e na arquidiocese de Maringá.
Devemos igualmente recordar e salientar sua caminhada na dimensão vocacional e dos ministérios, por onde transita desde os tempos de presbítero. A Igreja no Brasil e em toda a América Latina e Caribe foram mais enriquecidas com suas contribuições, respectivamente, na Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada desta Conferência e no Departamento de Vocações e Ministérios do Conselho Episcopal Latino Americano, o CELAM.
Nosso agradecimento está unido também aos agentes das Pastorais da Criança e do Turismo, as quais contaram com seu zelo e dedicação sempre amorosos.
Neste novo tempo de seu ministério, desejamos que continue firme na missão, como nos ensina o Papa Francisco: “Vai com amor ao encontro de todos, porque a tua vida é uma missão preciosa: não é um peso a suportar, mas um dom a oferecer. Coragem! Sem medo, vamos ao encontro de todos!” (Homilia do Papa Francisco na Santa Missa no Dia Missionário Mundial).
Confiantes à intercessão de Nossa Senhora da Glória, rogamos saúde e proteção ao nosso irmão e uma fecunda perseverança na fé aos fiéis de Maringá, que aguardam, a partir deste momento, o novo pastor.
Em Cristo,
Dom Walmor Oliveira Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB
Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB
Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
255 mil pessoas negras foram mortas em seis anos, revela estudo.
255 mil pessoas negras foram mortas em seis anos, revela
estudo.
Negros têm 2,7 mais chances de serem mortos do que brancos,
diz IBGE
A população negra tem 2,7 mais chances de ser vítima de
assassinato do que os brancos. É o que revela o informativo Desigualdades
Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado nesta quarta-feira 13 pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a analista de indicadores sociais do IBGE Luanda
Botelho, enquanto a violência contra pessoas brancas se mantém estável, a taxa
de homicídio de pretos e pardos aumentou em todas as faixas etárias.
“Na série de 2012 a 2017, que foi o período que a gente
analisou neste estudo, houve aumento da taxa de homicídios por 100 mil
habitantes da população preta e parda, passando de 37,2 para 43,4. Enquanto
para a população branca esse indicador se manteve constante no tempo, em torno
de 16”, disse ela.
Para os jovens, a situação é mais crítica. Ainda na
comparação por 100 mil habitantes, a chances de morte beiram o triplo do que
pessoas brancas entre 15 e 29 anos.
De acordo com dados do Sistema de Informações sobre
Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, foram registradas 255 mil mortes de
pessoas negras por assassinato nos seis anos analisados.
Estudantes
Segundo o levantamento, a violência vivenciada na escola
também atinge mais a população preta e parda do que a branca. O IBGE analisou
dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 com alunos do nono
ano, e concluiu que 15,4% dos pretos ou pardos e 13,1% dos brancos deixaram de
ir à aula em algum dia por falta de segurança no trajeto entre a casa e a
escola.
Do total de estudantes, 53,9% dos pretos e pardos estudavam
em escolas localizadas em áreas de risco, enquanto entre os brancos a proporção
cai para 45,7%. A diferença cresce na comparação apenas entre escolas privadas,
com 40,7% dos pretos ou pardos e 29,5% dos brancos.
Segundo o IBGE, jovens expostos à violência têm mais
propensão a sofrer de doenças como depressão, vício de substâncias químicas e
problemas de aprendizagem, além de suicídio.
Fonte: Agência Brasil. A reportagem publicada em 13-11-2019.
União e resistência negra. Marcelo Barros.
União e resistência negra. Marcelo Barros.
No Brasil, essa semana é marcada pela memória do martírio do
Zumbi dos Palmares no 20 de novembro de 1697 e pela comemoração dessa data que,
em todo o país, se tornou “Dia da união e consciência negra”. A comemoração
anual da memória do Zumbi é importante em um Brasil que ainda mantém a herança
de forte desigualdade social.
Atualmente, o Brasil é o país com a segunda maior população
negra do mundo (Só perde para a Nigéria). No entanto, essa população continua a
ser majoritariamente pobre e explorada. No seu livro Escravidão, Laurentino
Gomes afirma: “Negros e pardos representam 54% da população brasileira, mas sua
participação entre os 10% mais pobres é muito maior de 78%.
Na educação, enquanto 22% da população branca tem 12 anos de
estudo ou mais, a taxa é de 9, 4% para a população negra. Em 2016, o índice de
analfabetismo entre os negros era de 9, 9%, mais que o dobro do índice entre os
brancos” . Isso mostra que, na realidade brasileira, ser negro é quase sinônimo
de ser pobre e ter menos acesso à escolaridade e ás condições sociais de outros
brasileiros.
O Brasil foi o último país da América Latina a abolir
oficialmente a escravidão. No entanto, organismos da ONU reconhecem que,
atualmente, existem no mundo milhões de pessoas em situação de escravidão. Em
nosso país, há latifúndios no campo e fábricas nas periferias urbanas que
exploram pessoas como se fossem escravas.
Para que, no decorrer da história, uma tragédia como a
escravidão tenha se mantido durante tanto tempo, não bastaria a força de armas.
A escravidão não se sustentaria se, além da estrutura econômica e da força das
armas que a impunham, não houvesse uma cultura racista e discriminatória que a
legitima. Infelizmente, até hoje, essa cultura ainda persiste em certos
ambientes. Por isso, é importante lutarmos pela igualdade social e dignidade de
todas as pessoas.
A unidade das raças e a igualdade entre os seres humanos
supõe que cada cultura e cada povo tenha consciência de sua dignidade. Chama-se
“consciência negra” o fato das pessoas afro-descendentes assumirem sua
identidade cultural, conscientes do imenso valor de sua cultura, para
contribuir com as outras na riqueza intercultural do Brasil.
Por isso, é preciso lutarmos para que, no Brasil, se
mantenham ou sejam retomados os programas que fomentam a igualdade de condições
e a integração social de negros e brancos.
Conforme a Constituição Brasileira, devem ser respeitadas e
valorizadas as comunidades remanescentes de Quilombos. São grupos que, desde os
tempos da escravidão, reúnem negros, seus aliados e descendentes, em uma
comunidade com cultura e valores próprios. Eles devem ter direito à terra
coletiva e merecem das autoridades públicas a proteção e o apoio necessários.
Estas comunidades estão organizadas em quase todos os estados e somam mais de
dois mil grupos e comunidades. Algumas delas mantêm elementos de idioma, de
danças e costumes ancestrais que são de uma riqueza incalculável para todo o
Brasil.
Uma das mais profundas riquezas das culturas
afro-descendentes é a espiritualidade viva e bela das comunidades negras. A Mãe
África permanece viva e atuante na memória religiosa dos seus filhos e filhas.
Para ser escravas nos diversos países da América, foram seqüestradas pessoas de
diferentes áreas do continente africano. Apesar de todas as dificuldades e
repressões, os afrodescendentes conseguiram manter as suas línguas, contar a
seus filhos as histórias dos seus antepassados, guardar as canções da
Mãe-África e reconstituir muitas expressões culturais e religiosas. Só podiam
cultuar à noite, enquanto os brancos dormiam.
Como objetos de culto, só possuíam seus corpos, suas vozes e
os terreiros das senzalas, seus templos. Foram obrigados a adaptar antigos
costumes da África às novas condições de clima, ao pouco tempo livre de que
dispunham e à sua extrema pobreza. Fundiram costumes religiosos, adaptaram
mitos e elaboraram oralmente uma explicação religiosa do mundo e da sua
história. Esta teologia narrativa deu origem a religiões novas como o
Candomblé, o Batuque, o Tambor de Minas, a Santeria cubana e o Vodu haitiano.
Durante séculos, de geração em geração, se transmitiram ritos, cânticos e
histórias ancestrais.
Infelizmente, por todo o Brasil, se espalham fenômenos de
ataques e violências contra templos e cultos das religiões afrodescendentes. E
o mais chocante é que essas expressões de ódio e intolerância são cometidas por
cristãos que afirmam agir em nome de Jesus Cristo. É preciso deixar claro: Uma
fé cristã e uma Igreja, testemunha de que Deus é amor e inclusão, não pode
deixar de respeitar e valorizar as outras religiões e tradições espirituais. Na
história, as religiões afrodescendentes foram responsáveis pela resistência dos
nossos irmãos e irmãs negras em meio a um sofrimento intenso e continuado. Por
isso, apoiá-las e se solidarizar com elas é questão de justiça.
A base da fé cristã é que a Palavra divina se fez carne e se
revelou no meio de nós através da pessoa de Jesus de Nazaré que assumiu toda a
condição humana e todas as culturas com seus valores para revelar em tudo o que
é humano a presença divina. Nós somos chamados a continuar este caminho de
reverência amorosa e delicadeza no diálogo e na colaboração com as outras
religiões e culturas.
18 novembro, 2019
Eu sinto um vazio no peito, Berimbau vem me ajudar, Vem, vem, vem, Berimbau vem me ajudar?
Depois de algum tempo parada, foi muito bom voltar estar com esse povo querido.
“Eu sinto um vazio no peito, Berimbau vem me ajudar, Vem, vem, vem, Berimbau vem me ajudar.
Pensamento invade o passado, Me deixa acordado para sempre lembrar, Do jogo da capoeira, Que acalma o meu corpo e me faz respirar.”
17 novembro, 2019
Dia Mundial dos Pobres
A menina ainda tão pequena, tem a frente um grande desafio,
ser alguém!
Olhem a foto abaixo, uma senhora, talvez com seus 70 anos ou mais, e uma criança com 8 anos ou mais.
Tirei essa foto hoje, mas pode ser que já passei por essa senhora e essa criança por uma, duas ou mais vezes.
Acredito que o lugar de invisibilidade e indiferença que o morador de rua ocupa socialmente seja sua maior solidão. Diante de uma violência real ou não, estamos sendo educados para termos medo, e justificado pelo medo e perigo, somos omissos, frios, ficamos a distância.
Essa senhora, quanta história e um presente com dificuldade. Futuro, que futuro?
A menina, a criança, um presente com esperança? O futuro? Essa menina, ainda tão pequena tem a frente um grande desafio, ser alguém.
Olhem a foto abaixo, uma senhora, talvez com seus 70 anos ou mais, e uma criança com 8 anos ou mais.
Tirei essa foto hoje, mas pode ser que já passei por essa senhora e essa criança por uma, duas ou mais vezes.
Acredito que o lugar de invisibilidade e indiferença que o morador de rua ocupa socialmente seja sua maior solidão. Diante de uma violência real ou não, estamos sendo educados para termos medo, e justificado pelo medo e perigo, somos omissos, frios, ficamos a distância.
Essa senhora, quanta história e um presente com dificuldade. Futuro, que futuro?
A menina, a criança, um presente com esperança? O futuro? Essa menina, ainda tão pequena tem a frente um grande desafio, ser alguém.
As fotos, são de uma atividade com os moradores de
rua e albergados de Maringá, organizado pelas diversas pastorais sociais,
entidades, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e pela Aras/Cáritas - entidade
articuladora das ações sociais na Arquidiocese de Maringá.
A concentração da terra, da riqueza e da renda nas mãos de
poucos. Poucos tem demais, e muitos sem nada ter. Por existir essa
desigualdade, Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres. Por convocação
do Papa, a Igreja Católica celebra no dia 17 de novembro de 2019, o III Dia
Mundial dos Pobres.
São muitos os que não tem acesso ao Direitos e Garantias
Fundamentais pela Constituição Federal de 1988. Esses direitos são referentes à
educação, saúde, trabalho, previdência social, lazer, segurança, proteção à
maternidade e à infância e assistência aos desamparados.
O que vemos, crescimento da população em situação de rua,
albergados, sem teto, sem terra, sem atendimento médico, sem o direito a
aposentadoria, sem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), sem
trabalho, sem acesso à educação. Aumento dos descartados da sociedade.
O dia do pobre é um chamado para que a sociedade enxergue
essa realidade, e tomar iniciativas.
É preciso criar mecanismo, meios e discussão sobre a
realidade da pobreza, porque se não, vamos ter uma sociedade onde haverá os
herdeiros dos poucos que tem demais. Esses herdeiros não precisaram trabalhar
para conquistar nada. Já serão os possuidores da riqueza. E para os herdeiros
do muitos que nada tem?
15 novembro, 2019
No link abaixo, slide trabalhado agora no 4º SULÃO DAS CEBs
No link abaixo, slide trabalhado agora no 4º SULÃO DAS CEBs.
Recebi da Leoni.
Partilho como documento adobe
IGREJA DA BASE na perspectiva do Papa Francisco
Partilho como documento adobe
IGREJA DA BASE na perspectiva do Papa Francisco
O Contar-me como ato
político de construção de
conhecimento.
O FALAR como ação política
profética.
Contar-me como ato
político profético
4° Sulão das CEBs
4º SULÃO DAS CEBs
Igreja da Base na perspectiva do Papa Francisco
15 a 17 de novembro
Canoas – Arquidiocese de Porto Alegre/ RS
A arquidiocese de Maringá está representada pelo Celso Claudemir Ninno, Luzia Fermino A. Nascimento, Gracínia da Silva Batista, Maria Lucia Martins Orlandelli e Lucineide Ribeiro Agreira Bonifácio.
O 4° Sulão das CEBs, que ser espaço para partilhar as nossas
lutas, buscas, alegrias e esperanças, mas também angústias e dúvidas,
animados/as pela certeza de que onde houver um/a cristão/ã consciente ou uma
mulher e um homem de boa vontade que se irmanam na solidariedade, na luta pela
justiça, e na criação de estruturas de fraternidade e comunhão, o tirano poder
não será nem absoluto e nem definitivo. E aí está o coração das CEBs, aí está
acontecendo o jeito de ser da Igreja comprometida com Jesus Cristo.
Canoas foi indicada diante do fato de que as CEBs no RS
tiveram aí seu berço inicial, fruto da ação do Espírito Santo, como fonte
geradora de uma Igreja encarnada na realidade do povo sofredor, entre eles, os
Índios e Afrodescendentes.
Através da inserção e ação evangelizadora do Irmão Antônio
Cechin, sua irmã Matilde e tantas outras lideranças leigas e religiosas, que
sempre nos animaram com os exemplos de fé de São Sepé.
Com nosso Irmão e Pastor Francisco, que nos preside na
caridade, queremos renovar essa fé no Deus Conosco, que continua caminhando ao
nosso lado, ouvindo os clamores de seu povo, acolhendo em seus braços e coração
misericordioso nossas incertezas e dores, mas ao mesmo tempo, nos animando para
que, como Moisés, sejamos também nós uma Igreja na base, profética e portadora
da esperança da terra onde jorra leite e mel, ou como dizem os sábios povos
nativos guaranis, uma Terra Sem Males.
O Sulão das CEBs, reúne representantes dos quatro Regionais
do sul do Brasil (Sul 1, Sul 2, Sul 3 e Sul 4).
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