17 maio, 2020
16 maio, 2020
Maringá registra 20 novos casos de covid-19 em 24 horas
O boletim sobre coronavírus de Maringá divulgado há pouco pela prefeitura reforça a necessidade de as pessoas entenderem a seriedade das medidas de prevenção. São 20 novos casos confirmados em 24 horas.
Na véspera de completar dois meses desde a implantação dos primeiros decretos rígidos, fundamentais para preparação da cidade para a pandemia, o município registra 152 casos positivos de covid-19.
O número de recuperados permanece 97 e de óbitos, 6.
Os casos novos se referem aos seguintes perfis:
2 crianças, de 6 meses e 5 anos
12 mulheres, de 19, 27, 29, 31, 34, 36, 40, 45, 54, 54, 61 e 69 anos
6 homens, de 19, 36, 37, 37, 39 e 43 anos
É fundamental que as saídas desnecessárias sejam evitadas e que a população não se descuide sobre a utilização de máscaras, uso de álcool em gel e outros hábitos que dificultam a transmissão do coronavírus. Ninguém está imune. As provas, infelizmente, são o bebê de 6 meses e a criança de 5 anos. (PMM)
A LISTA - Música de Renato Teixeira e Osvaldo Montenegro
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Compositores: Oswaldo Montenegro
15 maio, 2020
O NOJO
O NOJO
(Eliane Brum)
A menina tem pouco mais de dois anos. Está trancada em casa
com os pais há dois meses devido à pandemia de covid-19. Sente falta dos amigos
da creche, sente falta da sorveteria, sente falta da rua. Mas este não é o
problema da menina. Nem é o problema de seus pais. O problema é que a menina
tem medo. E não do vírus. Mas daquele que ela chama de “o homem mau”. Tem
dificuldade de dormir, quer ficar agarrada à mãe, acorda assustada à noite. A
menina tem pesadelos com “o homem mau”. E, quando desperta, “o homem mau”
continua lá.
O “homem mau” é Jair Bolsonaro. De todo o medo daqueles que
estão ao seu redor, a menina entendeu que o vírus vai ficar do lado de fora, se
permanecerem em casa. Mas o homem mau não tem limites. Ele abusa. Invade.
Viola. Mata. Os pais criaram uma história, a de que as árvores cresceram e
cobriram o prédio, e assim o homem mau não enxerga a casa deles e, como não
enxerga, não pode lhes fazer mal. Ela olha com seus olhos imensos, quer
acreditar, mas já compreendeu que nem mesmo as árvores podem protegê-la, até
porque descobriu que o homem mau também derruba a floresta. Há um novo vilão, e
ele não vem dos contos de fadas ou dos filmes da Pixar.
Como ser uma criança e lidar com um vilão que é real, se nem
os adultos parecem saber como se defender dele, se nesse conto da realidade
ninguém parece saber como parar o vilão real? Se essa história parece não ter
outro final que não seja a morte? A menina ainda não tem recursos para nomear o
horror de estar num mundo a mercê de um vilão, e também o horror de perceber
que nem seus pais, que nessa idade são quase todo o seu universo, podem
protegê-la dele. Então, só balbucia: “o homem mau”, “o homem mau”, “o homem
mau”. E não dorme.
Eu escuto muito. É minha profissão escutar muito e escutar
pessoas de todas as cores, origens e classes sociais. A criança expõe, com os
poucos recursos de que dispõe aos dois anos, um pânico que vai muito além dela
e se espalha por todas as faixas etárias. Se o mundo vive um momento
especialíssimo, o de uma pandemia global que está matando uma parte da espécie
humana, nós, no Brasil, estamos sendo violentados dia após dia pela perversão
do homem no poder em meio à expansão exponencial de um vírus que pode nos matar
e já começou a matar pessoas que amamos. Tenho escutado gente muito diferente
entre si afirmando que passou a ter reações físicas diante da imagem de
Bolsonaro. Ou da voz. Ou mesmo se outra pessoa pronuncia o nome do presidente
do Brasil.
Também acontece comigo. Comecei a sentir náusea diante de
qualquer alusão a Bolsonaro. Não o enjoo de quando como um alimento que me faz
mal. Mas o enjoo do asco. Sou possuída pelo nojo. Há mulheres que têm essa
reação diante do estuprador, quando por alguma razão são obrigadas a vê-lo
novamente. Outras pessoas manifestam reação semelhante no convívio com o
sequestrador. Outras na presença do torturador. Bolsonaro é tudo isso. Ele tem
nos violentado, sequestrado nossa sanidade, nos ameaçado com sua
irresponsabilidade deliberada e também nos torturado todos os dias, usando para
isso a máquina do Estado.
Somos um país de reféns, e o sequestrador está matando. Ele
mata quando boicota as ações de combate à covid-19. Ele mata quando dissemina
mentiras sobre remédios sem comprovação científica de eficácia. Ele mata quando
contradiz a ciência. Ele mata quando diz que a covid-19 é um “resfriadinho”.
Ele mata quando afirma que “o vírus não é tudo isso”. Ele mata quando forja a
falsa oposição entre se proteger da doença e “salvar” a economia. E ele pode
estar matando literalmente quando vai às ruas estimular outras pessoas a ir
para as ruas, quando espirra e aperta mãos com seus dedos lambuzados de ranho,
quando manipula celulares alheios, quando faz selfies com seus seguidores,
quando pega crianças no colo. Ele mata e tenta dar um golpe quando faz tudo
isso em manifestações golpistas contra a democracia, contra o Congresso e
contra o Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro mata quando, diante de milhares de
brasileiros mortos por covid-19, ele zomba, tripudia e debocha: “E daí?”. Como
diz Emicida, “eleja um assassino e espere um genocídio”.
Está acontecendo agora. Neste momento. É grande a
possibilidade de que, no futuro, Bolsonaro seja julgado pelo Tribunal Penal
Internacional e seja condenado por crimes contra a humanidade, como aconteceu
com outros perversos antes dele. Pelo menos duas denúncias já alcançaram a
corte. Mas, quando isso acontecer, será muito tarde. Poderemos estar todos
mortos.
O que vamos fazer agora, já? Ou vamos deixar “o homem mau”
nos matar a todos? O que, afinal, vamos dizer às crianças que esperam ser
protegidas por nós?
Tenho nojo de Bolsonaro. Cada palavra que contorce sua face
ao sair da boca é uma palavra violenta. O homem cospe cadáveres. Seus três
filhos mais velhos são suas cópias, numeradas, como ele mesmo diz (zeroum,
zerodois, zerotrês...), comprovadamente estúpidos como o pai e também
perversos, pelo menos um deles claramente rondando a psicopatia. Precisei
escrever um livro para compreender como foi possível eleger o pior humano para
a presidência do Brasil. E não paro de seguir tentando compreender. Mas, para
além de compreender, é preciso impedir. Nossa emergência é barrar Bolsonaro,
porque a cada segundo a pilha de cadáveres aumenta. Não são números “os
inumeráveis”, são pessoas que alguém amou.
Temos informação, pesquisa e capacidade de interpretação dos
fatos para concluir que Bolsonaro não é uma anomalia, no sentido de que só
existe ele. Se fosse assim, seria bem mais fácil. Bolsonaro representa uma
parcela dos brasileiros. Não teria sido eleito não fosse esse núcleo que se
identifica com ele e o reconhece como espelho. Segundo as pesquisas, Bolsonaro
é a expressão de quase um terço dos brasileiros, que o apoiam mesmo em sua
política de morte —ou provavelmente o apoiam exatamente pela sua política de
morte. Teremos que nos debruçar por muito tempo e com muito afinco para
compreender como nos tornamos um país capaz de produzir um tipo de humano tão
desprezível e tão violento. Já temos bastante material de pesquisa para
começar.
Sabemos também que não é apenas o Brasil. O mundo já
produzia pessoas capazes de urrar de prazer diante de execuções de outros seres
humanos ou diante de pessoas sendo devoradas por animais na arena antes de o
Brasil existir. A história é pródiga em mostrar a massa gritando e pedindo mais
sangue, mais dor, mais violência. Os horrores do século 20, como o nazismo, tão
em evidência no momento, estão bem próximos de nós. Mas era possível desejar
que talvez pudéssemos ter chegado ao século 21 com mais capacidade de lidar com
nossa humana monstruosidade, mais aptos a nos proteger de personagens como
Bolsonaro.
Por uma série de razões, já presentes no fato de termos sido
o último país das Américas a abolir a escravidão negra, a sociedade brasileira
tem suas deformações particulares para lidar. Como, por exemplo, a que nos faz
um dos países campeões em linchamentos. Uma parcela dos brasileiros gosta de
derramar o sangue dos outros, goza com a dor dos outros, traveste seu horror
pessoal em moralidade. Amarra uma bandeira do Brasil no pescoço e vai defecar
pela boca em praça pública, ameaçando todo o já desorganizado e insuficiente
combate ao coronavírus e, portanto, condenando os mais desprotegidos à morte. É
o pessoal capaz de buzinar na frente de hospitais, onde pessoas agonizam, e
trancar ambulâncias no trânsito. Nós os conhecemos, seguidamente eles fazem
parte da família.
Nenhum deles, porém, tinha chegado à presidência. Sempre
parava no Congresso. E, então, esse limite foi rompido. O limite em que um
Bolsonaro deixa de ser o pária do Congresso, o bufão que garantia sua reeleição
como deputado mas não tinha nenhuma influência real, para se converter no
presidente do Brasil. E mais: no “mito”. Ele assume o poder e, como anunciou
que faria, converte o Governo numa máquina de produção de morte.
Sabemos que Bolsonaro não conquistou essa façanha sozinho.
Que ele foi apoiado por parte das elites nacionais, em todas as áreas. Muitos
já compreenderam o que fizeram e o abandonaram por medo de contaminar sua
biografia com o sangue produzido em quantidades cada vez maiores por Bolsonaro.
Hoje quase só restaram os piratas do empresariado, os generais com nostalgia de
ditadura, os predadores do agronegócio e os evangélicos de mercado. Não é pouco
o que ainda restou. Mas é menos do que já foi. Quem ainda tem o que perder,
como Sergio Moro —herói decaído, mas não tanto que não tenha esperança de
juntar os cacos—, está debandando. Do sangue, afinal, ninguém escapa. E há cada
vez mais sangue nesse governo.
Já escrevi bastante sobre isso, antes e depois da eleição.
Os artigos estão disponíveis para quem quiser lê-los. Agora, porém, preciso
repetir que Bolsonaro está nos matando. É imperativo agir no modo emergência.
Lutar contra Bolsonaro já não é apenas lutar por bandeiras essenciais como
justiça social, igualdade de raça e de gênero, equidade na distribuição da
renda, taxação das grandes fortunas, preservação da Amazônia e de seus povos.
Passamos a um estágio muito mais agudo. Lutamos hoje para nos manter vivos,
porque Bolsonaro boicota as ações contra o coronavírus. Bolsonaro não é
coveiro, categoria corajosa e digna de brasileiros. Bolsonaro é assassino.
Não podemos lidar com um perverso como se o que ele faz
fosse do jogo democrático. Nossa pergunta é clara: como vamos impedir Bolsonaro
de usar a máquina do Estado para continuar a matar?
Nossos vizinhos temem por suas fronteiras. O Paraguai já
constatou que a maioria de seus casos estão vindo do Brasil. No mundo inteiro o
Brasil está se tornando um pária dominado por um pária. Brasileiros já são
olhados com desconfiança. Governados por um maníaco, vivemos uma explosão no
crescimento da contaminação por covid-19 e ninguém quer o vírus voltando a
entrar pela sua porta depois de tanto esforço para tentar controlá-lo. O
planeta já começa a enxergar uma tarja de risco biológico na nossa testa. É
isso, sim, que pode prejudicar a economia por muito mais tempo.
Prestem atenção em quem está morrendo mais. São os negros,
são os pobres. São os presos trancados em viveiros de vírus, numa violação de
direitos inacreditável até para os padrões medievais do Brasil. Quem está
morrendo mais são aqueles que desde a campanha Bolsonaro trata como matáveis
—ou como coisas. O vírus mata cada vez mais nas aldeias indígenas e vai se
espalhando pela floresta amazônica. Quando os invasores europeus chegaram, os
vírus e as bactérias que trouxeram com eles exterminaram 95% da população
indígena entre os séculos 16 e 17. Há chance de que o novo coronavírus produza
um genocídio dessa dimensão caso não exista um movimento global para impedi-lo.
Bolsonaro já demonstrou que apreciaria se os indígenas
desaparecessem ou se tornassem outra coisa. “Humanos como nós”, nas suas
palavras. Humanos vendedores e arrendadores de terra, humanos mineradores,
humanos plantadores de soja e de cascos de boi, humanos amantes de
hidrelétricas, de ferrovias e de rodovias. Humanos que se descolam da natureza
e a convertem em mercadoria.
São os povos indígenas que colocam literalmente seus corpos
diante da destruição da Amazônia e de outros biomas. Mas parte dos apoiadores
de Bolsonaro, que hoje também lideram campanhas de “abertura do comércio” nas
cidades amazônicas, tem matado os indígenas (e também camponeses e quilombolas)
à bala. O vírus pode completar o extermínio de uma forma muito mais rápida e
numa escala muito maior. Basta fazer exatamente o que Bolsonaro está fazendo:
nada para protegê-los e tudo para estimular a ruptura das regras sanitárias da
Organização Mundial da Saúde; nada para protegê-los e tudo para estimular a
invasão de suas terras por garimpeiros e grileiros. O que está em curso é
exatamente isso: um genocídio.
E também ecocídio, porque na Amazônia esses entes não andam
separados. Como sabemos, os destruidores da floresta não fazem home office. O
desmatamento avança aceleradamente, aproveitando a oportunidade da pandemia. Os
alertas cresceram 64% em abril, depois de já terem batido recordes no início do
ano. Bolsonaro demitiu os chefes de fiscalização do Ibama que estavam tentando
impedir o massacre da floresta. Está militarizando tanto a saúde, ao colocar
militares em postos importantes do ministério, quanto a proteção do meio
ambiente, ao subordinar o Ibama e o ICMBio ao Exército nas ações de
fiscalização. Em toda a região, camponeses, ribeirinhos e indígenas denunciam
que os caminhões cheios de árvores recém derrubadas não param de atravessar as
estradas vindos da floresta. Eles gritam. Mas quem os escuta?
Bolsonaro está transformando (também) a Amazônia num
gigantesco cemitério. Ele é tão perverso que usa a pandemia para matar a
floresta e tudo o que é vivo. O presidente do Brasil pode se tornar o primeiro
vilão da história que, sem poder nuclear, tem grande poder de destruição. Sem
floresta amazônica não há como controlar o superaquecimento global. Sem
controlar o superaquecimento global o futuro será hostil para a espécie humana.
Se a Amazônia chegar ao ponto de não retorno, do qual se aproxima velozmente,
seu território poderá se tornar um disseminador de vírus nos próximos anos.
Neste momento, por mais que os demais países promovam ações de controle e
fechem suas fronteiras, sem conter o novo coronavírus num país com 210 milhões
de habitantes será muito difícil controlar a pandemia no planeta.
É disso que se trata. É real. Aqueles que lavam as mãos,
como disse o ator Lima Duarte, “o fazem numa bacia de sangue”. Lima Duarte fez
essa declaração após o suicídio de seu colega Flávio Migliaccio, que tirou a
própria vida dolorosamente decepcionado com o Brasil e com os brasileiros. Eu
iria ainda mais adiante que Lima Duarte. Quem segue com Bolsonaro não está
apenas lavando as mãos numa bacia de sangue. Está matando junto com ele. Uma
das perversidades do perverso é produzir cúmplices. E é isso que Bolsonaro faz.
Não é possível testemunhar o que está acontecendo e seguir com o humano monstro
sem se tornar o humano monstro. Não haverá sabonete, álcool gel, desinfetante
capaz de apagar esse sangue das mãos dos assassinos, estejam eles na Fiesp, no
Congresso ou no Theatro Municipal.
O que vamos dizer à criança de dois anos que denuncia a
nossa impotência em protegê-la quando ela pede socorro contra “o homem mau”?
Neste momento, seguidores de Bolsonaro se aglomeram em
Brasília. Alegam que estão praticando a desobediência civil. Como tudo o que
tocam vira mentira, todas as palavras saem estupradas depois de passar por sua
boca, o que fazem nada tem a ver com desobediência civil, conceito caro a
tantos movimentos que tornaram o mundo mais justo e igualitário. O que
exercitam diariamente é a mais vil obediência ao maníaco do Planalto e também
aos seus próprios instintos de morte, ao seu gozo por sangue e pela dor dos
outros. O que treinam cotidianamente é a obediência ao seu próprio sadismo e
desejo de violência que Bolsonaro libertou pelo exemplo e pela impunidade que
desfrutou. Tentam encobrir seus piores instintos com a bandeira do Brasil, da
qual também se apropriaram como se o país pertencesse apenas a quem mata o
Brasil.
Desobediência civil hoje é ficar em casa apesar do maníaco
que manda sair. Desobediência civil é cuidar de todos os outros apesar do
perverso que diz “e daí?”. Desobediência civil é desobedecer ao projeto de
genocida que está no poder. E para isso é necessário usar os instrumentos de
nossa cada vez mais ferida democracia para tirá-lo de lá e impedir que continue
matando. É isso ou dizer para a criança de dois anos que somos covardes demais
para protegê-la e, depois da palavra o gesto, abrir a porta da casa para a
morte.
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Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora
de Brasil, Construtor de Ruínas: um olhar sobre o país, de Lula a Bolsonaro
(Arquipélago). Site: elianebrum.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter,
Instagram e Facebook: @brumelianebrum
Mourão – nenhum pais vem causando tanto mal a si mesmo como o brasil
O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, afirmou que vê o país a caminho do caos e que não enxerga outro lugar no mundo que esteja "causando tanto mal a si mesmo como o Brasil', em texto que assina no jornal O Estado de S. Paulo, publicado hoje. Ele culpa outras instituições e defende o governo no artigo.
Para o general da reserva, a pandemia do novo coronavírus não é só uma questão de saúde, mas já se tornou econômica e "pode vir a ser de segurança", em um momento de "estrago institucional".
"A crise que ela [a covid-19] causou nunca foi, nem poderia ser, questão afeta exclusivamente a um ministério, a um Poder, a um nível de administração ou a uma classe profissional. É política na medida em que afeta toda a sociedade e esta, enquanto politicamente organizada, só pode enfrentá-la pela ação do Estado", escreve ele no artigo.
Mourão diz que o Brasil enfrenta a pandemia de modo "desordenado", já causando ...continue lendo AQUI
Teich deixa o Ministério da Saúde antes de completar um mês no cargo
O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a pasta informou que ele pediu demissão.
Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.
Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.
Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:
- o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.
- o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica
-detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla.
Teich foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto...continue lendo...clique AQUI
Dia Mundial da Família
Prece:
"Hoje é o Dia Mundial da Família: rezemos pelas
famílias, para que cresça nelas o Espírito do Senhor, o espírito de amor, de
respeito, de liberdade. (Papa Francisco)
14 maio, 2020
14 de maio: “A nossa fragilidade nos leva à oração e ao jejum”
“Neste momento da história há muitos pontos que são comuns à família humana, porém há um em particular: o sofrimento, que não conhece nacionalidade, religião, etnia”. Entrevista com o estudioso islâmico Cenap Aydin, fundador do Instituto Tevere para o Diálogo Inter-religioso
Neste momento de crise pela pandemia, chegou o momento de se dedicar à contemplação e à reflexão. Dia 14 de maio, será dedicado à oração e ao jejum e à invocação a Deus pela humanidade atingida pela pandemia, com a participação do Papa Francisco. A iniciativa nasceu do Alto Comitê para a Fraternidade Humana, formado por líderes religiosos que se inspiram no documento assinado em Abu Dhabi pelo Papa Francisco e o Grão-Imame de Al-Azhar, Al Tayyeb.
Entrevistamos Denap Aysin, de nacionalidade turca, diretor fundador do Instituto Tevere, Centro de diálogo intercultural e inter-religioso e especialista em islamismo para nos falar desta importante iniciativa.
Recordamos os pedidos de jejum e oração de São João Paulo II
“Esta iniciativa – explica Aydin – não é apenas para as pessoas de fé, mas para todos os seres humanos”. A atitude de Francisco, é uma “atitude muito inspirada. Sempre pediu aos fiéis, e não só aos fiéis, para rezarem principalmente pela paz, convida a todos para sentirem necessidade de paz, paz pelo bem-estar, pelo bem comum”. O dia de oração de 14 de maio cai em pleno Ramadã, o mês sagrado e de jejum para o Islã, um jejum que será de todos. Aydin recorda e não é a primeira vez, do convite de São João Paulo II pela paz na Bósnia massacrada pela guerra nos anos 1993 e 1994. E depois, cita o Angelus de 18 de novembro de 2001, quando o Papa Wojtyla convidava para um dia de jejum e oração, eram os dramáticos meses logo depois do atentado às Torres Gêmeas em Nova York, e também na época era tempo de Ramadã, explica, muçulmanos e católicos foram convidados a fazer um dia de jejum e oração juntos.
O estudioso continua: “Também agora, para o dia 14 de maio, estamos no Ramadã, mas o convite é mais alargado, dirigido a todos. Desta vez fazemos um passo adiante e o papel das religiões é muito claro porque agora os fiéis, mas principalmente os líderes religiosos, testemunham a unidade para que o mundo saiba que as religiões, fazendo parte da família humana, são diretamente envolvidas para encontrar soluções a esta crise e aos muitos problemas que afligem nossa humanidade”.
No Alcorão, Maria enfrenta o jejum da palavra
Para Cenap Aydin neste momento da história há muitos pontos que são comuns à família humana, porém há um em particular: o sofrimento, que não conhece nacionalidade, religião, etnia. As más notícias deste período nos fazem aproximar uns dos outros, nos fazem unir os esforços para uma solução imediata. O diretor do Instituto Tevere conclui seu pensamento dirigindo-se à Maria da história, a Maria deste mês mariano. “No Alcorão, capítulo 19, Maria, Maryam é convidada por Deus, segundo a tradição islâmica a observar o jejum, um jejum muito particular, o da palavra, ficar em silêncio quando nasce Jesus. Maria estava muito preocupada com a resposta que deveria dar ao seu povo, portanto vemos uma Maria, Maryam, que não fala, fica em silêncio, fazendo jejum, em oração, em contemplação, esperando uma resposta de Deus. Hoje, em uma outra situação, podemos recordar desta cena no Alcorão. Redescobrimos a nossa debilidade, descobrimos que somos tão frágeis, porém agora é nossa fragilidade que nos leva a estar reunidos de novo em oração, no jejum, no amor que nos abraça e, através da oração, ao amor de Deus”.
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Francesca Sabatinelli
Vatican News
13 maio, 2020
Live debate gestão das emoções em tempos de pandemia
Live debate gestão das emoções em tempos de pandemia
O bate-papo pode ser acompanhado no Instagram do complexo
hoteleiro Jurema Águas Quentes
O complexo Jurema Águas Quentes transmite na próxima
quinta-feira (14), a live ‘Gestão das emoções em tempos de pandemia’, em
parceria com a psicóloga Angelis Bogdanovicz Martins. O público está convidado
a participar enviando perguntas pela foto oficial publicada no Instagram
@juremaaguasquentes, via direct ou ainda pelos comentários da transmissão no
dia 14. A live acontece a partir das 19h.
O tema foi escolhido
por sua importância no atual cenário mundial, em que há uma preocupação com os
impactos psicológicos e emocionais da população por conta da pandemia,
principalmente devido à imprevisibilidade e ao isolamento social.
Para Marcos Vileski,
diretor Comercial e de Marketing do resort, a iniciativa tem foco no público.
“Estamos promovendo conteúdos de acolhimento às pessoas porque é o que fazemos
com nossos clientes. Como eles ainda não podem ser acolhidos aqui no resort por
conta da pandemia, estamos levando nosso conforto para cada um em suas casas”,
afirma.
Sobre a profissional
Angelis Bogdanovicz Martins é psicóloga, personal Executive
Coach desde 2009. Possui 14 anos de experiência na área de Recursos Humanos e é
autora dos livros ‘Novo Manual de Coaching’, e ‘Coaching no DNA’, de 2019,
ambos pela editora SerMais.
Serviço:
Data: 14/05
Horário: 19h
Tema: ‘Gestão das emoções em tempos de pandemia’
Instagram @juremaaguasquentes.
Notificações de coronavírus aumentam em Maringá após flexibilização do isolamento social, aponta estudo
Devido à subnotificação, pesquisa utiliza casos notificados por se tratarem de dados mais compatíveis com a realidade / Divulgação Agência Brasil
Por Murillo Saldanha - publicado em Maringá Posti, 13 de maio 2020.
Levantamento do Grupo de Estudos e Pesquisa Ambiente, Sociedade e Geotecnologias (Gepag), com apoio da Universidade Estadual de Maringá (UEM), mostrou que a média diária de casos notificados de pessoas que apresentaram sintomas de coronavírus em Maringá aumentou 263% entre 31 de março e 30 de abril.
O aumento de notificações coincide com a publicação de decretos municipais que flexibilizaram o isolamento social e permitiram a retomada de algumas atividades do setor econômico.
No estudo, os pesquisadores levam em consideração o que epidemiologistas têm alertado: as medidas tomadas surtem efeito após duas semana, aproximadamente. Dessa forma, o levantamento não leva em conta a abertura do comércio de rua em 20 de abril ou o decreto que autorizou celebrações religiosas e o funcionamento de shoppings, bares e restaurantes nesta semana.
Segundo a pesquisa, entre os dias 31 de março e 9 de abril, a média diária de casos notificados era de 22. A partir do dia 7 de abril, a prefeitura permitiu funcionamento de oficinas mecânicas e atendimento presencial em clínicas e consultórios médicos. Em 13 de abril, o município liberou o funcionamento de lotéricas e indústrias.
O estudo mostra que, entre os dias 10 e 21 de abril, o incremento médio diário de notificações subiu para 36. Duas semanas após a retomada dos serviços, entre 22 e 30 de abril, a média diária de casos notificados subiu para 80.
Para o professor do departamento de Geografia da UEM e coordenador do estudo, Oseias da Silva Martinuci, o aumento no número de notificações, o que representa a dispersão do vírus, pode estar ligado à flexibilização do isolamento social.
“As medidas adotadas em Maringá tiveram impacto nas notificações de alguma maneira. Mesmo que a situação pareça estar sobre controle, devemos olhar com certa cautela para avaliar se não está chegando em uma situação delicada. Vamos ter que avaliar, daqui há duas semanas, a abertura desses locais fechados com muita circulação de pessoas e fluídos corporais e verificar se a capacidade de circulação do vírus aumenta”, afirma o professor.
Oseias Martinuci explica que a pesquisa utiliza casos notificados por se tratarem de dados mais compatíveis com a realidade. Como apenas os casos graves são testados e algumas pessoas não apresentam sintomas, os números reais da doença são maiores que os casos confirmados. No Brasil, cientistas estimam que o número pode ser 14 vezes maior do que o registro oficial do Ministério da Saúde.
Grupo de geógrafos avaliou a estrutura da rede hospitalar
Na pandemia do novo coronavírus, uma dos principais alertas das autoridades é sobre a taxa de ocupação dos hospitais. No entanto, a estrutura da rede de saúde também é um fator preocupante. Outro levantamento do Grupo de Estudos e Pesquisa Ambiente, Sociedade e Geotecnologias (Gepag), com apoio da UEM, mostrou que 91,7% dos 399 municípios do Paraná não têm UTI.
Segundo o mapeamento, mais da metade das cidades paranaenses, 57%, não têm ventilador mecânico e que 36% não têm leito de nenhuma espécie. Os dados analisados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS), do Ministério da Saúde.
Entre as 30 cidades que compõem a Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), apenas Maringá e Sarandi têm leitos de UTI. A estimativa é que na Amusep existem 2,97 leitos para cada 10 mil habitantes.
Na macrorregião noroeste, que reúne 113 municípios, além de Maringá e Sarandi, apenas outras quatro cidades tem leitos de UTI: Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão e Cianorte. O professor da UEM e coordenador da pesquisa, Oseias da Silva Martinuci, destaca que, de acordo com o IBGE, aproximadamente 50% dos municípios considerados remotos estão na macrorregião noroeste.
O professor alerta que podem existir dificuldades no atendimento de casos de coronavírus nas cidades remotas. Ele explica que não se trata apenas da distância em relação aos grandes centros onde se concentram os leitos de UTI, mas que os pacientes podem precisar de atendimento em um momento que a rede hospitalar estiver mais comprometida devido a pandemia.
Por meio do geoprocessamento e da cartografia, os pesquisadores do Gepag monitoram a expansão do coronavírus. Segundo Oseias da Silva Martinuci, os dados levantados no interior do Paraná causam preocupação.
“Comparando com o Estado de São Paulo, a velocidade de difusão do vírus pelos municípios do Paraná está sendo notadamente maior. Na quarta semana, contada a partir do primeiro caso confirmado, o Estado teve quatro vezes mais municípios infectados que o estado de São Paulo. Lá foram 21 casos, enquanto o Paraná teve 84”, afirma Martinuci.
12 maio, 2020
Saudosismo infértil – Por Érica Daiane Mauri
Leiam e façam uma boa reflexão. Excelente texto
Saudosismo infértil – Por Érica Daiane Mauri
É comum ao ser humano, principalmente em períodos de maior
adversidade, um saudosismo de tempos mais propícios e menos dolorosos.
Entretanto, parece haver neste período de quarentena e restrições um saudosismo
inútil.
É frequente nos momentos de celebrações, sejam elas orações,
meditações, celebrações da Palavra e mesmo nas celebrações eucarísticas
realizadas e transmitidas pelas mídias sociais falas, ações e gestos que
expressam a saudade do período pre-pandemia. Muitos são os esforços para
retomar minimamente o ambiente vivido pelas nossas comunidades até dias atrás,
sejam fotos, mensagens, vídeos, o mesmo espaço litúrgico, congregar os
leitores, cantores, MECE, o seminarista... o mais próximo possível do habitual.
Se há nestes gestos uma tentativa de expressar cuidado e pastoreio, há também o
risco da fuga a um recente passado cada dia mais amalgamado numa perfeição e
glória.
A ordinária fala: “Que saudade de ter essa igreja cheia,
como é triste celebrar com os bancos vazios”. Reconheçamos que, na nossa
realidade eclesial, há muito não temos nossas igrejas cheias, celebrar para
vários bancos vazios era habitual para muitos sacerdotes, mas não me recordo de
nessas ocasiões lamentarem as ausências em suas celebrações. Ou então: “que
saudade do calor humano, logo estaremos juntos novamente”. Quantas de nossas
comunidades pre-pandemia tinham seus pastores “junto” a elas? Quantos destes se
permitiam dar ou receber “calor humano”? É provável que a fala se refira aos
atendimentos com hora marcada na secretaria; às “passadas” nas reuniões e
eventos; ao dia da semana para visita aos doentes; às refeições partilhadas com
seletos membros da comunidade paroquial atual ou não; aos cumprimentos na porta
da igreja... tudo dentro da aceitável conveniência, entretanto estas
corriqueiras ações eram realmente suficientes? Bem, é fato que muitas de nossas
comunidades careciam daquele que se “aproxima e se põe a caminhar com eles” (cf
Lc 24,15), daquele que está disposto a percorrer um caminho e a gastar tempo e
“calor” principalmente com os membros que deixam “Jerusalém”. Uma fala recente
expressa bem o formato de comunidade que construímos e o qual parece se ter
saudade: “logo estaremos novamente unidos para as celebrações da missa e para
nossas reuniões”. Tragicamente nisso se sintetiza grande parte de nossa vida em
comunidade: missas e reuniões.
Compreendo que de modo repentino todos tivemos nossas
rotinas alteradas, e encontrar meios de ser comunidade em meio a esta pandemia
é o desafio diário de todos nós. Porém, o maior desafio que se apresenta, aos
meus olhos, consiste em encontrar meios de ser comunidade pós-pandemia. O mundo
pós-pandemia tem sido a utopia e esperança de muitos e deveria ser também a de
nós cristãos. Entretanto, as recorrentes referências a um passado que não era
tão ideal assim, mas era o nosso habitual, desvia nosso olhar da realidade e
põe nossa atenção e esperança no passado e não no futuro a ser construído desde
já. Este saudosismo não tem fertilizado o hoje de nossas comunidades com
criatividade e esperança de modo a florir novas comunidades pós-pandêmicas. Que
possamos permitir que nossas comunidades descubram em si a ação criativa e
fecunda do Espírito Santo, capaz de fazer “novas todas as coisas” (cf Ap 21,5).
Que o saudosismo da nossa “rotina comunitária” não seja empecilho para o
necessário novo modo de SER COMUNIDADE de hoje e de amanhã.
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Érica Daiane Mauri
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade
Estadual de Maringá (2007). Especialização Lato Sensu em Teologia Bíblica (PUCPR-Maringá).
Mestrado em Teologia (PUCPR - Curitiba). Doutoranda em Teologia (PUCPR -
Curitiba), sendo integrante do Grupo de Pesquisa Bíblia e Pastoral (PUCPR).
Atua como Professora na Escola de Teologia para Cristãos Leigos da Arquidiocese
de Maringá; Professora visitante no curso de Especialização em Bíblia e em
Catequese da FAVI, realizado em Maringá.
LILIAN - Andar Com Fé (Gilberto Gil) | Quem Canta Reza Duas Vezes (Dia 04)
Gilberto Gil - Andar com
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Que a fé 'tá na mulher
A fé 'tá na cobra coral
Oh oh
Num pedaço de pão
A fé 'tá na maré
Na lâmina de um punhal
Oh oh
Na luz, na escuridão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá olêlê
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh menina
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
A fé 'tá na manhã
A fé 'tá no anoitecer
Oh oh
No calor do verão
A fé 'tá viva e sã
A fé também 'tá prá morrer
Oh oh
Triste na solidão
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Oh menina
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Oh oh
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Oh oh
Pelo sim, pelo não
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olêlê
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Olálá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (olêlê, vamos lá)
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (costuma, costuma a fé não costuma
faiá)
faiá)
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (costuma, costuma a fé não costuma
faiá)
faiá)
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá (olêlala)
Andá com fé eu vou que a fé não costuma faiá
Hoje é o Dia da Enfermeira e do Enfermeiro
“Hoje é o Dia do Enfermeiro. Ontem enviei uma mensagem.
Rezemos hoje pelos enfermeiros e enfermeiras, homens, mulheres, rapazes e moças
que têm essa profissão, que é mais que uma profissão, é uma vocação, uma
dedicação. Que o Senhor os abençoe. Neste tempo da pandemia deram exemplo de
heroísmo e alguns deram a vida. Rezemos pelos enfermeiros e enfermeiras.” (Papa
Francisco)
Grande padre Roberto
Grande padre Roberto.
Um dia, nem o conhecia, fui almoçar com o Padre Adacílio Félix de Oliveira e ele estava junto. Ele olhou para mim com carinho e disse mais ou menos assim:
"Menina bonita, sei tudo o que estas passando, mas não estás sozinha".
Isso é forte em mim até hoje.
(Nato foto, o meu amigo Celso Nino e o Padre Roberto)
11 maio, 2020
Josimo – O Padre negro de sandálias surradas (Documentário Completo)
A história de vida e luta do Padre Josimo virou filme no documentário “Josimo – O Padre negro de sandálias surradas”, realizado pelo Instituto Cultural Padre Josimo em parceria com a Cáritas Brasil.
SINOPSE
Há certas balas, previstas ou imprevistas, que marcam a história e certas mortes que dão um sentido forte à vida e aos dias que vieram. A vida e morte de Josimo Tavares, o padre Josimo, é uma dessas.
Sua trajetória ajuda a compreender a humanidade ao deixar plantado em solo fértil algo de bom que perpetua para além da partida. Algo de bom, que vive mesmo depois de morto porque, na realidade, não sepode chamar de morto aquele que ainda vive no coração do povo.
09 maio, 2020
Minha Santa Mãezinha lembro quando lhe dei essa boneca e o quanto ficou feliz. No naquele dia nem entendi sua felicidade
Minha Santa Mãezinha
Lembro quando lhe dei essa
boneca e o quanto ficou feliz. No naquele dia nem entendi sua felicidade.
Desculpe minha mãezinha, não
consigo segurar ás lágrimas, porque vem do coração. Primeiro dia das mães sem
sua presença física. Seis meses e nove dias, saudades, o tempo passa tão rápido
que parece que foi ontem que foi sua passagem, sua páscoa.
Lembro quando passei no
vestibular da UEM, meu Deus, sua felicidade foi muito maior que a minha. Lembro
quando coordenei o Primeiro Encontrão das CEBs da Arquidiocese de Maringá e no
dia lá estava alegre e orgulhosa por mim, pelo meu “crescimento”. Também lembro
quando terminei a faculdade, no dia da colação de grau, o Ginásio de Esporte
Chico Neto estava lotado e no meio da multidão dava para ver o brilho de seus
olhos de alegria, emoção e orgulho. Lembro quando lhe dei essa boneca e não
consegui entender porque ficou tão feliz. São tantas as lembranças... Lembro
quando tive que aprender mudar a função, de filha para mãe que iniciou no dia
em que sofreu o AVC, final de janeiro de 2017, desse dia até o dia de sua
páscoa, primeiro de novembro de 2019 foi um período de acertos e erros em minha
função de cuidar de você, período turbulento, com tantas dores e perdas,
falecimento de meu irmão, tias e tio. Tu foste uma guerreira minha mãe, não
teve uma vida fácil, passou por momentos difíceis acamada sem reclamar e
procurando nos fortalecer e alegrar quando podia e os últimos dias no hospital
e UTI ficou visível sua santidade. No dia de todas as santas e santos de Deus
tu se juntou a eles. Minha Santa Mãezinha, meu eterno amor.
08 maio, 2020
Que nosso Deus abençoe todas as Mães e a minha Santa Mãezinha e as demais Mães que voltaram para Ele a graça da Ressurreição
A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, é bonito.
"As mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta. «Indivíduo» quer dizer «que não se pode dividir». As mães, ao contrário, «dividem-se», a partir do momento que hospedam um filho para o dar à luz e fazer crescer. São elas, as mães, que mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos.
Muitas vezes pensei naquelas mães quando receberam uma carta:
«Digo-lhe que o seu filho morreu em defesa da pátria…». Pobres mulheres! Como sofre uma mãe! São elas que testemunham a beleza da vida. O arcebispo Oscar Arnulfo Romero dizia que as mães vivem um «martírio materno». Na homilia para o funeral de um sacerdote assassinado pelos esquadrões da morte, ele disse, fazendo eco ao Concílio Vaticano II: «Todos devemos estar dispostos a morrer pela nossa fé, ainda que o Senhor não nos conceda esta honra… Dar a vida não significa somente ser assassinado; dar a vida, ter espírito de martírio, é dar no dever, no silêncio, na oração, no cumprimento honesto do dever; naquele silêncio da vida quotidiana; dar a vida pouco a pouco? Sim, como a dá uma mãe que, sem temor, com a simplicidade do martírio materno, concebe no seu seio um filho, dando-o à luz, amamentando-o, fazendo-o crescer e cuidando dele com carinho. É dar a vida. É martírio». Termino aqui a citação. Sim, ser mãe não significa somente colocar um filho no mundo, mas é também uma escolha de vida. O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe? A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, é bonito.
Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral.
As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa:
"As mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta. «Indivíduo» quer dizer «que não se pode dividir». As mães, ao contrário, «dividem-se», a partir do momento que hospedam um filho para o dar à luz e fazer crescer. São elas, as mães, que mais odeiam a guerra, que mata os seus filhos.
Muitas vezes pensei naquelas mães quando receberam uma carta:
«Digo-lhe que o seu filho morreu em defesa da pátria…». Pobres mulheres! Como sofre uma mãe! São elas que testemunham a beleza da vida. O arcebispo Oscar Arnulfo Romero dizia que as mães vivem um «martírio materno». Na homilia para o funeral de um sacerdote assassinado pelos esquadrões da morte, ele disse, fazendo eco ao Concílio Vaticano II: «Todos devemos estar dispostos a morrer pela nossa fé, ainda que o Senhor não nos conceda esta honra… Dar a vida não significa somente ser assassinado; dar a vida, ter espírito de martírio, é dar no dever, no silêncio, na oração, no cumprimento honesto do dever; naquele silêncio da vida quotidiana; dar a vida pouco a pouco? Sim, como a dá uma mãe que, sem temor, com a simplicidade do martírio materno, concebe no seu seio um filho, dando-o à luz, amamentando-o, fazendo-o crescer e cuidando dele com carinho. É dar a vida. É martírio». Termino aqui a citação. Sim, ser mãe não significa somente colocar um filho no mundo, mas é também uma escolha de vida. O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe? A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, é bonito.
Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral.
As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa:
nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende, está inscrito o valor da fé na vida de um ser humano. É uma mensagem que as mães que acreditam sabem transmitir sem tantas explicações: estas chegarão depois, mas a semente da fé está naqueles primeiros, preciosíssimos momentos. Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo. E a Igreja é mãe, com tudo isso, é nossa mãe! Nós não somos órfãos, temos uma mãe! Nossa Senhora, a mãe Igreja e a nossa mãe. Não somos órfãos, somos filhos da Igreja, somos filhos de Nossa Senhora e somos filhos das nossas mães.
Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e por que o dais à Igreja e ao mundo. E a ti, amada Igreja, obrigado por ser mãe. E a ti, Maria, mãe de Deus, obrigado por nos fazer ver Jesus. E obrigado a todas as mães aqui presentes: saudemo-las com um aplauso!"
Papa Francisco
Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e por que o dais à Igreja e ao mundo. E a ti, amada Igreja, obrigado por ser mãe. E a ti, Maria, mãe de Deus, obrigado por nos fazer ver Jesus. E obrigado a todas as mães aqui presentes: saudemo-las com um aplauso!"
Papa Francisco
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