07 maio, 2008

Prof. André Luiz convida

Reconhecendo a importância de seu trabalho, solicito o seu apoio na divulgação desses eventos, gostaria de contar com sua presença e se possível encaminhar para seu malling de contatos.
Obrigado.
Prof. André Luiz

NAPP - Núcleo de Atividades, Pesquisas e Projetos do Terceiro Setor do Projeto FAHOG, em parceria com Colégio Marconi promove palestras gratuitas em Guarulhos.
Em Guarulhos, o crescimento do Terceiro Setor e das ações de responsabilidade social e ambiental ainda é muito tímido, além de a cidade apresentar grandes contrastes sociais e econômicos.
No ano 2007, entre 05 a 09 de Novembro, o NAPP do Terceiro Setor do Projeto FAHOG em parceria com o Colégio Guglielmo Marconi, realizou a I Semana de Profissionalização do Terceiro Setor da Cidade de Guarulhos, esse evento teve como objetivo iniciar uma ampla articulação com vários segmentos da sociedade comprometidos com a qualificação e transformação das ações sociais e ambientais na Cidade. Tiveram presentes mais de 70 lideranças, representando projetos de qualidade e sucesso na cidade; além da programação com especialistas no Terceiro Setor o evento contou com 10 mini-cursos de capacitação.

Os participantes do evento deliberaram a formação de um Fórum de discussão sobre a Profissionalização do Terceiro Setor e mais cursos de capacitação profissional.

Atendendo a essa demanda o Professor André Luiz, Coordenador do NAPP do Terceiro Setor do Projeto FAHOG e Organizador do evento, lança no mês de Maio o Fórum Permanente do Terceiro Setor que tem como objetivo instrumentalizar e qualificar a Ong´s da Cidade com o Programa de Formação de Gestores.

A palestra gratuita será sobre Captação de Recurso, e terá duração de 2 horas, sempre acontecerá na terceira segunda-feira do mês, das 15h às 17h, no Auditório do Colégio Guglielmo Marconi.

Agenda de Maio
Cursos de extensão
Tema: Elaboração de Projetos Sociais I – T01
Professor: André Luiz
Data: 13/05 – Terça-feira
Horário: 08h às 17h
Carga Horária: 8 horas + 4 horas de atividades complementar
Investimento R$ 50,00 a vista – desconto de 75% - Valor normal R$ 250,00
Tema: Elaboração de Projetos Sociais I – T02
Professor: André Luiz
Data: 16/05 – sexta-feira
Horário: 08h às 17h
Carga Horária: 8 horas
Investimento R$ 50,00 a vista – desconto de 75% - Valor normal R$ 250,00

Fórum do 3º Setor e Responsabilidade Social
Tema: Qualidade dos serviços no Terceiro Setor
Data: 27/05 – última terça-feira do mês
Horário: 15h às 17h
Carga Horária: 2 horas
Investimento: Gratuito

O Colégio está localizado à Rua João Romano, 14 – Vila Flórida e o Telefone para as inscrições são (11) 6404-2188 ramal 25 ou 11 83107960. http://www.colegiomarconi.com.br/
NAPP do Terceiro Setor e Responsabilidade Social
Coordenador: Prof. André Luiz

Inauguração do NIS 3 Alvorada

Matéria do meu amigo Luiz Fernando Rodrigues, do Conselho Municipal de Saúde a respeito da inauguração do NIS 3 do Jardim Alvorada:
A Administração Municipal parece que vai inaugurar o NIS 3.
Para tanto, deveria passar pela apreciação do Conselho Municipal de Saúde de Maringá, que quando aprovou esta reabertura (há 3 anos) determinou alguns requisitos para abertura e a Conferência Municipal as referendou no ano passado:
- que todas as equipes do PSF estivessem completas (hoje faltam 15 profissionais médicos);
- manutenção e melhoria do atendimento do Hospital Municipal, com Raio-X e atendimento 24 horas, dentre outros quesitos;
Só espero, como membro deste conselho, que o gestor não inaugure mais esta unidade sem o suporte necessário. Sabemos que os pediatras serão contratados através de uma empresa de Curitiba, que ganhou a licitação no final de 2007.
Não entendo, porém, como um pediatra virá de outras regiões do estado para trabalhar aqui e ganhar menos, já que a prefeitura (através do concurso) pagaria mais que esta empresa.
Outro fator que deve ser levado em consideração é o serviço de hotelaria, pois os serviços de refeições e a lavagem das roupas deverão ser efetuados no Hospital, assim como a realização dos exames laboratoriais.
Vamos aguardar, porém não de braços cruzados! A população não pode sofrer mais do que já sofre com o atendimento à saúde. Inaugurar um serviço que não atenderá as expectativas da população não resolve o problema.

06 maio, 2008

Um vídeo antigo porém muito atual

“Olá! Eu sou Severn Suzuki. Represento, aqui na ECO, a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir. Vanessa Sultie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Foi através de muito empenho e dedicação que conseguimos o dinheiro necessário para virmos de tão longe, para dizer a vocês, adultos, que têm que mudar o seu modo de agir.
Você tem a opção de assistir ou de ler AQUI

05 maio, 2008

Aos Meios de Comunicação Social

Prezados Senhores,Quero manifestar o meu apreço e admiração pelos Meios de Comunicação Social que sempre tem cumprido a missão pela qual foram criados. Por ocasião do Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social – 04.05, envio a minha saudação pessoal, recordando um trecho da mensagem que o Papa Bento XVI enviou. Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá. Leia Aqui

Nasce uma CEB quando compreende que o Amor não vê a quem e sim a necessidade!

Nasce uma CEB quando compreende que  o Amor não vê a quem e sim a necessidade!

O verdadeiro amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social. A paz e a fraternidade são frutos do amor. A prática do amor não tem limites. É a necessidade do outro que diz o que deve ser feito e até que ponto se deve amar. Amor trazido por Cristo.

No Evangelho de Lucas, na passagem da parábola do Samaritano (10,30-39) ele não pergunta se o homem ferido era judeu ou não. O amor não vê a quem e sim a necessidade. O próximo é qualquer pessoa que encontramos. Radicalmente o Evangelho esta do lado do Samaritano.

O próximo é quem se aproxima da pessoa para lhe dar uma resposta às necessidades de fé; do encontro com Jesus Cristo; de vivência comunitária; de laços fraternos e solidários; de auto estima; de autorrealização; de segurança e sociais.

Nasce uma Comunidade Eclesial de Base quando a paroquia torna-se próxima geograficamente do povo e de tudo que os envolve para saciar as necessidades ali no conjunto de ruas, conjunto de quadras, naquele condomínio, naquele prédio que constitui-se uma CEB. É a base daquela comunidade se mexendo, articulando para cuidar da base, que é seu povo e tudo que os envolve. 

Por isso a importância de uma CEB geograficamente "não ser grande" e sim pequena, formada aproximadamente por exemplo em um conjunto de quadras com mais ou menos trezentas a quatrocentos casas, onde se pode saciar as necessidades ao aproximar, conhecer, ouvir, acolher e integrar a vivencia comunitária que deve ser uma vivencia de uma família que saber viver os valores cristãos do seguimento de Jesus Cristo.

O Samaritano conseguiu atingir várias dimensões da partilha. Ele aproximou, fez curativo, colocou o homem em seu próprio animal, o levou a uma pensão, onde cuidou dele e pagou com moedas de prata os gastos para o dono da pensão.

O Samaritano partilhou amor, cuidados, fraternidade, atenção, tempo e bem material.

O mundo esta vazio de amor e paz. O individualismo, a ganância do ter, o capitalismo selvagem estão a cada dia ferindo vidas.

Há muitas pessoas caídas pelo caminho que esta no espaço geográfico de nossas Arq/Dioceses, nas ruas  de uma CEB, pessoas em que a injustiça e a exclusão social arrancaram suas esperanças e a espancaram. À sociedade as discriminam, elas enfrentam diversas dificuldades.

O mundo esta sedento de Samaritanas e Samaritanos que saibam partilhar amor, fraternidade, carinho, cuidado, atenção, tempo e bem material. Partilhar esperanças e certeza que um novo mundo é possível, só depende de nós.

A Igreja fortale-se como samaritana quando assumem em ser uma Igreja de Comunidade Eclesiais de Base.

Pequenos gestos como um pão e um agasalho partilhado, um sorrio, um aperto de mão, um abraço, um olhar com ternura pode fazer renascer a esperança, dar vida a uma criança, adolescente, jovem, adulto e idoso.

O Projeto de Deus é construído com pequenos gestos, pequenas ações, gestos esse no dia a dia no anonimato realizado na CEB. Que sejamos tijolinhos em sua construção.

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Lucimar Moreira Bueno (Lucia)

Fotos da Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringa











Sem Crédito (do blog do Rigon)

Tanto a administração cidadã do PP quanto o principal jornal de Maringá noticiam a inauguração da Farmácia Popular, na manhã desta segunda-feira, sem dar o devido crédito ao vereador Humberto Henrique (PT).

Realmente não é fácil fazer oposição em Maringá, nem quando de seu trabalho resultam louros para o governante de plantão.PS - A lei, iniciativa do Vereador Humberto Henrique, é de junho de 2006.

BALADA PARA OUTRAS ISABELAS

Olá! Eu vim lhe contar um pouco da minha história...
Peço atenção, seu "dotô", um instante, não demora...

Engraçado é que ninguém, faz passeata por mim
a imprensa não divulga, o "figurão" não se importa,
a classe média não grita, os ricaços dão de ombros...

Que hipocrisia é essa, de chorar por uma só?
São tantas as Isabelas violentadas sem dó...
Vejam Agui

02 maio, 2008

Romaria foi marcada pelo desejo da realizacao da PAZ



Aproximadamente éramos quatro mil e quinhentas pessoas, com o tema “Felicidade (Feliz Cidade) é escolher a vida” refletimos à luz das “Bem Aventuranças” a realidade do povo carente, principalmente do bairro Santa Felicidade.

Uns dos momentos marcantes foi o testemunho da Sra. Neide, da Igreja Assembléia de Deus, presidente da Cooperativa dos Coletores de Recicláveis dos bairros João de Bairro e Santa Felicidade que funciona no modelo de economia solidária. Ela pediu ajuda e reivindicou melhores condições de trabalho para os catadores, que desde 2005 não tem local digno de trabalho, o salão onde funciona a cooperativa não tem cobertura e eles trabalham no sol e na chuva. Denunciou dizendo que desde que a atual administração pública assumiu houve um corte drástico na ajuda. A prefeitura deixou de pagar o aluguel além das despesas com água e luz. Segundo ela vinte e duas famílias dependem da cooperativa que precisa de sede própria. E fez um apelo: “Precisamos que nos vejam com olhar diferente. Queremos que nos visitem para ver as condições precárias que trabalhamos. Acreditamos num mundo mais justo e melhor”.

Ao ar livre, sobre um gramado, um vento frio, uma chuva serena e gelada se deu á abertura da romaria com o sinal da cruz, sinal da nossa fé. D. Anuar Battisti arcebispo da Arquidiocese de Maringá acolheu as romeiras e romeiros dizendo que a romaria é uma caminhada de fé, de coragem, de alegria e entusiasmo para celebrar o trabalho. Juntos, renovamos a fé com a oração do creio e renovamos nosso batismo através da aspersão da água. A vida de São José e Santa Felicidade foram resgatadas pelo Pe Sidney Fabril coordenador da romaria.

Saímos em caminhada, á frente uma enorme cruz carregada pelos romeiros e romeiras e a imagem de Nossa Senhora que foi com amor e carinho por nós acolhida com o comentário: “vamos receber uma pessoa especial, uma mulher trabalhadora e simples, que foi escolhida por Deus para trazer o seu filho, que apareceu com a cor negra no tempo da escravidão, que veio para mostrar que para Deus não há discriminação”.

A chuva aumentava o vento mais forte e mais gelado, uns com sombrinha, outros com guarda-chuva, outros com capa e muitos sem nada, mas havia algo em comum, a certeza da presença de Deus caminhando junto, visível em nós, nas crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, que com fé, esperança e coragem caminhavam sobre as ruas do Conjunto Santa Felicidade.

Um só povo. O povo de Deus. Caminhávamos juntos, o arcebispo D. Anuar, os padres, religiosas, religiosos, diáconos, lideranças, seminaristas, leigas e leigos.

As paradas trouxeram presente:
- o sofrimento de tantas pessoas na fila por atendimento médico e de remédio não encontrado na rede pública. A preocupação com a dengue e a certeza que queremos atendimento digno de saúde para todos os trabalhadores e trabalhadoras.
- a questão da terra. Roubaram nossa terra, estão maltratando nossa terra, esqueceram que a terra é obra de Deus e que somos filhas e filhos dela.
- a dor de tantas mães que tiveram seus filhos e filhas assassinados ainda na infância e adolescência, principalmente fatos ocorrido no conjunto Santa Felicidade.
- a exclusão social faz sua vitima no mundo inteiro. O conjunto Santa Felicidade é a face dessa realidade desumana.
- a misericórdia é o amor de Deus. Ser misericordioso é colocar o amor no coração. É enxergar o carente que não tem recurso para sair da miséria, estender a mão a ele. A sociedade os discrimina, ele enfrenta diversas dificuldades.
- a criança é pura de coração, precisamos aprender com elas e cuidar delas. Você tem criança em casa? Como você a educa? Você a educa com amor, limite, disciplina, diálogo ou espancando?
Você diz que a ama?
- o testemunho dos mártires, de ontem e de hoje. Pessoas que foram chamadas e deram suas vidas combatendo as estruturas injustas. Uma Igreja autentica, incomodada assume a fé e vida. São tantos os mártires que estão esquecidos e muitos não reconhecidos. Os jovens e adolescentes do conjunto Santa Felicidade.

A Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringá foi marcada pelo desejo da realização da Paz que leva a verdadeira felicidade, para tanto é preciso escolher a vida e combater: a injustiça, a mentira, as falsas promessas e a hipocrisia.

Se em nome do desenvolvimento se fere a paz e a justiça, então vivemos em estado de guerra. Em nossas cidades, em nossos bairros, em nosso país quantas coisas são feitas em nome da paz...mas que paz!!! Que paz é esta que destrói, que exclui, que empobrece... .

A paz é antes de qualquer coisa obra da justiça. Onde existem injustiças, desigualdade entre as pessoas, atenta-se contra a paz.

A paz é fruto do amor. É expressão de uma real fraternidade e amor entre as pessoas. Fraternidade e amor trazidos por Cristo.

Alguns compromissos apresentado:
- aos pastores da Igreja, bispos e padres, cumpre educar as consciências, inspirar, estimular e ajudar a orientar todas as iniciativas que contribuam para a formação da pessoa humana. Cumpre também denunciar todos aqueles que, ao irem contra a justiça, destroem a paz;
- a todo o povo de Deus, cumpre defender segundo o mandato evangélico o direito dos pobres e oprimidos, urgindo nossos governos e dirigentes que eliminem tudo quanto destroem a paz social;
- convidar as diversas confissões e comunidades cristãs e não-cristãs num grande mutirão pela paz a colaborar nesta fundamental tarefa de nossos tempos.
- encorajar e favorecer todos os esforços do povo para criar e desenvolver suas próprias organizações de base, para reivindicação e consolidação de seus direitos na busca de uma verdadeira justiça.
- alentar e aplaudir as iniciativas e trabalhos de todos aqueles que nos diversos setores da ação contribui para a criação de uma nova ordem que assegure a paz no seio de nossa cidade.

Com relação à situação do conjunto Santa Felicidade (PAC) que aconteça para o bem das famílias e que fique claro para o povo, que haja diálogo com democracia.

Dom Anuar Battisti colocou que a Arquidiocese de Maringá assume a campanha de apoio ao abaixo assinado para a redução da carga horária de trabalho de 44 para 40 horas - informações no http://www.40horas.com.br/ e também o apoio à campanha de assinatura de uma nova lei de iniciativa popular onde os candidatos políticos que estão respondendo a processo judicial não podem ser candidatos (saiba mais aqui).

Logo no inicio conversando com Dom Anuar Battisti, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá ele disse:

A Romaria significa estar a caminho, em busca de algo novo porque não aceita a
situação atual. Trilhar novos caminhos. Reavivar a vida, a auto estima, pedir e
agradecer a Deus.

Como e bom ver a nossa Arquidiocese fazendo acontecer.

Uma Igreja Samaritana a serviço da vida.
“Viu, sentiu compaixão, aproximou-se e curou as feridas...(Lc 10, 33-34)

Que a nossa fé em Cristo nos fortaleça nestes propósitos, e que Santa Felicidade e a Senhora da Glória intercedam por nós.

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)

Aborto é tema de pesquisa no Brasil

Quatro milhões de mulheres fizeram aborto, no Brasil, nos últimos vinte anos.
Um relatório feito pelas universidades de Brasília e do estado do Rio de Janeiro concluiu que mais da metade delas é católica.
O relatório é fruto da analise de todos os estudos científicos publicados sobre o assunto, no país, nos últimos vinte anos. De acordo com os pesquisadores, o perfil das brasileiras que fizeram aborto surpreendeu. Leia Aqui

Na romaria pré-candidatos oportunistas se fizeram presentes







A 19º. Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringá vai ficar na história. Aproximadamente quatro mil e quinhentos participantes. Mesmo com todo empenho da administração pública em atrapalhar a divulgação. Que pena que eles não sabem respeitar as diferenças.

Infelizmente presenciei atitudes oportunistas de alguns pré-candidatos. Com sorriso e esperteza teve quem ficou próximo à entrada do local da romaria, encenando que estava saindo para fazer alguma coisa, só para ficar dando tapinha na costa de quem iam chegando. Outros, não perderam tempo, ficaram próximos do carro do som (palco), com sorriso cumprimentando os padres e as romeiras e romeiros. Procuraram ficar em local de destaque. Vejam só teve pré-candidato que deixou bem claro que foi na romaria só para aparecer, tanto que ao começar a caminhada teve quem caminhou mais ou menos uma quadra, parou num ponto estratégico aonde todos que iam passando o percebesse e após todos passarem, ele começou a caminhar para outra direção, a do seu carro, e foi embora, com certeza bater ponto em um outro local, quem sabe no show. Nenhuma consciência, companheirismo e compromisso para com a romaria.

Assim que chequei em casa, liguei a televisão na rede globo e assistindo o jornal local vi a manchete: romaria do trabalhador em Maringá reuniu três mil pessoas. Que pena que a apresentadora cometeu um erro, em vez de falar aproximadamente quatro mil e quinhentas pessoas ela disse três mil pessoas. Pastoralmente falando ela esta perdoada, mas, profissionalmente um erro imperdoável.

Logo no inicio conversando com Dom Anuar Battisti, Arcebispo da Arquidiocese de Maringá ele disse:



A Romaria significa estar a caminho, em busca de algo novo porque não aceita a
situação atual. Trilhar novos caminhos. Reavivar a vida, a auto estima, pedir e
agradecer a Deus.

Ao ar livre, um vento frio, uma chuva serena e gelada. Uns com sobrinha, outros com guarda- chuva, outros com capa e muitos sem nada. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Dom Anuar, padres, religiosas, religiosos. Assim se deu a caminhada. Em breve estarei disponibilizando o vídeo/fotos da romaria e um comentário da riqueza que foi esse evento organizado pela Igreja católica.

Salve, salve a caminhada! Salve, salve a romaria! Em busca da nova aurora de um novo dia. (Zé Vicente)

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)

30 abril, 2008

Amanhã 19º Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora


19º Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Aquidiocese de Maringá
Povo de Deus venham participar

“Felicidade (Feliz-cidade) é escolher a vida”

Data: 1º de Maio

Chegada: apartir das 13h30m

Início: 14 horas - no Cefet - Perto do Hospital Municipal

Término: 17 horas : Quadra de Esporte - Santa Felicidade - Missa de Dom Anuar Battisti.

OBS: Levar a carteira de trabalho ou instrumentos de trabalho para que sejam abençoados.

Pesquisa inédita revela como vive população de rua

De cada cem pessoas que moram na rua, 71 trabalham e 52 têm pelo menos um parente na cidade onde vivem. A atividade mais freqüente é a coleta de material reciclável e uma significativa parcela considera boa a relação com seus familiares. O trabalho e o vínculo familiar são aspectos que compõem a primeira Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (29/04), em Brasília. LEIA AQUI

Farmacia Popular em Maringá

Quem bom, com a colaboração do Vereador Humberto Henrique (PT), o povo da cidade de Maringá, a partir da próxima segunda-feira (5 de maio), contará com o atendimento da Farmácia Popular do Brasil. O programa, criado pelo Governo Federal, oferece mais de 100 medicamentos com preço até 90% mais barato que o valor de mercado. Para conseguir essa conquista o Vereador acima citado no ano de 2006 esteve pessoalmente no Ministério da Saúde, em Brasília, para conhecer o programa e trazer a novidade para Maringá. Leia mais Aqui

Maringá tem mais moradores de rua que Londrina

De acordo com a pesquisa divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a população de rua em Maringá é superior à média nacional. Foram pesquisadas 71 cidades (48 municípios com mais de 300 mil habitantes e 23 capitais), apresentando-se uma média nacional de 0,061% de moradores de rua. Leia Mais Aqui

29 abril, 2008

Estado brasileiro tem dívida com juventude, diz Lula

“Eu diria que o Estado brasileiro tem uma dívida com a nossa juventude. Ela precisa ser motivada a esperanças e a oportunidades,” afirmou o presidente, ao dar ênfase à Conferência Nacional da Juventude, que começou neste domingo em Brasília e segue até o próximo dia 30. Leia mais Aqui

Centros de Detenção de jovens não apresentam condições de reintegração social

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), após visitas - desde novembro do ano passado - a todos os Centros Penitenciários do país, revelou que os adolescentes que vivem nesses centros são vítimas de abusos, violências, risco eminente de suicídio, pessoal despreparado e precária infra-estrutura. Leia mais Aqui

PAC Santa Felicidade - a todo o vapor

Governo Lula já liberou, segundo o deputado Ricardo Barros (PP), mais de 10% dos recursos do PAC e a prefeitura já conseguiu a imissão de posse para construir 350 casas do PAC Santa Felicidade - que, no caso, não atenderão a pessoas moradoras no bairro e sim servirão como discurso de campanha do irmão, Silvio II. Leia Mais

28 abril, 2008

Síntese do V Intereclesial das CEBs do Parana

Atendendo a solicitações, segue a síntese do V Intereclesial das CEBs do Paraná.
Agui

Um prefeito em contramão

O dia primeiro de maio acredito eu ser um dia que nenhuma trabalhadora e nenhum trabalhador deveria trabalhar. É um dia de ir para praça pública, sede de sindicatos, romaria. Firmar seu protesto contra o crime da burguesia.

Mas vejam, querem mudar esta história. Não podemos deixar isso acontecer.

O prefeito da cidade de Maringá, Silvio Barros II e as pessoas ligado a ele, acredito eu diante de tantos fatos absurdos já ocorridos, procuram desviar o sentido desse dia. Seu alvo prejudicar a participação do povo na 19º. Romaria do Trabalhador e da Tralhadora da Arquidiocese de Maringá, que tratará sobre o lema “Felicidade (Feliz-cidade) é escolher a vida”. A Romaria vai abordar problemas vividos pela comunidade da Paróquia São Bonifácio que contempla bairros como o Santa Felicidade, Ipanema, João de Barro. Serão discutidos diversos problemas enfrentados como a violência, pobreza, saúde e educação. A reflexão vai usar como textos base a passagem bíblica dos "Bem-aventurados" e os textos da Campanha da Fraternidade de 2008, além da história da Santa Felicidade.

A estratégia usada pelo prefeito a fim de prejudicar a romaria é a transferência do dia doze para o dia primeiro o show da dupla Hugo Pena e Gabriel, com um quilo de alimento valendo como entrada.

Que vergonha prefeito, transformar esse dia em um show, como se as trabalhadoras e trabalhadores, roubados, enganados, explorados e mal pagos deva transformar esse dia em festança.

A verdade é que o prefeito e as pessoas ligados a ele estão inconformados. Acostumados com seu bom papo e suas estratégias levar a melhor em tudo, esta difícil engolir que não conseguiu manipular a Igreja Católica, após tentativa ao explicar o PAC Santa Felicidade para o clero. (O PAC Santa Felicidade é um recurso que a administração pública da cidade de Maringá conseguiu do governo federal usando de mentiras, como já de conhecimento).

Como é bom ver que a pratica profética de nossa igreja vem incomodando.

Uma Igreja Samaritana a serviço da vida.
“Viu, sentiu compaixão, aproximou-se e curou as feridas...” (Lc 10,33-34)

O dia mundial do trabalho foi criado em 1889 porque aconteceu uma greve geral em primeiro de maio de 1986, em Chicago. Milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada do trabalho de 13 para 8 horas. Esse movimento não foi pacifico. Num comício de protesto contra a violência da autoridade, a polícia reagiu, redobrou a violência e 10 pessoas foram mortas, mesmo assim a classe dominante não ficou satisfeita, então, pregaram um processo contra aqueles que mais se destacaram no movimento. Três foram condenados a trabalhos forçados e cinco à pena de morte. Um deles suicidou-se. Os outros quatro foram executados na manhã do dia 11/11/1887 (mais tarde, revendo o processo eles foram considerados inocentes).

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)

Leonardo Boff e Dalai Lama

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.

Leonardo Boff explica:

'No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- 'Santidade, qual é a melhor religião?'
Esperava que ele dissesse:
'É o budismo tibetano' ou 'São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.'
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:
'A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor.'
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- 'O que me faz melhor?'
Respondeu ele:
- 'Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário,
mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...'
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irefutável.

Entrevista com José Bové

Recebi via e-mail vejam:
Entrevista com José Bové ‘Sem a destruição de campos transgênicos, hoje estariam sendo impostos à força pelas multinacionais’

Calmo e cansado. Esse é um José Bové fora do comum que nós encontramos em sua nova casa – toda de madeira e aquecida com energias renováveis – em Montredon, um lugarejo perdido no planalto de Larzac. Depois de uma greve de fome de dez dias que o fez perder seis quilos e voltar a ganhar os favores de uma opinião pública que não lhe foi muito favorável nesses últimos tempos, a julgar pelo fiasco político (1,32% dos votos na eleição presidencial), pela destruição contestada de campos de órgãos geneticamente modificados (OGMs) e pela superexposição midiática. Aos 54 anos, o ex-líder da Confederação de Agricultores aceitou ser entrevistado pela revista La Vie e falar, entre outras coisas, sobre os fundamentos de sua vida militante: a não-violência.
Segue a íntegra da entrevista que José Bové concedeu a Olivier Nouaillas e que está publicada na revista La Vie, de 7 a 13-04-2008, p. 8-11. A tradução é do Cepat.
Sua recente greve de fome para pedir uma moratória dos OGMs foi, pelo que parece, compreendida melhor pela opinião pública do que outras ações como a destruição de plantações. Isso não o leva a se perguntar sobre as formas de ação?
Um dos meus antigos cúmplices, Jean-Baptiste Libouban, verdadeiro pai dos destruidores voluntários de plantações transgênicas, é um dos pilares da comunidade de Arche, que foi fundada aqui no planalto de Larzac no começo dos anos 1970, por Lanza del Vasto [filósofo e seguidor de Gandhi]. Ele tinha o costume de dizer que a não-violência é ao mesmo tempo feminina (a mediação) e masculina (a luta) e que se necessita dos dois. Se as ações de destruição de plantações – a primeira aconteceu em junho de 1997 – não tivessem acontecido, hoje não estaríamos debatendo os OGMs na França. Eles seriam impostos à força pelas produtoras de sementes e as multinacionais sem nenhum debate público.
Mas, às vezes, as ações de destruição das plantações foram vistas como atos de violência.
Tudo depende de como se olha para esse tipo de ação. Não são atos de vandalismo, porque nós reivindicamos sua autoria e nós os assumimos. Por exemplo, Jean-Marie Muller, o fundador do Man (Movimento por uma alternativa não-violenta) veio muitas vezes testemunhar a meu favor. Podemos efetivamente dizer que a destruição é um ataque à propriedade privada. Mas nosso argumento sempre foi o de dizer: “Em nome da propriedade privada tu tens o direito de poluir as plantações de teu vizinho?”, que é o caso de uma plantação de milho OGM vizinha de uma plantação de milho convencional ou de uma cultura biológica. Na Grã-Bretanha, todos os processos movidos contra os que destruíram plantações terminaram com um relaxamento em nome deste interesse geral superior ao direito de propriedade.
Com o recuo, como você justifica a destruição do arroz transgênico nas estufas do Cirad, um órgão de pesquisa?
Contrariamente ao que se escreveu, no Cirad nós não destruímos um instrumento de pesquisa, mas destruímos canteiros de arroz cultivados na estufa para serem em seguida transplantados em Camargue. E foi o próprio sindicato dos rizicultores de Camargue que nos alertou para o fato, porque eles não queriam os OGMs na sua região. Grande parte dos pesquisadores do Cirad nem mesmo estava a par da finalidade desses trabalhos. E, quando em 2003 eu fui preso, agrônomos do Cirad tiveram a iniciativa de fazer uma petição para, ao mesmo tempo, me apoiar e propor um debate sobre a finalidade da pesquisa.
Será que a tua imagem de não-violento de Larzac não foi confundida com a de um ativista?
Eu não sou um ativista de coração. Eu não sou, em todo o caso, do tipo que se lança e diz: “vamos refletir sobre isso depois”. Eu sempre tenho dúvidas antes de realizar uma ação: é o momento propício? É coerente? Ela faz sentido? Eu creio também que há uma imagem de Épinal de não-violência que com o tempo se edulcora. Em Larzac, nos anos 1970, havia ações “duras” contra o projeto de expandir o campo militar: destruição de escrituras de venda, bloqueio de comboios militares. Mas, ao mesmo tempo, havia assembléias, marchas, a recusa a pagar impostos e cumprir o serviço militar. Sempre o feminino/masculino.
Recentemente, reli livros sobre Gandhi. Quando ele lançou o boicote dos tecidos ingleses, uma imagem correu mundo na qual o vemos fiar seu algodão. Mas, ao mesmo tempo, seus partidários quebraram todos os depósitos de tecidos detidos pelos ingleses. Porque Gandhi queria bloquear a máquina econômica britânica, ele queria fazer a Grã-Bretanha perder dinheiro para instaurar uma verdadeira relação de força. A mesma coisa aconteceu com os depósitos de sal; houve inclusive - e esse fato é pouco conhecido mas verdadeiro - descarrilamentos de trens de mercadorias.
Qual é, para você, a linha vermelha que não deve ser ultrapassada?
Primeiro, a integridade da pessoa em questão. Segundo, que haja sempre uma porta de negociação possível. Para não se meter numa situação em que haverá um perdedor e um vencedor absoluto. Podes ser muito radical em relação a um objetivo preciso, mas sem colocar o outro num impasse. Eu vejo, por outro lado, que a sociedade francesa tem cada vez mais uma relação paradoxal com o confronto social. Por um lado, os grandes meios de comunicação comparam uma greve dos transportes a “uma tomada de reféns”. E, por outro lado, quando beijo a Nathalie Kosciusko-Morizet, a secretária de Estado para a Ecologia, todo o UMP cai em cima dizendo que não se abraça um adversário político! Contudo, é verdade: nós nos estimamos, nos abraçamos e nos tratamos por tu.
Não há o risco, nalgum dia, de que o debate tão apaixonado sobre os OGM na França caia num enfrentamento violento entre “prós” e “contras”?
Sim, é um risco para o qual é preciso estar atento. Nós temos adversários poderosos: os produtores de sementes, a FNSEA (Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores), o maior sindicato agrícola, e a AGPM, a Associação Geral dos Produtores de Milho. Mas é nossa responsabilidade evitar uma situação onde isso se cristalize, como o que aconteceu neste verão em Verdun-sur-Garonne, quando os policiais estavam lá para separar os dois lados. Não é preciso se negar que estamos comprometidos com uma luta econômica em que estão em jogo interesses financeiros colossais. A relação de força é inevitável, mas não é necessário que degenere.
O que seria uma boa lei sobre os transgênicos?
Seria uma lei não ao estilo de Pôncio Pilatos que coloca frente a frente e no mesmo nível aqueles que querem se preservar dos OGMs e aqueles que querem o seu plantio. Uma boa lei, ao contrário, deve proteger o espaço público – o consumo, a agricultura biológica, os territórios – dos OGMs. Esses são os compromissos que foram tomados em Grenelle sobre o meio ambiente e que nós apoiamos.
Você faz uma distinção entre a cultura dos OGMs na lavoura e a pesquisa sobre OGM?
Exatamente. É uma questão sobre a qual nós avançamos. A transgenia é um instrumento técnico para a pesquisa, como o martelo é para o pedreiro. Ninguém hoje diz que é preciso proibir esta pesquisa em laboratórios. O que nós questionamos é que este instrumento – a transgenia – se torna um fim, especialmente pelo lado das patentes, que é o caso dos Estados Unidos. A pesquisa em meio restrito não é um problema para mim, mas é quando se transforma o campo do agricultor em mesas de laboratório que eu me insurjo.
Seu pai, pesquisador no Inra [Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica], disse em 2001 que “as plantas transgênicas não são o mal absoluto e que elas não devem ser condenadas como tal em bloco”. É este debate familiar que você fez evoluir?
Com meu pai, os meios de comunicação construíram muitos fantasmas. Esquecem de assinalar que ele sempre veio me apoiar em meus processos. A verdade é que nós sempre trabalhamos em conjunto, mesmo com pontos de vista diferentes, sobre o tipo de agricultura a promover. E mesmo que já esteja aposentado há muito tempo, ele continua trabalhando sobre as doenças das árvores frutíferas e dos cítricos. Assim, depois da ceia do último Natal, ele me informou que acabava de descobrir que não havia doenças de vírus no Vietnã porque as laranjeiras eram plantadas junto com outras espécies de árvores. E ele quer importar este método num projeto de plantações de laranjeiras com ONGs no Nepal! Você vê que temos cada vez mais convergências entre nós.
O que você responde àqueles que o acusam de ser “contra o progresso”?
Isso me remete às minhas leituras da adolescência e de estudante, quando lia Jacques Ellul, um teólogo protestante. No centro de todas as suas reflexões havia esta pergunta: como o homem pode guardar sua liberdade diante da ação das técnicas? E penso, como ele, que é preciso se perguntar pelo que se chama de progresso, esse positivismo obrigatório. Será que estamos melhor quando sabemos que o planeta está à beira de uma explosão? A tomada de consciência ecológica nos fez ver que se todo o mundo vivesse e consumisse como os europeus, ou, pior, como os americanos, seriam precisos quatro planetas! O crescimento indefinido num mundo finito, em que se esgotam os recursos naturais, não é mais possível. E o debate sobre os OGMs é uma ilustração: não é porque é possível fazê-lo que se deve realmente fazer.

NOTA PÚBLICA REFERENTE ÀS MULTAS APLICADAS AO SISMMAR

Tendo em vista a decisão judicial expedida pela juíza da 3ª Vara Cível, Carmem Ramajo, que imputa ao SISMMAR (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá) o pagamento de R$ 200 mil reais em multa por supostos abusos durante a greve de 2006, a diretoria desta entidade, diante do abusos do poder se manifesta. Veja Agui.

25 abril, 2008

Aconteceu o Lançamento da Cartilha de Orientação Política

Arquidiocese de Maringá fazendo acontecer
Pe Sidney Fabril abrindo a sessão disse que a missão da Igreja é evangelizar a pessoa humana, a política envolve a pessoa humana, por essa razão a Igreja deve entrar no mundo da política. Com a cartilha de orientação política a Igreja quer conscientizar os cidadãos, cidadãs e a sociedade que a democracia acontece com a participação de todos e que o poder é sinônimo de serviço principalmente dos mais pobres.

O Arcebispo Dom Anuar Battisti leu a nota lançada na 46º. Assembléia Geral dos Bispos do Brasil sobre eleição e defesa da vida e anunciou que a nota será divulgada nos meios de comunicação.

O convidado Dr. Marino Galvão, assessor jurídico e político da CNBB Sul II, disse que a Igreja sabe que a Igreja tem que ficar a distancia do comando político, que isso cabe aos cidadãos. Evangelizar é preciso como cristão e que votar bem é preciso como cidadão, aí de mim se não votar bem. A Igreja quer consciência na hora do voto. Voto tem preço calçado na dignidade da pessoa, queremos consciência na hora do voto. Temos parlamentares bons, más, um grande número está interessado apenas nele mesmo. O trabalho do eleitor começa com o voto. É preciso consciência que se faz necessário apoiar e acompanhar o candidato após eleito. Com os comitês da Lei no. 9840 a Igreja quer fazer um trabalho de reconstrução dos eleitores e buscar voto de cidadania calçado na dignidade e não no dinheiro.

Como é belo ver as coisas acontecendo e que bom que esta sendo lançado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), com apoio das 35 entidades que compõem o seu comitê nacional, um novo projeto de lei de iniciativa popular impedindo a candidatura de pessoas com pendências judiciais relativas a atos incompatíveis com o exercício do mandato e candidaturas dos que renunciam ao mandato para escapar de punições legais. O objetivo é tornar possível o afastamento de candidaturas de pessoas que estão envolvidas em práticas criminosas, ainda que não haja sentença definitiva.

Paraguai e Brasil - D. Demétrio Valentini

Informações da Diocese ( 27/04/08)
PARAGUAI E BRASIL
D. Demétrio Valentini
No domingo passado o Paraguai elegeu para seu presidente um bispo católico, D. Fernando Lugo. Ele vai tomar posse a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção, padroeira do Paraguai, de onde sua capital recebe o nome.
O significado desta eleição não se limita ao fato raro e singular de um bispo concorrer à presidência de república, e ser eleito por expressiva maioria. Estamos diante de um dos verdadeiros “sinais dos tempos”, que precisa ser bem interpretado, pois aponta para muitas direções.
A imprensa do Brasil foi surpreendida pelo resultado, porque pouco tinha se interessado em acompanhar o processo eleitoral neste país que é nosso vizinho, e com o qual temos tantas realidades em comum, inclusive nossa maior usina hidroelétrica. O colonialismo cultural que ainda nos envolve é capaz de fornecer detalhes esdrúxulos das prévias norte-americanas, enquanto desconhece lances decisivos da história que partilhamos com nossos vizinhos latino americanos.
A eleição de Fernando Lugo significa a afirmação da identidade de um povo, desejoso de assumir sua história, e ansioso por ver respeitada sua dignidade e sua capacidade de participar, em pé de igualdade, na construção da solidariedade latino americana.
Em Fernando Lugo, o povo do Paraguai enfatiza sua legítima soberania, e afirma suas responsabilidades.
A eleição de um bispo católico como presidente da república traz consigo uma clara proposta patriótica, ética e política. No seu novo presidente, o povo paraguaio quer expressar sua capacidade de construir uma nação baseada em valores morais que servem de fundamento, tanto para a convivência interna como externa.
Sem dúvida nenhuma, a eleição de Fernando Lugo cria um novo patamar de relacionamento do Paraguai com os outros países, e de maneira muito especial com o Brasil. Nossos povos partilham situações comuns, que pedem um entendimento aberto, franco e baseado na justiça e na solidariedade.
Uma dessas situações é Itaipu, a maior hidroelétrica do mundo, e símbolo inequívoco da riqueza natural do Paraguai, constituída dos dois rios que desenham sua geografia, o Paraguai e o Paraná.
A própria construção desta hidroelétrica consagrou o desperdício, cujas conseqüências ainda estamos pagando, por 50 anos, em forma de amortização dos empréstimos. Orçada no início em cinco bilhões de dólares, precisou depois duplicar o seu orçamento para dez, e finalmente aumentar para quinze bilhões, sem contar os custos posteriores das linhas de transmissão. Estas realidades precisam agora ser colocadas com franqueza na mesa das negociações, para atender à justa aspiração do Paraguai de receber um preço melhor pela energia que por força de contrato ele vende para o Brasil.
Esta causa se constituiu em motivo central da campanha eleitoral que levou Lugo à presidência. Ela precisa agora encontrar acolhida junto ao governo brasileiro, inclusive para sinalizar a fecunda colaboração que os dois povos são chamados a efetivar daqui para a frente, dentro do novo marco de relacionamento, decorrente destas eleições.
Outra situação que merece agora um tratamento novo e diferenciado é constituída pelos “brasiguaios”. Eles expressam a entranhada relação existente entre Brasil e Paraguai, como não se verifica com nenhum outro país da América Latina.
Posso imaginar o que se passa agora na cabeça de Fernando Lugo, recordando os encontros que fazíamos como bispos do Celam, sonhando com a integração fraterna dos povos latino americanos. Ele carregava uma inquietação política, que o levou a renunciar à própria diocese, para colaborar na caminhada do seu povo como cidadão comum. De repente, o povo paraguaio lhe confiou a enorme tarefa de resgatar a dignidade do seu país, sacudindo equívocos internos e postulando justiça e respeito internacional.
Lugo, vá em frente! Estamos torcendo por você. Seu nome expressa urgência. Lugo e “logo” carregam a mesma insistência. Pode contar com nosso apoio. Que Deus o ajude a cumprir esta nova missão que a Providência lhe confiou!

24 abril, 2008

É Necessário Entrar Na Luta

Sempre acreditei que para haver transformação é necessário entrar na luta. O V Intereclesial das CEBs do Paraná realizado nos dias 19 à 21 do corrente mês reafirmou minha convicção.

Onde não há condições favoráveis à vida, a vida deixa de existir, as principais vítimas são os pobres.

Somos síntese de tudo o que veio antes de nós. Tudo é fruto do trabalho humano. Tudo foi transformado, construído por mãos humanas. Somos transformadores do mundo.

Os pobres constroem a Igreja. São os novos sujeitos eclesiais e sociais. Para haver transformação é necessário entrarmos na luta. A transformação do mundo acontece no mundo, não dentro da Igreja, por isso é necessário se envolver nas lutas populares, dos pobres, dos índios, nos sindicatos, nos partidos políticos. Temos que nos envolver nos partidos políticos, apesar dos conceitos negativos que temos da política.

Sem a participação do povo também não há possibilidade de transformação social e as CEBs trazem o desafio das nossas estruturas e realizarmos a transformação da sociedade. Nisto consiste o nosso compromisso missionário. Na comunidade somos chamados a “fermentar” a nova massa. Nossa missão é a missão do seguimento de Jesus, e o projeto de Jesus teve o pobre como foco.

A mística e a espiritualidade libertadora das CEBs leva a uma nova compreensão de fé e vida. Modo novo de viver e transmitir a fé, e de ler a Bíblia: na ótica dos pobres, dos indígenas, das mulheres... e na ótica da ecologia. Nova maneira de fazer teologia. Teologia, ou é libertadora ou não é teologia. Problemas da vida não podem estar fora da Igreja.

Destruir a terra é destruir o Reino de Deus na terra. Tudo o que fizermos á terra, estaremos fazendo a nós mesmos. (concepção indígena)

O princípio que une CEBs e Ecologia é a casa. Eco = casa, habitar. É necessário cultivar relações na casa. Habitar a casa comum. Cada vez mais há a necessidade de ouvir o clamor dos pobres. Ouvir o clamor da terra.

Precisamos nos deixar questionar e avaliar as nossas ações pessoais e comunitárias para juntos buscarmos formas de mudanças e ajudarmos na construção de um novo mundo que acreditamos ser possível.

Pequenas ações no dia a dia, como jogar o lixo no lixo, evitar queimadas a menor que seja e o fechar a torneira ao escovar os dentes são como um tijolinho na construção de um mundo justo e fraterno para todas e todos.

Precisamos estar presentes nas situações gritantes da natureza e do povo pobre para sermos sujeitos de um mundo novo, ser fermento transformador na Igreja e na sociedade e construirmos uma nova história.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)

Orar e Fazer Política (Pe Zezinho)




Soa, pois, estranho quando algum cristão afirme ser contra os religiosos se meterem com política. Não só podem, como devem. A historia do cristianismo e de todas as religiões do mundo está marcada pela política, bem ou mal exercida. E vai ser sempre assim. Os religiosos sempre se meterão na política, inclusive os que desligam a televisão na hora da propaganda, ou preferem ir fazer um sanduíche ou fritar pipoca durante a fala do presidente ou de um candidato. A decisão de não querer nada com política já é uma decisão política. Omitir-se e deixar que qualquer um se eleja e qualquer grupo assuma o poder é uma escolha política. Se não é possível viver sem tal escolha, então aprendamos a escolher e escolhamos direito! Leia o artigo AGUI.

23 abril, 2008

ONU diz que fome provoca um 'tsunami silencioso' no mundo

A ONU declarou a crise dos alimentos a pior em quase meio século e alertou que 100 milhões de pessoas já estão sendo afetadas pela alta nos preços dos alimentos dos últimos meses, aprofundando a pobreza em todos os continentes. Para a entidade, o mundo está sofrendo um “tsunami silencioso”. Saiba mais Aqui

Desmatamento na Amazônia cai 80% em relação a fevereiro

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou ontém (22) os números sobre novos desmatamentos na Amazônia registrados em março. A área desmatada no período foi de 145,7 quilômetros quadrados, de acordo com o Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter). E aponta uma redução de 80% em relação a fevereiro, quando o Deter contabilizou 725 quilômteros quadrados de novas áreas desmatadas. Leia Aqui

Senadores querem suspender operação Arco de Fogo

A Operação Arco de Fogo é um trabalho conjunto da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Força Nacional de Segurança contra o desmatamento ilegal.

Os Senadores da Subcomissão Temporária para Acompanhar a Crise Ambiental na Amazônia se reunirão hoje (23) para discutir medidas no sentido de forçar uma suspensão da Operação Arco de Fogo, criada pelo governo federal para combater o desmatamento ilegal na Amazônia.
Saiba mais Agui

22 abril, 2008

Proteger os mananciais é preservar a vida


Nós delegadas e delegados da Província Eclesiástica de Maringá (Arquidiocese de Maringá, Dioceses de: Campo Mourão, Paranavaí e Umuarama), presentes no V Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Paraná, realizado entre os dias 19 a 21 de Abril na cidade de Foz do Iguaçu, assumimos o compromisso, na área geográfica que pertence a nossa província, de proteger e preservar os mananciais.

Os mananciais são as fontes de onde a água é retirada para o abastecimento e consumo. Segundo a legislação, considera-se como manancial todo o corpo de água interior subterrânea, superficial, fluente, emergente ou em depósito, efetiva ou potencialmente utilizável para o abastecimento público. Por isso eles são tão importantes e precisam ser preservados. Proteger os mananciais é preservar a vida.

Os mananciais vêm sendo comprometidos pelo desmatamento, exploração incorreta do solo, subsolo e utilização exagerada de agrotóxicos.

É necessário um correto planejamento ambiental no desenvolvimento das cidades, sua ausência resulta em prejuízo significativo para a sociedade, para a vida humana e de toda a natureza.

Com o crescimento urbano vem o acréscimo da poluição doméstica e industrial, criando condições ambientais inadequadas e propiciando o desenvolvimento de doenças, poluição do ar e sonora, aumento da temperatura, contaminação da água, entre outros problemas.

Atualmente, os mananciais encontram-se bastante deteriorados. As conseqüências imediatas disso é a poluição das águas, o comprometimento da saúde e da qualidade do meio ambiente e a própria extinção dos mananciais.

Em seu processo de crescimento, a cidade foi invadindo os mananciais que
outrora eram isolados e estavam distantes da ocupação urbana. E também é muito
importante frisar que toda ação que ocorre numa bacia hidrográfica vai afetar a
qualidade da água desse manancial. Não é simplesmente a ação em torno do espelho
d'água que faz com que você degrade mais ou menos. Muito pelo contrário: pode
ocorrer o surgimento de uma área industrial distante desse espelho d'água
principal, mas com grande capacidade de poluição e, portanto, com possibilidade
de degradar totalmente esse manancial. É muito importante que a população esteja
consciente de que é preciso disciplinar todo tipo de uso e ocupação do solo das
bacias hidrográficas, principalmente das bacias cujos cursos d'água formam os
mananciais que abastecem a população." (Paulo Massato Yoshimoto - Engenheiro da
SABESP)

A Província Eclesiástica de Maringá precisa honrar com o compromisso assumido, queremos motivar nossas paróquias a adotarem os mananciais existentes em sua área geográfica e cuidar delas como fonte de sua existência.
Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coord. das CEBs na Arquidiocese e Província de Maringá

18 abril, 2008

V INTERECLESIAL DAS CEBs DO PARANÁ


Olá Povo amado de Deus

No amanhecer desse sábado, uma hora da manhã, estaremos a caminho da cidade de Foz do Iguaçu, para juntos, o Povo de Deus das dioceses do nosso estado, fazermos acontecer o V Intereclesial das CEBs do Paraná.
Tema: CEBs Ecologia e Missão
Lema: No Ventre da Terra o Grito que vem da
Amazônia

A exemplo dos intereclesiais já realizados, acreditamos que será uma riqueza para a nossa Igreja.
A Arquidiocese de Maringá participará com 52 representantes.
Com a graça e a benção de Deus estamos a caminho.

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coord. das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs)

LANÇAMENTO DA CARTILHA POLÍTICA

Arquidiocese de Maringá CONVIDA para o lançamento da cartilha política.

A Arquidiocese de Maringá fará o lançamento dia 25 de abril 2008, sexta-feira às 09hrs, no Auditório Dona Guilhermina, situado na Av. Tiradentes 740. Palestra com Dr. Marino Galvão – Assessor Jurídico e Político da CNBB Sul II.
A CNBB do Regional Sul II editou uma cartilha de orientação sobre as eleições de 2008, intitulada “cartilha de orientação política: voto não tem preço. Voto tem conseqüências! – Eleições 2008”.
A Cartilha descreve sobre o mundo da política, esclarecendo o que é politicagem, fala da importância da política e da participação nela e o poder do voto que o povo tem e nem sempre sabe que tem. Descreve sobre o sistema político brasileiro, orienta sobre a compra e venda de votos e como denunciá-los, incentiva formação de comitês e apresenta levantamento de políticos cassados no Brasil nos últimos anos.
Como é bom ver a nossa igreja diante das eleições municipais deste ano assumindo seu papel e colaborando neste processo de participação consciente e democrático.

19ª Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora


19ª Romaria do Trabalhador e da Trabalhadora da Arquidiocese de Maringá
1º de maio na paróquia São Bonifácio, região do cj Santa Felicidade, Início às 13h30 no
CEFET. Venham participar, vamos juntos construir essa história.
Vejam o Vídeo Agui

Lançada a Eco Bíblia

Com o propósito de disseminar o programa Igreja Verde, o Instituto Gênesis 1.28 e a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lançaram, na segunda-feira, 14, na capital federal, a primeira EcoBíblia produzida no país. Veja Agui

Mulheres de comunidades são afetadas diretamente por atividades policiais

"A realidade para as moradoras de comunidades carentes é catastrófica. São as vitimas escondidas da violência criminal e policial que tem dominado suas comunidades há décadas". A frase de Tim Cahill, pesquisador sobre temas relacionados ao Brasil na Anistia Internacional, explicita a realidade encontrada pela organização internacional nas regiões mais pobres do país, revelada em relatório divulgado hoje. Leia Aqui

MANIFESTO DA MÍDIA LIVRE

A partir do encontro nacional de mídia lívre, realizado em São Paulo, no dia 8 de março, foi redigido o Manifesto da Mídia Livre. O manifesto está sendo discutido e debatido nos encontros regionais que estão se realizando por todo o Brasil. O encontro de Porto Alegre realizou-se no dia 20 de março. O 1º Fórum da Mídia Livre será realizado nos dias 16 e 17 de maio, na UFRJ e está sendo preparado sob a coordenação de Ivana Bentes. Vejam o conteúdo do manifesto AQUI

Silvio II gasta em propaganda 51% mais que o PT

Levantamento feito por leitor mostra que num período de três anos o prefeito Silvio Barros II (PP) gastou 51,11% a mais com comunicação (imprensa) do que a administração do PT. Os dados, de 2002 a 2007, são os seguintes: VEJAM AQUI

17 abril, 2008

Ação da polícia nas proximidades da UEM

É um cabo de guerra. De um lado o poder público em plena campanha eleitoral, é pressionado a dar uma resposta à sociedade. Esse, ao invés de utilizar o bom senso na busca de soluções, sabe-se que não é seu forte, prefere aplicar a força policial. De outro lado os estudantes e comunidade universitária continuam imóveis. Enquanto estão letárgicos, a campanha que rotula estudantes de baderneiros e drogados vai à todo vapor e dá a cidade um ar de província.
Veja Aqui

16 abril, 2008

No ventre da Terra o grito que vem da Amazônia


O planeta terra é a única casa que todos os seres vivos têm para morar. Nenhum humano, nenhum animal, nenhuma ave, nenhuma árvore, nenhuma planta consegue viver em outro lugar. Se a vida ficar inviável no planeta terra, morreremos todos.

A vida humana, embora a única que pensa como todas as formas de vida é vida frágil. Nada garante a perpetuidade da vida humana sobre a terra, caso as condições de vida no planeta continuem a ser alteradas drasticamente.

Onde não há condições favoráveis à vida, a vida deixa de existir, as principais vítimas dos fenômenos climáticos que abatem o planeta são os pobres.

O ser humano e a natureza gritam e choram ouça o eco do grito da mãe terra pela vida.

Somos mulheres e homens, filhas e filhos desta terra, que vem sendo regada com suor, sangue e muito trabalho de tantas gerações de mulheres e homens de diferentes etnias. Mesmo com tantas lutas de resistência dos povos indígenas, negros e brancos, do povo pobre, nosso país continua sendo um território para extração de riquezas que alimentam o lucro de grades grupos capitalistas.

Para os capitalistas, a terra, as águas, as sementes, o ar, as matas são recursos que devem ser explorados conforme seus interesses econômicos. Em nome do desenvolvimento, do progresso e da modernidade, o capitalismo avança sobre o mundo desrespeitando limites, leis, colocando em risco a vida de todos os seres vivos, inclusive da humanidade.

Para o Povo de Deus em especial para nós que estamos a caminho do V Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base do Paraná os elementos terra, águas, sementes, o ar, as matas são riquezas que não tem preço, por isso não podemos nos calar, não podemos nos omitir.

Nós podemos mudar essa realidade se formos de fato seguidoras e seguidores de Jesus.

Precisamos nos deixar questionar e avaliar as nossas ações pessoais e comunitárias para juntos buscarmos formas de mudanças e ajudarmos na construção de um novo mundo que acreditamos ser possível.

Pequenas ações no dia a dia, como jogar o lixo no lixo, evitar queimadas a menor que seja e o fechar a torneira ao escovar os dentes são como um tijolinho na construção de um mundo justo e fraterno para todas e todos.

No principio, Deus criou o céu e a terra e Deus disse que a terra produza relva, ervas que produzem semente, e árvores que dêem frutos sobre a terra, frutos que contenham semente, cada uma segundo a sua espécie.

Deus criou os luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite e para marcar festas, dias e anos e disse que sirvam para iluminar a terra e também fez as estrelas.

Deus disse: que as águas fiquem cheias de seres vivos e os pássaros voem sobre a terra, sob o firmamento do céu. E Deus criou as baleias e os seres vivos que deslizam e vivem na água, conforme a espécie de cada um, e as aves de asas conforme a espécie de cada uma. E Deus os abençoou e disse: Sejam fecundos, multipliquem-se e encham as águas do mar; e que as aves se multipliquem sobre a terra.

Deus disse: que a terra produza seres vivos conforme a espécie de cada um: animais domésticos, répteis e feras, cada um conforme a sua espécie. E assim se fez. E Deus fez as feras da terra, cada uma conforme a sua espécie; os animais domésticos, cada um conforme a sua espécie; e os répteis do solo, cada um conforme a sua espécie.

Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher e os abençoou e lhes disse: Sejam fecundos, multipliquem-se, encham e submetam a terra; dominem os peixes do mar, as aves do céu e todos os seres vivos que rastejam sobre a terra.

Deus colocou nas mãos do homem e da mulher toda sua criação.

O V Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Paraná vai acontecer entre os dias 19 e 21 de abril, na cidade de Foz do Iguaçu, celebrando o tema “CEBs, Ecologia e Missão” e o lema “No ventre da terra, o grito que vem da Amazônia”.

O V Intereclesial das CEBs quer nos levar a ouvir o grito da Mãe Terra pela vida. Será uma riqueza para a Igreja do Paraná.

Está sendo aguardada a participação de todas as dioceses do nosso Estado. O V Intereclesial do Paraná é uma preparação para o XII Intereclesial das CEBs Nacional que vai acontecer entre 21 e 25 de julho de 2009, em Porto Velho, Rondônia.

A arquidiocese de Maringá participará com 52 representantes, sendo padres, religiosas, leigos, leigas e seminaristas. Sairemos no amanhecer deste sábado (19), a 1h30m, local em frente à catedral.

Com a Senhora do Rocio, padroeira do Paraná, e com o nosso Deus amigo e companheiro, queremos caminhar para o V Intereclesial das CEBs do Paraná com o sonho de fortalecer nossas CEBs como antigo e sempre novo jeito de ser Igreja, Povo de Deus, Igreja profética e libertadora, na busca de um novo mundo que acreditamos ser possível.

Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Coord. das CEBs na Arquidiocese e Província Eclesiástica de Maringá

Por Roberth Fabris

O livro é campeão de vendas e está na lista do New York Times. Veja Agui

Bispo do PA diz que crianças se prostituem por comida

Bispo do PA diz que crianças se prostituem por comida
Carlos Mendes
O bispo do Marajó, d. José Luís Azcona Hermoso, denunciou ontém em Belém que crianças entre 12 e 14 anos estão se prostituindo em troca de comida em municípios como Breves, Portel e Melgaço, no norte do Pará. "Levadas em muitos casos para a prostituição pelos próprios pais, elas abordam passageiros que transitam de barco pela região e oferecem o corpo em troca de dois quilos de carne e cinco latas de óleo de cozinha para matar a fome da família", afirma o religioso. Ele acusa o Executivo e o Judiciário paraense de "total omissão".
Segundo Azcona, a exploração sexual de crianças e mulheres no Marajó é "escancarada", embora ele próprio tenha feito denúncias em 2006 que provocaram a visita de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados à cidade de Portel para apurar casos como o estupro de menores envolvendo os vereadores Roberto Alan de Souza Costa, o Bob Terra, e Adson de Azevedo Mesquita. Costa é filho do vice-prefeito de Portel, Ademar Terra.
As Polícias Civil e Federal, além do Ministério Público (MP), critica o bispo, não demonstram nenhum interesse em investigar a exploração sexual de crianças e adolescentes para punir os responsáveis ou combater o tráfico humano de mulheres do Marajó para a Guiana Francesa e a Europa. "A impunidade dos criminosos é completa no Estado", afirma.
Ele citou o caso recente de denúncia feita pela imprensa de 178 mulheres levadas como escravas sexuais do Brasil para vários países. Desse total, 52 mulheres eram da cidade de Breves. Houve prisões de alguns traficantes. Seis advogados se apresentaram imediatamente para defendê-los e conseguiram livrá-los da cadeia. Está aí a prova, segundo o bispo, de que o poder econômico é um "grande aliado" do tráfico humano. Nenhuma das instituições citadas pelo bispo em suas denúncias quis comentar as acusações.

Fonte: Agência Estado Link: http://www.estadao.com.br/agestado/

Transparência na lista de espera não é aprovada

Transparência na lista de espera não é aprovada
Infelizmente por oito votos contra o projeto de lei do vereador Humberto Henrique (PT) foi ontém rejeitado na sessão da Câmara. O projeto de lei previa transparência na fila de espera por vagas nos centros de educação infantil do município de Maringá, com ele a prefeitura estaria obrigada a tornar pública em cada estabelecimento uma lista com o nome das pessoas a espera das vagas.
“É um projeto de transparência para que as pessoas interessadas tenham conhecimento das vagas existentes e possam fiscalizar o cumprimento da fila de espera”, defendeu o vereador Humberto Henrique, autor do projeto de lei.
A vereadora líder do prefeito na Câmara convocou a base aliada para votar contra a proposta e tentou justificar alegando que pode ser necessário atender casos extremos e que a divulgação da fila de espera pode gerar desentendimento entre as pessoas.
Humberto Henrique esclareceu que casos extremos não seriam prejudicados com a aprovação da lei. “Quem cuida dessas situações é o Conselho Tutelar, e a população entende quando acontece estes casos”, explicou.
“Se há necessidade [de passar a vez de alguém] é só justificar”, defendeu o vereador Mario Verri (PT) que completou dizendo que a aprovação do projeto seria uma oportunidade para a administração mostrar transparência.
A vereadora Marly Martins (DEM) também se posicionou a favor da transparência nas filas de espera por serviços públicos. “Se fosse público ficaria bom para todo mundo”, disse.
Após agradecer pelos votos favoráveis ao projeto, Humberto Henrique questionou a transparência da administração municipal. “Não dá para a gente brincar de ser transparente. E hoje a administração mostrou, mais uma vez, que não é transparente. Isto é transparência de fachada”.

15 abril, 2008

Sensação é de Traição

Eis alguns trechos da matéria principal do Paraná Shimbun, que ainda não disponiblizou todo o texto em seu site, assinada por Telma Elorza:
"Silvio Barros chegou a citar a ressureição de Lázaro, personagem bíblico, para justificar sua transferência de apoio".
VEJA AGUI

CESAR SANSON FALA SOBRE O GOVERNO DE LULA


Cesar Sanson Pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutorando de Ciencias Sociais na UFPR, analisa o governo de Lula. VEJA AGUI

Um 'western teológico'. A vida de D. Pedro Casaldáliga vira filme


A vida de D. Pedro Casaldáliga será o tema do filme por iniciativa do produtor catalão Ricard Figueras, baseado na reportagem de Francesc Escribano, diretor da Televisão da Catalunha. A notícia é do boletim eletrônico Religión Digital, 08-04-2008.
Segundo o produtor, ainda não se tem o ator que encarnará
D. Pedro “porque queremos, afirma, que tenha uma certa semelhança física e isso complica o casting”. O filme será rodado entre maio e junho de 2009.Marcos Bernstein, adaptará o livro de Escribano. Marcos Bernstein é um dos mais importantes e prestigiados roteiristas do Brasil. Entre seus trabalhos está o filme Central do Brasil.
O roteiro se centrará nos primeiros anos de D. Pedro no Brasil, de 1968 a 1976: desde o momento da sua chegada a São Félix do Araguaia até que matam, na sua presença, o padre João Bosco Burnier, jesuíta.
“A dinâmica da história nestes anos é de um potencial cinematográfio tremendo – afirma Figueras. É a estrutura de um filme de aventuras clássico, onde uma pessoa soziha ante o perigo se coloca ao lado dos fracos e os defende dos poderosos. É impressionante como ele enfrenta os latifundiários, como estes querem tirá-lo, matá-lo e como intervém o Vaticano”, enumera Figueras esta história que qualifica de épica.
D. Pedro sempre foi ligado à
Teologia da Libertação. Isso trouxe um claro distanciamento de Casaldáliga da ortodoxia de João Paulo II. “Mas nos seus primeiros anos no Brasil não foi assim, constata Escribano.
Na década de 1970, a Igreja apoiou de uma maneira clara e direta, até o ponto de salvar a vida, mais de uma vez, de D. Pedro. Por exemplo, recorda o diretor da Televisão da Catalunha, numa ocasião em que estava claríssimo que os pistoleiros, contratados por fazendeiros, o assassinariam porque revolucionava os camponeses, Paulo VI enviou uma mensagem, muito clara e direta, aos responsáveis pela ditadura militar brasileira: “Tocar em Pedro é tocar em Paulo”. Aquele aviso lhe salvou a vida”.
Segundo Escribano, o filme será um autêntico “western teológico”.

CPT LANÇA O CONFLITOS NOS CAMPO BRASIL 2007


Na próxima terça-feira, 15 de abril, a Comissão Pastoral da Terra – CPT divulgará os dados dos conflitos e da violência presentes na obra Conflitos no Campo Brasil 2007. O ato se realizará durante a programação do Acampamento de Lançamento da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra (montado no Estádio Mané Garrincha), a partir das 8 horas, em Brasília, Distrito Federal.

A publicação traz análises dos dados feitas por professores como Carlos Walter Porto Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense, Maria Aparecida de Moraes Silva e Bernardo Mançano Fernandes, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Entre os enfoques estão os conflitos trabalhistas, com destaque para a superexploração e a escravização dos cortadores de cana, diante do avanço da agroenergia, principalmente, do etanol. A CPT faz o registro dos dados com o objetivo de denunciar os conflitos e a violência a que são submetidos os trabalhadores e trabalhadoras rurais. VEJA AQUI

NOSSA ENERGIA VEM DO CHÃO - Terra, Água, Trabalho e Pão

A energia que move a Pastoral da Terra vem do chão. Vem do povo que habita a terra, as florestas, as águas e deles retira e nos oferece o pão. Vem particularmente do Deus da Bíblia, Aquele que caminha com seu povo em qualquer circunstância.

Vivemos um momento único na história da humanidade e do povo brasileiro. O modelo de desenvolvimento baseado na revolução industrial parece agonizar, intensifica suas contradições, pondo em risco a vida da humanidade e da comunidade da vida sobre a Terra. Vivemos uma mudança de época. É inevitável uma nova economia voltada para vida.

Presentes em nossa XX Assembléia, trabalhadores e trabalhadoras da terra, em poucas palavras, sintetizam a contradição do momento que vivemos e da forma como eles a experimentam: “não estamos bem, mas para trás não queremos voltar”. Traduzindo em miúdos, dizem claramente que programas concretos do governo atual, como o Bolsa Família, Luz para Todos, um salário mínimo melhor, o incentivo para que suas crianças possam ir para a escola, são bens importantes em suas vidas. Os investimentos destinados à transferência de renda para os mais pobres, porém, são nada quando comparados com os recursos destinados ao agronegócio e ao pagamento dos juros da dívida publica, deixando clara a subordinação total de nossa política econômica aos interesses do capital. Iniciativas governamentais, como a da redução das áreas de fronteiras, a edição da medida provisória 422 que legaliza a grilagem de terras na Amazônia, o recuo no reconhecimento dos territórios quilombolas, a privatização dos espelhos d’água, a transposição do rio São Francisco são expressão da subordinação deste governo aos interesses da classe dominante. Os próprios trabalhadores que reconhecem os avanços na área social são os que sentem que é urgente superar as medidas emergenciais por uma política de geração de trabalho e renda. E aguardam com ansiedade por medidas concretas que combatam a violência no campo e a perda de suas terras, o avanço acelerado da soja, da cana, do boi, das mineradoras e das madeireiras que os expulsam de suas áreas e desestruturam suas vidas. As comunidades tradicionais são as que mais sofrem com essa violência.

Como é de nossa história, insistimos numa reforma agrária adequada a cada bioma brasileiro. Além de insignificante em termos de desapropriações, insignificante em termos de recursos, falta qualidade à reforma agrária do governo. A inviabilidade de muitos assentamentos se dá em função de sua equivocada concepção. Entretanto, os problemas não anulam sua viabilidade e muito menos sua urgência. A CPT, que tem nos povos da terra sua razão de ser, sugere aos movimentos sociais que retomem essa bandeira de luta de forma renovada e inequívoca.

Debatemos particularmente a energia. As comunidades agredidas pela construção das barragens, a desumana vida nos canaviais, a sedução para entrar em programas de biodiesel, têm interferido de forma dura sobre um povo já sofrido. O povo que produz alimentos, também quer energia. Quer ter sua soberania energética. Muitas vezes as vítimas das barragens não têm energia em suas casas. Em outros países do mundo, os pequenos agricultores se tornaram produtores de energia através do sol e da biomassa. É um mundo em mudança também em sua base energética. O Brasil precisa mudar sua matriz energética e incorporar o povo verdadeiramente em sua produção, mas no modelo atual esse é um fato impossível.

Continuaremos com o povo, sem negar o que lhe é de direito, mas sem deixar de denunciar um modelo de desenvolvimento violento e predador que o agride. A economia tem que ser a da vida, não a do capital.

Que o Deus da vida, fonte suprema de todas as energias, esteja com o povo do campo e com aqueles que estão a seu serviço.

Goiânia, 10 de abril de 2008

Os participantes da XX Assembléia Geral da CPT

12 abril, 2008

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