23 maio, 2019

Livro O MST, UM OUTRO OLHAR - o que a mídia não divulga

Escrever é um ato de coragem e ousadia, os motivo os mais profundos...

Corajoso e ousado é assim Pe João Caruana, a quem tenho carinho e gratidão.

Pe. João Caruana, autor de “Pensadores da Caminhada – 30 anos vividos nas CEBs”  lança mais um  livro, este intitulado O MST, UM OUTRO OLHAR, com o subtítulo "O que a mídia não divulga". 

Coquetel de apresentação do livro dia 11 de junho de 2019, às 20 horas, Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus.
Casal: R$ 35,00 e leva um livro
Individual: R$ 30,00 e leva um livro
Livro avulso: R$ 25,00


O livro, ótimo material para estudo, custo apenas R$ 25,00

Quem quiser apresentar o livro a sua comunidade, com a presença de Caruana, podemos intitular de "momento de Conscientização", trata-se de reforma agrária, é só marcar.

Para adquirir o livro, esta disponível nas quatro paroquias de Sarandi-Pr, Arquidiocese de Maringá, ou através do contato direto com o autor, pelo e-mail caruanajohn13@gmail.com  e celular  44 99770-1901.

Segue, temas do livro O MST, UM OUTRO OLHAR  - o que a mídia não divulga, de Padre João Caruana - Amigo do MST.


1ª PARTE

O MEU PRIMEIRO ENCONTRO
DIREÇÃO NACIONAL -AGENDA MST
ADEMAR BOGO
O MST NA MÚSICA
O MST HOJE, ONTEM, AMANHÃ, SEMPRE
A ENCICLOPEDIA WILKIPEDIA - DISCUTE A REFORMA AGRARIA
POLÍCIA MASSACRA EM ELDORADO DOS CARAJÁS
OCUPAÇÃO DO MST NO PARANÁ GANHA PRÊMIO PORRECUPERAÇÃO DA MATA
ATLÂNTICA
PROJETO AMBIENTAL COM MST GANHA PRÊMIO INTERNACIONAL
LIVRO SOBRE MST GANHA PRÊMIO VLADIMIR HERZOG
REFORMA AGRÁRIA NOS GOVERNOS LULA E DILMA
MAIS DE  MIL ASSENTADOS FORAM ATENDIDOS PELO “PRONERA”
JUSTIÇA A SERVIÇO DE QUEM?
O “ESCRITÓRIO” DE MARINGÁ DA RENAP AO VIDA DIGNA
A OCUPACAO DA FAZENDA ANONI
E ASSIM SURGE O MST
POVO DO CAMPO E DA CIDADE: TAMO JUNTO E MISTURADO
MST/RS FORMA ENGENHEIROS AGRÔNOMOS
EXIBIÇÃO DAS FOTOS DE SEBASTIAO SALGADO
SEM TERRINHAS NA CONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO
APESAR DE TUDO SOMOS ESPERANÇA

2ª PARTE

COPAVI - COOPERATIVA DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA VITORIA
A ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA COPAVI
COOPERATIVA DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA VITÓRIA (COPAVI)
COPAVI CELEBRA  ANOS
O DR ROSINHA, VISITOU A COOPERATIVA
O MST, UM OUTRO OLHAR O QUE A MÍDIA NÃO DIVULGA COPAVI,
NO PARANÁ:  ANOS DE PRODUÇÃO SOLIDÁRIA
ASSENTAMENTO DO MST NO PARANÁ PRODUZ E EXPORTA CACHAÇA PARA A EUROPA
HISTÓRICO DE CHICÃO!
COOPERATIVA DE COMERCIALIZAÇÃO DA REFORMA AGRÁRIA AVANTE LTDA
NOROESTE DO PARANÁ: A PROSPERIDADE VIA ASSENTAMENTOS
TERROR NO NOROESTE DO PARANA CONDENADO POR
ESTRANGEIROS

3ª PARTE

A IGREJA E A REFORMA AGRÁRIA
CARTA ABERTA AOS NOSSOS MÁRTIRES
VIDAS PELO REINO
OS INDÍGENAS
IGREJA ATRAVÉS A PASTORAL DO MIGRANTE E O MST ACOLHEM EXPATRIADOS
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
MST, GUERRILHEIROS, LEI E RELIGIÃO
DEMOCRACIA, LIBERDADE E JUSTIÇA
 ANOS DE TRANSFORMAÇÕES NA IGREJA ENTREVISTA ESPECIAL COM DOM TOMÁS
BALDUÍNO
LEONARDO BOFF: REFORMA AGRÁRIA LUTA PELA VIDA
OS  CONSELHOS DE FREI BETTO
OS MARTÍRIOS DE HOJE E A CRUZ DE
UM GRANDE PASSO NO NOROESTE DO PARANA
SANGUE INDÍGENA: NENHUMA GOTA A MAIS
INDÍGENAS DE BAIXO TAPAJOS (AMAZONIA)
NOVO GURUPA ALDEIA INDÍGENA, RIO ARAPIUNS, SANTAREM – PARA
CARTA DO PRESIDENTE LULA A CNBB
COMPROMISSO DE FE DO PARTICIPANTE DAS CEBS
OUTROS LIVROS DO PADRE JOÃO CARUANA

22 maio, 2019

Primeira Romaria das CEBs ao Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio

Nossa Senhora Mãe da Ternura!










Previdência: três verdades que o governo esconde


Estado brasileiro contribui muito menos, com a Seguridade, que outros. Há vasto espaço para elevar a parcela dos empresários. E desequilíbrios relevantes foram sanados em mudanças anteriores, que já começaram a surtir efeito.

O artigo é de Róber Iturriet Avila, doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFRGS, publicado por Outras Palavras, 20-05-2019.



Eis o artigo.

O debate sobre previdência sempre suscita paixões e ideologias. No afã de ganhar no grito, vários números são jogados de maneira distorcida e desonesta. Abaixo são elencados alguns pingos nos is.

É preciso reconhecer que os gastos previdenciários vêm crescendo acima da variação do PIB desde 1997 e essa trajetória não é sustentável. Além disso, é verdade que a partir de 2024 haverá um aumento da população dependente derivada da ampliação da expectativa de vida e do envelhecimento populacional. Também é fato que gastamos mais em previdência do que alguns países que possuem mais idosos do que há aqui.

Entretanto, diz a Constituição que cabe ao Estado uma parte do financiamento da previdência, o que não é uma peculiaridade do Brasil. França, Alemanha, Bélgica, Espanha e Portugal, por exemplo, têm contribuições estatais muito superiores ao Brasil para financiar a previdência. Atualmente, a União entra com aproximadamente 22% da despesa. Essa fatia passa de 50% na Suécia, na Irlanda, na Dinamarca e no Reino Unido.

Não é honesto que nos documentos oficiais do governo sobre a reforma esteja o resultado negativo atual para justificá-la. Desde 2015, o País está em um período de recessão ouestagnação econômica, isso quer dizer que as receitas fiscais e previdenciáriascaíram muito, ao passo que despesas, como seguro-desemprego, aumentaram. São fatores conjunturais e o debate sobre previdência deve ser de longo prazo.

Há que considerar que atualmente 30% das receitas da União são desvinculadas. Parte delas é para financiar a previdência e está sendo distribuída para outros fins. Adicionalmente, no governo Dilma, o executivo enviou propostas de desonerações e o Congresso Nacional as ampliou a diversos setores, o que contribuiu para a redução das receitas previdenciárias. Tal fato torna ainda mais desonesto o debate a partir do quadro atual da Previdência, que apresenta números muito ruins.

Parte da desonestidade no discurso oficial diz respeito aos argumentos sobre os servidores públicos. O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), de fato, foi origem de ampliação de desigualdades e garantia de privilégios. Entretanto, já houve seis alterações constitucionais na previdência desde 1988. Em 2003, aqueles servidores públicos que recebem acima do teto do INSS, passaram a contribuir perpetuamente com uma alíquota de 11%, mesmo após a aposentaria (E.C 41/03). Essa contribuição foi fundamental para corrigir distorções, além de gerar receitas para a União. As propostas de ampliação desta alíquota para 14% e o estabelecimento de alíquotas progressivas são razoáveis. Além disso, os servidores públicos federais que entraram após 2003 não se aposentam com a integralidade de seus salários e não há mais paridade entre os servidores ativos e inativos. Dessa forma, é falsa a afirmação que acabarão com a integralidade.

Já os servidores de todos os poderes que ingressaram após 2012, com exceção dos militares, estão limitados ao teto do INSS, tal qual o setor privado (E.C. 70/2012). Isso é válido inclusive para Ministros do STF. Caso queiram obter uma aposentadoriamaior, devem contribuir separadamente. Essa última alteração, ocorrida no governo Dilma, foi muito relevante no sentido de equalizar os regimes previdenciários no Brasil.

Dessa maneira, há um ajuste de longo prazo em curso na previdência dos servidores públicos e a despesa desses em percentual do PIB é declinante desde 2003. A partir de 2024 alguns resultados mais expressivos devem aparecer, haja vista que a parcela de servidores que se aposentaram no sistema antigo vai diminuir. No que toca aos estados e municípios, muitos já aderiram a esse sistema e aqueles que não aderiram, devem fazê-lo.

Temos um problema mais sério nos militares. Eles contribuem com um percentual menor, por menos tempo e se aposentam com salários maiores. Há paridade e integralidade e a proposta na mesa não busca acabar com esses direitos que os demais servidores não possuem há 16 anos. Há propostas de ampliação do tempo de contribuição e também de alíquotas previdenciárias, que continuariam mais vantajosas do que são para todos os demais cidadãos. Eles são poucos, mas a participação nas despesas é muito mais do que proporcional. De toda forma, o famoso direito a pensão de filhas solteiras deixou de valer para quem entrou após 2001. Há previsão de cobrança de alíquotas sobre tais pensionistas, que são bem-vindas.

Tínhamos excessos no sistema de pensões, que precisam mesmo de correção. Entretanto, mais uma vez, já houve reformas e seu resultado virá em longo prazo. Em 2015, o direito a pensão vitalícia passou a ser apenas para quem possui mais de 44 anos de idade. Já para um dependente de 21 anos, por exemplo, a pensão dura apenas três anos.

A despesa com o Benefício de Prestação Continuada deve sair do debate previdenciário. Trata-se de uma política pública assistencial, sem contrapartida contributiva. É um pacto social que não deixemos os idosos morrer de fome, eles recebem um salário mínimo e somam hoje quase 5 milhões. A despesa deve ser coberta 100% com recursos da União e o “déficit” é de 100%.

A aposentadoria rural é também, em grande medida, uma política assistencial. Não há exigência de contribuição, apenas de comprovação de que houve atividade no campo. Trata-se de uma compensação histórica efetuada aos trabalhadores deste segmento, haja vista que eles não possuíam direitos trabalhistas e previdenciários até 1988. Mas temos quase 10 milhões de aposentados rurais atualmente, quase todos recebem um salário mínimo e não cabe falar em “déficit”.

A despesa é quase integralmente coberta com recursos da União, porque assim foi pactuado no passado. Se há desejo da sociedade alterar esse direito, que seja discutido, mas que se tire da conta esse “déficit”.

Isso tudo posto, fica evidente que o aperto proposto nos trabalhadores urbanos é excessivo. Até pouco tempo atrás, o resultado previdenciário deste setor estava positivo. Eles compõem a esmagadora maioria da população brasileira e 2/3 desses se aposentam com um salário mínimo. Não é possível considerar “o déficit previdenciário” como um todo, dadas todas as informações expostas acima.

Estabelecer uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 para as mulheres, com ampliação progressiva a partir de alterações demográficas é um absurdo em um país tão heterogêneo como o Brasil. Há regiões em que a expectativa de vida é próxima a isso e há outras regiões em que as pessoas vivem muito mais. Uma regra uniforme e um corte tão elevado de idade é perverso com aqueles que começam a trabalhar antes e com quem vive menos (os mais pobres).

A proposta de regime de capitalização é indizível. Representa um rebaixamento previdenciário muito expressivo para a grande maioria dos contribuintes. Possui um custo de transição extremamente elevado e 60% dos países que adotaram voltaram atrás.

O debate público precisa ser mais honesto e verdadeiro. É preciso considerar os ajustes já efetuados, separar mais as contas e os tipos de previdência, considerar as desonerações efetuadas, levar em conta o quadro conjuntural e estabelecer regras menos duras com alguns cidadãos. Os excessos do passado em pensões e nos servidores públicos já estão em correção. Não podemos punir as gerações presentes e futuras pelas regras anteriores, as quais já foram corrigidas, mas seus resultados contábeis ainda não são plenos.

20 maio, 2019

Primeira Romaria das CEBs ao Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio

Mistério inusitado que nos envolve no manto da delicadeza e ternura da mãe! 

Sair em romaria para Paranaguá? O que atrai naquela cidade?

A resposta é individual, não tem como dar resposta a outra pessoa.

Só quem passa por tal experiência é envolvido por um mística que não é nem de que lá vai a busca, pode até ocorrer, em certo sentido, más é algo que nos envolve, nos toma, que sem pedir permissão nos invade e somos enriquecidos com os traços da Misericórdia de um Mistério inusitado que nos envolve no manto da delicadeza e ternura da mãe.

A Primeira Romaria das CEBs ao Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio aconteceu domingo, dia 19 de maio de 2019 e fara parte da programação anual das Comunidades Eclesiais de base, as CEBs do Regional Sul II (Paraná), será todo os terceiros domingo do mês de maio.

A Arquidiocese de Maringá participou com 56 romeir@s, programem para em 2019 estar conosco na casa da Mãe.












































15 maio, 2019

Bolsonaro chama manifestantes contra cortes na educação de 'idiotas úteis' e 'massa de manobra


''São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhon", disse o presidente em visita a Dallas; estudantes e professores protestam nesta quarta contra cortes na educação básica e no ensino superior.


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou de “idiotas úteis” e “massa de manobra” manifestantes que organizam uma série de protestos contra os cortes do governo na educação básica e no ensino superior nesta quarta-feira, 15. O presidente classificou os protestos como algo “natural” e disse que “a maioria ali (na manifestação) é militante”.   

“Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”, disse Bolsonaro ao chegar em Dallas, nos Estados Unidos. Ele foi recebido por apoiadores ao chegar no hotel onde se hospedará na cidade americana.

Em capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, os atos contra os bloqueios do Ministério da Educação (MEC) começaram pela manhã, embora a maior parte esteja marcada para o período da tarde. Além das manifestações, algumas universidades e escolas cancelaram as aulas.

O presidente disse ainda que não gostaria que houvesse cortes na educação e disse que não teve saída.  “Na verdade não existe corte, o que houve é um problema que a gente pegou o Brasil destruído economicamente, com baixa nas arrecadações, afetando a previsão de quem fez o orçamento e se não tiver esse contingenciamento eu simplesmente entro contra a lei de responsabilidade fiscal”, afirmou o presidente. “Mas eu gostaria que nada fosse contigenciado, em especial na educação."  

Ao menos 75 universidades e institutos federais do País convocaram protestos em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC).

O presidente falou que a educação no Brasil “está deixando muito a desejar”. “ A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro destas pessoas?“, disse o presidente, culpando o governo do PT por não ter dado “qualificação” a parte dos desempregados do País. 

Bolsonaro visita Dallas em uma agenda improvisada e organizada às pressas pelo governo depois de o presidente desistir de ir à cidade de Nova York. Ele participaria do prêmio de “personalidade do ano” concedido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos na noite de ontem, mas a homenagem foi alvo de boicotes e críticas do próprio prefeito da cidade, Bill de Blasio. 

No Texas, Bolsonaro deve se encontrar com o ex-presidente George W. Bush e participar de um almoço com empresários, onde receberá formalmente o prêmio que não foi buscar em Nova York.  “Estamos sendo muito bem recebidos aqui e o objetivo nosso da viagem será alcançado: aprofundar cada vez mais os laços de amizade e também de cooperação comercial com esse país que eu sempre amei desde a minha infância”, disse Bolsonaro, ao chegar nos Estados Unidos. 

Um dos apoiadores do presidente gritou “arruma o Brasil que a gente volta”. A ele, Bolsonaro respondeu que o País está “bastante desarrumado”, mas que iria “arrumar”.

Fonte: Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo - 15 de maio de 2019


Dia Nacional de Greve na Educação


Nessa quarta-feira, 15 de maio de 2019, professores, educadores e estudantes do ensino federal, estadual e municipal, da educação básica ao ensino superiorde todo o país vão se manifestar contra a Reforma da Previdência e contra os cortes nas áreas de ciência, tecnologia e educação no Dia Nacional de Greve na Educação. 
A notícia foi publicada pelo portal Campanha Nacional pelo Direito à Educação, 14-05-2019.
Organizados por sindicatos, coletivos de educadores e por estudantes, os atos públicos acontecerão nos 26 Estados e no Distrito Federal, desde o início do dia, s 7h. Haverá atos públicos, audiências e aulas públicas, além de debates para marcar o posicionamento da sociedade civil contra os atos recentes do Ministério da Educação, como corte de gastos, militarização das escolas

Sob pretexto de desburocratizar indústria, Bolsonaro pode elevar índice de acidentes

Presidente quer reduzir normas de segurança no trabalho; país registrou 4,5 milhões de acidentes de trabalho em 7 anos




O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que o governo federal vai realizar mudanças nas Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho à partir de junho. A informação foi divulgada na última segunda-feira (13) pela rede social do presidente sob a justificativa de que as leis estariam defasadas e travando o desenvolvimento da indústria. O objetivo do governo é desburocratizar o setor e, com isso, aumentar a produtividade.
Para repercutir o anúncio do presidente e suas possíveis consequências, o Brasil de Fato conversou com o supervisor do Núcleo de Políticas Públicas do Dieese, Nelson Karam, considerado um especialista na área. Segundo ele, o discurso de que as normas regulamentadoras estão desatualizadas e brecam a indústria é equivocado.
"O primeiro esclarecimento é que isso já vem sendo feito, então não é que essas normas ficaram paradas no tempo. Elas são renovadas, atualizadas, adaptadas continuamente. Em segundo lugar, essa mudança nas normas passam sempre por um olhar tripartite, uma comissão composta por representações de governos, trabalhadores e empresários, que sentam, pactuam e discutem as características dessas normas, as modificações que necessitam ser feitas. Então, não é uma obra de governo fazer essa atualização. A menos que o governo queira quebrar uma regra na concessão dessas normas".  
O especialista aponta que o governo tem trabalhado na ideia de que uma regulação traz dificuldade para as empresas produzirem e eleva os custos de produção. Porém, em um país onde os acidentes de trabalho tem números alarmantes, a flexibilização das Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde trazem como principal consequência a fragilização do trabalhador e aumento da precarização do trabalho. Nos últimos sete anos, foram registrados 4,5 milhões, dos quais 16,9 mil foram fatais.
Além disso, o próprio Estado também sofre as consequências de um ambiente de trabalho inseguro, na dimensão da saúde pública com atendimento dos acidentados pelo SUS e pensões pelo INSS. 
Karam também explica que ambientes de trabalho mais seguros significam a possibilidade de produção com mais eficiência e produtividade. 
"O que nos preocupa neste momento é que, ao que tudo indica, a intenção do atual governo ao rever essas normas não vai na linha de proteger o trabalho, a produtividade das empresas. Ao contrário, o governo sinaliza e olha pra essas normas unicamente como uma barreira de custo para as empresas".
Recentemente, o Brasil assistiu a casos onde a diminuição dos custos empresariais se deu justamente nos setores de segurança, como é o caso do crime da Vale em Brumadinho (MG), onde mais de 200 funcionários foram soterrados pela lama do rompimento da barragem da mineradora. O caso é considerado o maior acidente de trabalho do Brasil. 
Karam também dá como exemplo de acidentes trabalhistas o uso do amianto no Brasil, produto químico altamente cancerígeno e proibido em diversos países por causar morte dos trabalhadores que manipulam o material. Além disso, ele cita a liberação do uso de agrotóxicos já banidos internacionalmente por causar malefícios à saúde dos trabalhadores do campo. 
Para ele, a melhor saída para a retomada da produtividade industrial está longe de ser “simplificar” as normas de segurança. Ele aponta que a manutenção é necessária para acompanhar as mudanças do mercado e das formas de trabalho, mas que é preciso debate. 
“As normas regulamentadoras tem que caminhar para incorporar essa nova dimensão do trabalho, então tem que ser continuamente atualizadas. Agora simplesmente em uma canetada querer burocratizar um único sentido de reduzir custos para empresa e expor o trabalhador não é a direção correta nem mais adequada para um país que busca caminhar para retomada do crescimento”, finaliza. 

Fonte:Luciana Console - Brasil de Fato | São Paulo (SP),15 de Maio de 2019 

14 maio, 2019

Romaria das CEBs do Paraná


As Romeiras e Romeiros da Arquidiocese de Maringá já marcados por emoção!





Romaria das CEBs do Paraná
As Romeiras e Romeiros da Arquidiocese de Maringá já marcados por emoção

Romaria é linda, sempre linda, é um tempo especial de evangelização e devoção. A Primeira Romaria das CEBs ao Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio é manifestação da fé devoção carinhosa a Nossa Senhora. Um convite ao compromisso e solidariedade fraterna. Somos chamados a viver em comunhão no dia a dia em nossas Comunidades Eclesiais de Base, as CEBs.

Uma ação coletiva expressiva. Envolver e deixar-se envolver, o ato de ir, de caminhar não só com os pés, também e principalmente com o coração, abrindo-se para o novo, tornar criaturas novas, porque caminhar revela a disposição de mudar interiormente, na plena certeza que o nosso Deus esta sim presente com a Mãe em seu santuário, mas Ele está presente em cada ser humano, no íntimo de cada uma e cada um de suas filhas e filhos. A romaria das CEBs quer ser um caminho de fortalecimento da fé e de compromisso na vivência comunitária.

Reavivar a fé, através da devoção à Mãe de Jesus e da Igreja é chamar à conversão. Somos um povo sacerdotal pelo batismo, convocados e enviados para implantar neste mundo os valores do Evangelho, a exemplo do testemunho da Mãe de Deus. Mulher que soube ser corajosa sem perder a humildade e a ternura, não desanimou, permaneceu firme até no caminho do calvário, sob o peso da cruz de seu Filho.

Como Maria, que conhece as dores e o sofrimento do povo, cada romeira e romeiro da Primeira Romaria das CEBs ao Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio sejam encorajados, animados e fortalecidos na fé para ser fermento que não deixem nossas CEBs a desanimar, a desistir e a perder a ternura da Mãe.

A romaria é um costume que se desenvolveu nas peregrinações ao templo de Jerusalém na tradição judaica. Os Evangelhos contam que Jesus costumava peregrinar a Jerusalém e frequentar o templo por ocasião das grandes festas litúrgicas. No Cristianismo primitivo, desde o século IV, tornou-se um costume de espiritualidade peregrinar aos túmulos dos apóstolos e mártires. Daí vem o nome de "romaria" (ir a Roma).

Nossa Senhora do Rocio apareceu em uma imagem singela, no século XVII, na Baía de Paranaguá, no mês de novembro, na rede de um pescador de alcunha “Berê”, Graças estas que brotam constantemente no meio do povo como o orvalho. Daquelas redes, passou para o coração e a vida do povo Paranaense.

A primeira Romaria das CEBs ao Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Paraná, na cidade de Paranaguá, será no dia 19 de maio de 2019, Arquidiocese de Maringá estará presente com 56 romeir@s. Que sob seu olhar, intercessora Maria, possamos experimentar a ternura da Mulher do Sim. Tu que soube viver de forma assídua a vontade de nosso Deus em sua vida, ajude-nos a dizer sim aos planos que nosso Deus tem para nossa vida hoje.

Agrademos a Rádio Colméia, parceira na organização.

Eu, Lucimar Moreira Bueno (Lúcia)
Assessora leiga das CEBs

II NORTÃO DAS CEBs em Porto Velho - RO


II Encontrão das Comunidades Eclesiais de Base na Amazônia (II Nortão das CEBs) acontecerá na Cidade de Porto Velho no período de 19 a 21 de julho deste ano de 2019.

O Encontro começa dia 19/07, sexta-feira, a partir das 18h, com acolhida e credenciamento. O término se dará no dia 21/07, domingo, no período da tarde, com uma grande celebração que fará memória dos 10 anos do 12º Intereclesial das CEBs, realizado em Porto Velho em 2009, o primeiro Intereclesial das CEBs no Norte.

Tema: “Espiritualidade das CEBs na Amazônia”; 
Lema: “Por causa da tua Palavra” (Lc 5,5).

O tema e o lema visam a refletir sobre a gênese das CEBs na Amazônia. No princípio, no começo da caminhada e o tempo todo, a Palavra de Deus é assumida como elemento absolutamente central na vida das comunidades, ao passo que o compromisso de encarná-la na realidade dos povos é vivido como verdadeiro horizonte da ação evangelizadora. Na grande plenária, no domingo de manhã, Dom Erwin Kläutler vai nos ajudar a refletir com o tema “CEBs na Amazônia: Palavra de Deus e encarnação na realidade”.

Percorrendo a Paraíba: CERSA realiza reunião em carneira e aborda causas ambientais com moradores



Zona rural do município de Junco do Seridó é uma das regiões afetadas pelas torres de energia eólica.

 Junco do Seridó localizada a cerca de 205Km da capital paraibana compreende a comunidade rural de Carneira, povoado que tem cerca de 6Km do município, a qual recebeu a visita do Comitê de Energia Renovável do Semiárido (CERSA). O encontro organizado pelos próprios moradores, contou com o apoio do Padre Luiz Gonzaga Pereira. O evento foi marcado com recital de poesia, roda de conversa, debate e plantação de árvores. A equipe do CERSA presente foi composta por César Nóbrega (coordenador geral), José Anchieta de Assis (engenheiro florestal) e Maria do Carmo Learth Cunha (engenheira florestal e professora). A reunião aconteceu no Grupo Escolar Municipal Castelo Branco. 
Iniciando com uma oração feita pelo Padre Luiz Gonzaga e seguido com um poema recitado por José Anchieta, a comunidade foi recepcionada. Na ocasião, a professora Maria do Carmo Cunha realizou uma doação de cinco mudas de plantas nativas da Caatnga, sendo plantadas pelos moradores. A professora e engenheira florestal, que defende a fauna e flora da região, realizou ainda uma fala sobre os cuidados a preservação da Caatinga, ressaltando a beleza contida nas vegetações e espécies nativas.




O debate foi aberto ao público em diversos momentos durante o evento. Cabe situar que, a comunidade Carneira recebeu algumas torres de energia eólica. A energia produzida não é utilizada na comunidade, mas transferida para outras localidades do país. A população, na oportunidade, apresentou algumas reclamações sobre alguns fatos ocorridos. Destacam-se assim, os barulhos causados pelas torres, a desvalorização das propriedades pelas quais as torres se estabelecem e o descaso ao meio ambiente. Segundo a professora e moradora da comunidade Maria Bernadete de Sousa, “é tudo muito bonito nos livros, na TV, porém na vida real as coisas são diferentes”, exclamou. 


O CERSA abordou o assunto de energias renováveis pelo seu coordenador Geral, César Nóbrega. O mesmo exibiu o vídeo sobre “Mapa das mudanças climáticas no Brasil” do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Sociais, e da Frente Por Uma Nova Política Energética Para O Brasil. César Nóbrega em sua apresentação pontuou os danos causados pelas energias centralizadas. Também mostrou que energias renováveis, como a eólica, se feita de maneira inapropriada efetua grandes percas para o meio ambiente, citando como exemplo o desmatamento.



Em defesa, José Frankiney de Sousa Andrade representando da empresa SKY ENERGY – empresa de energia eólica e segundo fala do representante ainda não desenvolveu atividades no local – exibiu seus argumentos, para ele a comunidade tem total liberdade de reclamação. Em debate com alguns moradores, o representando fez algumas pontuações negativas e positivas e destacou que, em alguns momentos, as atividades contribuem com dados ao meio ambiente. 


A iniciativa compõe o Projeto “Cuidando da Nossa Casa Comum”, realizado pelo CERSA, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, Cáritas Brasileira, Frente Por Uma Nova Política Energética Para O Brasil e com apoio da Misereor.