16 outubro, 2025

99º Dia Mundial das Missões: “Missionários da esperança entre os povos”

Mensagem do Papa Francisco para o 99o Dia Mundial das Missões 2025

O 99º Dia Mundial das Missões, celebrado em 19 de outubro deste ano de 2025, terá como tema “Missionários da esperança entre os povos”. O texto, assinado pelo Papa Francisco, está em sintonia com o “Ano Jubilar da Esperança”.

Em sua mensagem, o Papa Francisco sublinha que o tema “recorda a cada um dos cristãos e a toda a Igreja, comunidade dos batizados, a vocação fundamental de ser mensageiros e construtores da esperança nas pegadas de Cristo”.

Jesus, modelo de missionário da esperança
O Santo Padre evoca a centralidade de Jesus, “enviado do Pai, com a unção do Espírito Santo, a fim de levar a Boa Nova do Reino de Deus e inaugurar ‘um ano favorável da parte do Senhor’ para toda a humanidade”.

Francisco prossegue dizendo que Ele “é o cumprimento da salvação para todos, especialmente para aqueles cuja única esperança é Deus”, o “modelo supremo de todos aqueles que, ao longo dos séculos, dão seguimento à missão recebida de Deus, mesmo no meio de provações extremas”.

A mensagem ainda convida a Igreja a seguir o exemplo do Senhor, e “a avançar, unida a Ele, neste caminho missionário e a escutar, como Ele e com Ele, o grito da humanidade, ou melhor, o gemido de toda a criatura que espera a redenção definitiva”.

O Papa recorda ainda a vocação missionária de cada batizado, chamando os cristãos a se tornarem “com Ele e n’Ele, sinais e mensageiros de esperança para todos, em qualquer lugar e circunstância que Deus nos concede viver”. “Que cada um dos batizados, discípulos missionários de Cristo, faça brilhar a Sua esperança em todos os cantos da terra!”, convoca o Papa Francisco.

Leia na íntegra a mensagem do Papa Francisco para 99o Dia Mundial das Missões 2025. Para ler, é só clicar AQUI.

Pastoral Familiar esclarece sobre diretrizes para o Sacramento do Matrimônio

Após viral sobre supostas novas regras matrimoniais, Pastoral Familiar orienta sobre o caminho autêntico da preparação para o Matrimônio.

O ideal é que informações desse tipo devem sempre ser verificadas em fontes oficiais e confiáveis da Igreja, como o canal oficial de notícias do Vaticano (vaticannews.va) ou os portais do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (laityfamilylife.va), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (cnbb.org.br) ou no portal da Pastoral Familiar no Brasil (vidaefamilia.org.br).

“Esta notícia fake é mais um indício de que precisamos investir na preparação dos casais que buscam o Sacramento do Matrimônio de forma responsável e acolhedora”, destaca o casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, Alisson e Solange Schila.

Diante da grande repercussão que o conteúdo falso alcançou, a Pastoral Familiar Nacional elaborou um texto com informações corretas.

Clique AQUI e acesse o texto, publicado em 14/10/2025 pelo Portal Vida e Família.

TJ determina que prefeito de Maringá exclua vídeo sobre depredação de escola


O Tribunal de Justiça do Paraná determinou que o prefeito de Maringá Silvio Barros, exclua de suas redes sociais um vídeo publicado após uma escola municipal da cidade de Maringá-Pr, ter sido danificada por uma criança e dois adolescentes no dia 27 de julho.

O vídeo foi gravado pelo prefeito durante visita à unidade escolar, danificada. Na gravação, o prefeito aparece com algemas e afirma que os jovens não poderiam ser responsabilizados pelos atos praticados por serem menores de idade. Na ocasião, materiais didáticos foram destruídos e servidores públicos passaram o domingo limpando a escola.

O Ministério Público destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a aplicação de medidas socioeducativas e protetivas em casos como o ocorrido. A conduta dos menores está sendo analisada pela 17ª Promotoria de Justiça de Maringá, em procedimento sob sigilo.

Na ação civil pública, proposta em 8 de setembro, o MPPR argumenta que o vídeo tem caráter sensacionalista e promove desinformação ao sugerir ausência de responsabilização legal, além de insinuar motivação política para o ato de vandalismo. A Promotoria também apontou que o conteúdo gerou consequências graves, como ameaças e perseguições contra os jovens, levando um deles a ser retirado de casa por segurança.

15 outubro, 2025

Creatina - é segura e remendável toma-la?

Muitos tomam, para ganhar massa muscular, desempenho físico, para uma melhor qualidade de vida.

Más ela é segura?
É recomendável toma-la?
Os idosos podem se beneficiar?

Minha opinião, sempre bom uma avalição médica e/ou nutricionista.

Creatinine é uma substância produzida naturalmente pelos músculos durante o metabolismo da creatina, que fornece energia para as células musculares.

A creatinina é filtrada pelos rins e eliminada pela urina, por isso, sua dosagem no sangue é um dos principais exames para avaliar o funcionamento renal.

Em geral, sim, a creatina é segura e recomendável para muitas pessoas — mas depende do caso individual.

A creatina é uma substância naturalmente produzida pelo corpo (nos rins e fígado) e também obtida pela alimentação (principalmente carnes). Ela ajuda a fornecer energia rápida para os músculos, melhorando o desempenho físico e a recuperação.

Cuidados se faz necessário:
- Deve-se beber bastante água, pois a creatina é eliminada pelos rins.
- Quem tem problemas renais não deve usar sem orientação médica.
- Doses excessivas não trazem mais benefícios — o corpo só aproveita até certo limite.

Se você tem rins saudáveis, bebe água suficiente e treina com regularidade, a creatina é segura e eficaz.
Mas se tiver qualquer alteração na função renal (ex: creatinina alta), é essencial consultar um médico antes.

A baixo segue um texto que encontrei no site do Hospital Oswaldo Cruz, onde especialista aponta 3 benefícios da creatina para quem não treina. A baixo a matéria e o link.

Especialista aponta 3 benefícios da creatina para quem não treina

A creatina tem se tornado o suplemento queridinho de quem treina, com pessoas de várias faixas etárias aderindo ao seu consumo, devido aos seus benefícios sobretudo para a recuperação muscular.

No entanto, essa suplementação não serve apenas para quem tem uma rotina de prática de atividade física e nutricionistas defendem que mais pessoas podem se beneficiar de suas vantagens.

A nutricionista e personal trainer, Aline Becker, enumera três benefícios da creatina para quem não treina. O primeiro deles é a melhora na recuperação muscular. “A creatina ajuda na recuperação muscular tanto em quem pratica atividades físicas quanto para quem não pratica, pois ajuda a aumentar as fibras musculares, ganhar ou manter massa muscular”, disse Aline, em entrevista para o Sport Life.

Os idosos podem se beneficiar?
Sobre isso, a nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Bruna Lima, também enumera os principais benefícios da creatina. “A creatina é uma fonte de produção de energia para as células musculares, de modo, que melhora a força e o tônus muscular. Dessa forma, quem faz atividades físicas frequentemente costuma suplementar essa substância. Além disso, pode trazer mais qualidade de vida para grupos específicos, como os idosos”, contou.

A profissional afirma que esse suplemento ajuda na hidratação celular. “A creatina ajuda na hidratação das células do nosso corpo. Essa hidratação extra pode colaborar muito para o desenvolvimento dos músculos e o seu crescimento. Além disso, essa hidratação também é fundamental para aumentar a força muscular”, esclareceu.

Qual a contribuição para o funcionamento cerebral?
A creatina ajuda no bom funcionamento de tecidos com intensas flutuações de energias, como o cérebro e os músculos. “Mas, tratando-se do cérebro devido ao seu papel fundamental no equilíbrio de energia, a ingestão de creatina para quem não treina pode ajudar a melhorar a performance cerebral”, concluiu Aline Becker.

É verdade que a creatina interfere no sono?
“As evidências científicas mostram que a creatina é utilizada para exercícios de alta intensidade e curta duração com efeitos positivos na função cognitiva, ou seja, não há comprovação que ela interfira no sono. Lembrando que todo efeito de um suplemento deve ser individualizado”, respondeu a nutricionista e médica do esporte, Flávia Magalhães.


Dia Mundial das Missões - Papa motiva as paróquias a participar com oração e contribuição!

O Papa Leão XIV, na segunda-feira, 13 de outubro, divulgou uma mensagem em vídeo motivando a participação de todas as paróquias do mundo no Dia Mundial das Missões, no próximo dia 19 de outubro.

 Abaixo a tradução da mensagem em vídeo: 

Queridos irmãos e irmãs, 

Todos os anos, no Dia Mundial das Missões, toda a Igreja se une em oração pelos missionários e pela fecundidade de seu trabalho apostólico. 

Quando eu era padre e depois bispo missionário no Peru, vi com meus próprios olhos como a fé, a oração e a generosidade demonstradas neste Dia podem mudar comunidades inteiras.

Convido todas as paróquias católicas do mundo a participarem do Dia Mundial das Missões. Suas orações e ajuda ajudarão a espalhar o Evangelho, apoiar programas pastorais e catequéticos, construir novas igrejas e atender às necessidades de saúde e educação de nossos irmãos e irmãs nos territórios de missão. 

No dia 19 de outubro, ao refletirmos juntos sobre nosso chamado batismal para sermos “missionários da esperança entre os povos”, renovamos nosso doce e alegre compromisso de levar Jesus Cristo, nossa Esperança, até os confins da Terra.

Obrigada! Obrigada por tudo o que você faz para me ajudar a servir missionários ao redor do mundo. Deus te abençoe.

 


14 outubro, 2025

Papa Leão XIV - uma paz justa e duradoura, que respeite as aspirações legítimas dos povos israelense e do povo palestino!

O Papa Leão XIV disse ontem,13 de outubro de 2025, no Angelus:

"O acordo sobre o início do processo de paz acendeu uma centelha de esperança na Terra Santa. Encorajo as partes envolvidas a continuarem no caminho que traçaram, rumo a uma paz justa e duradoura, que respeite as aspirações legítimas dos povos israelense e do povo palestino."

13 outubro, 2025

O poder de acolher. Há gestos que mudam o rumo de uma vida. Acolher é um deles.


Ser família acolhedora não é adoção, é abrir o coração e o lar por um tempo.

Ser família acolhedora é abrir as portas da casa — e, mais ainda, do coração — para uma criança, um adolescente que precisa de um lar seguro, mesmo que por um tempo. É oferecer colo onde antes havia medo, escuta onde havia silêncio, esperança onde havia incerteza.

Não é adoção, é cuidado provisório com amor permanente. É compreender que, enquanto a Justiça decide o futuro, o presente dessa criança e adolescente pode ser cheio de carinho, afeto e dignidade.

As famílias acolhedoras são pontes: ligam o sofrimento à confiança, o abandono ao recomeço, o trauma ao amor.

O termo “famílias acolhedoras” se refere a famílias que oferecem cuidado temporário a crianças e adolescentes que, por algum motivo, precisam ser afastados de suas famílias biológicas — geralmente por situações de violência, negligência, abandono ou vulnerabilidade social.

Esse acolhimento não é adoção, e sim uma forma de proteção provisória, prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Enquanto a Justiça e os órgãos de proteção analisam o caso, a criança ou adolescente recebe afeto, cuidado e estabilidade em um ambiente familiar, em vez de ser encaminhado para um abrigo ou instituição.

Objetivos do programa:
Garantir o direito à convivência familiar e comunitária.
Evitar que crianças cresçam em instituições.
Ajudar na recuperação emocional e social da criança.
Apoiar o retorno à família de origem ou, quando isso não é possível, a colocação em adoção.

Quem pode ser família acolhedora:
Maiores de 21 anos (não é necessário ser casado).
Pessoas ou famílias com equilíbrio emocional, disponibilidade de tempo e afeto.
Que passem por seleção, capacitação e acompanhamento do serviço público municipal.

Duração:
O acolhimento é temporário, normalmente de alguns meses até dois anos, dependendo do caso e da decisão judicial.

#Atlas dos Conflitos no Campo Brasileiro

Disponibilizado a versão digital e gratuita do Atlas dos Conflitos no Campo Brasileiro, lançado durante o V Congresso Nacional da CPT.

De 1985 a 2023, a CPT identificou 50.950 conflitos no campo do Brasil, sendo 80% destes conflitos causados por atores hegemônicos (fazendeiros, empresários, grileiros etc.) e 20% de ações de resistência movidas pelos movimentos sociais do campo (ocupações, retomadas e acampamentos). Mais de 50% dos municípios brasileiros tiveram registros de conflitos.

Além da Apresentação e Introdução, o documento está organizado em seis capítulos, complementados com quadros, mapas e gráficos ao longo de suas 280 páginas:

1. Conflitos no Campo Brasileiro;
2. A guerra capitalista contra a vida na Amazônia;
3. Conflitos por terra e água no contexto do Eco-Genocídio no Cerrado;
4. Geografia dos conflitos no campo na Região Nordeste;
5. A luta dos Povos Indígenas no Brasil; e
6. Os Conflitos do Campo Brasileiro envolvendo as Comunidades Quilombolas.

Acesse AQUI a versão digital e gratuita.

#Dom Frei Severino Clasen, OFM - “Acolher é um gesto de profundo amor cristão”

#Dom Frei Severino Clasen, OFM, convida todas as famílias da Arquidiocese de Maringá a conhecerem e apoiarem o Projeto Família Acolhedora, uma iniciativa que oferece lar temporário, cuidado e carinho a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, enquanto suas famílias de origem se reestruturam.

Ser uma família acolhedora é abrir o coração e o lar para quem mais precisa — um reflexo do amor e do cuidado de Deus pelos seus filhos.

Se você sente o chamado para viver esta missão, procure o serviço de assistência social do seu município e saiba como participar.

Que neste Ano Jubilar da Esperança, o exemplo da Sagrada Família inspire mais lares a se tornarem sinais vivos da ternura e da presença de Deus no mundo.


09 outubro, 2025

#Exortação Apostólica Dilexi Te do Santo Padre Leão XIV, sobre o amor para com os pobres

Leia na íntegra, no link, da coluna do blog:



Exortação Apostólica Dilexi Te do  Santo Padre Leão XIV, sobre o amor para com os pobres.

Última palavra de Francisco e a primeira de Leão. Assinada em 4 de outubro e publicada em 9 de outubro, a exortação apostólica Dilexi Te, riquíssimo conteúdo: “o amor pelos pobres”.

Dar continuidade a Francisco, retomar a opção pelos pobres, “tendo recebido como herança este projeto, fico feliz em torná-lo meu — acrescentando algumas reflexões — e em propô-lo novamente no início do meu pontificado, compartilhando o desejo do amado predecessor de que todos os cristãos possam perceber o forte vínculo que existe entre o amor de Cristo e o chamado a nos fazermos próximos dos pobres” (n. 3).

A exortação apostólica tem 42 páginas, 121 parágrafos e 5 capítulos com os seguintes títulos:

- “Algumas palavras indispensáveis”;
- “Deus escolhe os pobres”;
- “Uma Igreja para os pobres”;
- “Uma história que continua”;
- “Um desafio permanente”.

Clique AQUI e leia a exortação na íntegra

07 outubro, 2025

O que restará sob os escombros de Gaza?

O que segue a baixo, é newsletter, recebido em meu e-mail, do "Brasil de Fato

O que restará sob os escombros de Gaza?

Hoje, 7 de outubro de 2025, completam-se dois anos do genocídio em Gaza. Dois anos de ataques constantes, sistemáticos e criminosos contra um povo cercado, mas não vencido. Dois anos que se somam a décadas de resistência e sofrimento. Em 1948, quando a ONU reconheceu o Estado de Israel e dividiu a Palestina entre árabes e judeus, marcou o que os palestinos chamam de Nakba, palavra árabe que significa catástrofe, desastre.

Passaram-se 77 anos, e a catástrofe segue em curso. O cerco, o deslocamento forçado, a limpeza étnica, as prisões arbitrárias, torturas e as demolições sistemáticas. O bloqueio imposto a Gaza desde 2007 transformou a região em uma prisão a céu aberto — e, desde 2023, tornou-se um campo de extermínio televisionado, assistido em tempo real, comentado, compartilhado, mas não interrompido. O que mais é preciso para cessar essas violações?

O Brasil de Fato acompanha essa cobertura desde o início, com o compromisso de nomear o que tantos tentam suavizar. Chamamos de genocídio porque é o que é. Enquanto a mídia comercial e ocidental insiste em justificar o indefensável, relativizar as mortes palestinas, dramatizar as israelenses e, sobretudo, omitir as causas, nós reafirmamos nossa escolha por um jornalismo comprometido com a verdade e com os povos do mundo.

Mais um ano de cobertura, e não há celebração. Mais um ano de violações, fome e desespero. Mais um ano também de resistência, de Flotilhas que insistem em romper o bloqueio, como a mais recente, interceptada e sequestrada em águas internacionais — médicos, jornalistas, ativistas e toneladas de ajuda humanitária impedidos de chegar a um povo. Mais um ano de vetos vergonhosos, como o dado pelos Estados Unidos na ONU, impedindo novamente uma resolução que exige cessar-fogo imediato. É de dilacerar o coração — de quem o tem.

O mundo vê. As explosões em Gaza são ouvidas, filmadas, transmitidas. O que falta não é informação. É vontade política, compromisso ético e humano. As imagens percorrem as telas — crianças famintas, corpos sob escombros, hospitais colapsados — e ainda há quem se recuse a chamar de crime o que é evidente.

Como alguém pode não se sensibilizar? Não se importar? Justificar tamanha barbárie? Tudo se resume às narrativas — as mesmas que sustentam ocupações, naturalizam massacres e apagam povos ao longo de séculos. E é contra essas narrativas que o jornalismo deve se opor.

O que restará sob os escombros de Gaza? Além dos corpos desaparecidos, carteiras escolares partidas ao meio; estetoscópios que um dia salvaram vidas; ferramentas que ergueram lares; brinquedos, roupas de bailarinas e fantasias infantis; câmeras de jornalistas — milhões de sonhos e futuros interrompidos. E comprometidos por essa dura realidade de perder pais, filhas, amigos, companheiros e companheiras.

Quando os sonhos morrem, que sentimentos ocupam seu lugar? Raiva. Indignação. Um desejo profundo de justiça. Esperar que a história termine quando o último prédio for demolido é não compreender o que move a luta palestina. Porque sob os escombros há raízes, e raízes não se extinguem — se espalham.

E oscilando entre uma realidade brutal e o otimismo na luta dos povos, afirmo: sob os escombros, resta o povo. Resta a dignidade que nenhum míssil consegue destruir. Resta a solidariedade internacional, que não será silenciada. Resta a responsabilidade de não calar. Resta o dever de nomear o crime e de escolher um lado — o da vida. O da luta. O da mudança.

Gaza não está só. Assim como Cuba, como Venezuela, como todos os povos que enfrentam bloqueios, sabotagens e invasões, Gaza é parte do todo. Faz parte de um mundo em disputa. E nós estamos na arena.

Sob os escombros, nascerão novas sementes. E quando o sol romper novamente o horizonte sobre Gaza, haverá de nascer um novo tempo — porque nenhum império dura para sempre, e nenhum povo resiste sozinho. Não será fácil, nem indolor. Mas seguimos juntos. Enquanto Brasil de Fato e enquanto humanos, que não fecham os olhos para a barbárie. Apoie nosso trabalho e venha conosco nesta luta.

Porque enquanto houver luta, haverá Palestina. Enquanto houver vida, haverá esperança. Do rio ao mar, a Palestina será livre.


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Nina Fideles

06 outubro, 2025

Jamais houve tantas guerras no mundo, segundo o Relatório anual da UAB

O relatório do Centro de Pesquisa para uma Cultura de Paz da Universidade Autônoma de Barcelona destaca um aumento generalizado de tensões internacionais e guerras no mundo inteiro, com um número crescente de mortes e violações generalizadas de direitos humanos. No entanto, há vislumbres de paz nos quais a comunidade internacional deve investir. A preocupação, contudo, envolve a mudança militarista da União Europeia e seu plano de rearmamento de € 800 bilhões

O relatório anual sobre conflitos, direitos humanos e oportunidades para a paz, feito pelo Centro de Pesquisa para uma Cultura de Paz da Universidade Autônoma de Barcelona, ​​​​registra um aumento sem precedentes de guerras globais nos últimos 12 anos. O documento, baseado em dados divulgados pelas principais agências e organizações internacionais, analisa o estado global dos conflitos armados, tensões sociopolíticas e iniciativas de construção da paz, destacando tendências, riscos e oportunidades para a paz no futuro. Em 2024, o número de conflitos armados aumentou para 37, em comparação com 36 em 2023. A maioria dos conflitos concentra-se na África (17), seguida pela Ásia e Pacífico (10), Oriente Médio (6), Europa (2) e América (2). Dois contextos degeneraram de crise sociopolítica para conflito armado devido ao alto número de vítimas e tiroteios: Haiti e Papua Ocidental, enquanto a Guerra do Sinai, no Egito, deixou de ser considerada como tal.

Aumento de violência e mortes
Cinquenta e sete por cento dos conflitos armados foram de alta intensidade, resultando em graves perdas humanas e impactos na segurança. Além disso, 60% dos conflitos apresentaram aumento da violência em comparação aos anos anteriores. As principais causas incluem a rejeição do sistema político, econômico ou social do Estado (73%), questões de identidade e demandas por autogoverno (59%) e controle de recursos e territórios (46%).

Mulheres na mira
O relatório também destaca os graves impactos de gênero nos conflitos. Em 2024, 79% dos conflitos de alta intensidade ocorreram em países com baixos níveis de igualdade de gênero. Além disso, os casos de violência sexual relacionada a conflitos aumentaram 50% em 2023, com mulheres e meninas representando 95% das vítimas.

Tensões sociopolíticas
As crises sociopolíticas aumentaram, atingindo 116 casos em 2024, com a maioria na África (38) e na Ásia e Pacífico (31). Trinta e oito por cento dessas crises se agravaram em relação a 2023, enquanto apenas 21% apresentaram redução nas tensões. As principais causas incluem oposição às políticas governamentais (77%), questões de identidade (30%) e controle de recursos e territórios (35%).

A paz é possível
Apesar da situação crítica, o relatório identifica cinco oportunidades para a paz: as negociações entre a República Democrática do Congo e Ruanda, a transição política em Bangladesh, o diálogo sobre autonomia em Bougainville, o processo de paz entre a Turquia e o PKK e a esperança de uma nova era pós-Assad na Síria. No entanto, quatro cenários de risco também emergem: a guerra civil no Sudão, as tensões entre a Índia e o Paquistão, o confronto entre a China e Taiwan e a militarização da União Europeia

A Europa em risco
A União Europeia e seus Estados-membros lançaram um plano de rearmamento massivo – observa o Relatório – com um compromisso financeiro superior a € 800 bilhões ao longo de quatro anos. O plano europeu parece priorizar o setor militar principal para lidar com as atuais tensões geopolíticas, em detrimento de vias não militares para a própria segurança. O Plano surge na sequência do aumento dos gastos militares globais e da pressão da Otan por maiores compromissos financeiros dos Estados-membros. Não por último, o Relatório destaca a capacidade da indústria de armamentos de influenciar o poder político como um dos fatores que impulsionam a Europa rumo ao rearmamento.

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03 outubro, 2025

Celebra-se nesse sábado, 4 de outubro, São Francisco de Assis.

Francisco era jovem rico, alegre e sonhador, mas após experiências de doença, guerra e oração, sentiu-se chamado por Cristo a abandonar tudo e viver em pobreza radical.

Reuniu irmãos para viver o Evangelho em simplicidade, fraternidade e serviço, dessa experiência nasceu a Ordem dos Frades Menores (franciscanos). Via a natureza como reflexo da bondade de Deus, chamava o sol de “irmão” e a lua de “irmã”, vendo todas as criaturas como parte de uma mesma família. Pregava reconciliação, respeito às diferenças e confiança total na Providência Divina. Nos últimos anos de vida, recebeu as marcas da paixão de Cristo em seu corpo. Sua oração-poema expressa a alegria de reconhecer Deus em todas as coisas (Cântico das Criaturas).

Morreu em 1226 e foi canonizado apenas dois anos depois, em 1228. Sua festa litúrgica é celebrada em 4 de outubro.

São Francisco de Assis nos ensina que a verdadeira riqueza não está em possuir, mas em partilhar; não em dominar, mas em servir. Ele descobriu Deus no rosto dos pobres, no canto dos pássaros, na luz do sol e até na dor transformada em amor. Sua vida simples foi um evangelho vivo: amar a todos como irmãs e irmãos, cuidar da criação como dom de Deus.

Que o exemplo de Francisco nos inspire a viver com mais simplicidade, paz e fraternidade, reconhecendo em cada pessoa e em cada criatura um reflexo do amor divino.




Porta-voz da Unicef em Gaza: Vi uma sala de hospital cheia de crianças baleadas por quadricópteros

Em uma entrevista televisiva, James Elder denunciou que recém-nascidos estão nos corredores dos hospitais, compartilhando o pouco oxigênio de que os médicos em Gaza ainda dispõem.

A informação é publicada por El Salto, 02-10-2025.

Em uma entrevista publicada pelo portal Zeteo, o porta-voz da agência das Nações Unidas para a Infância, James Elder, defendeu os esforços da Flotilha Global Sumud para chegar a Israel. Para Gaza e para as agências que atuam no terreno, “obter ajuda diretamente é um divisor de águas”, afirmou, lembrando que o comboio de barcos transporta alimentos, medicamentos e outros itens como incubadoras, oxigênio e kits de higiene. Elder denunciou que o sequestro da Flotilha “fala repetidas vezes dos esforços deliberados” de Israel para impedir a entrada de alimentos em Gaza.

Elder relatou sua experiência no Hospital al-Aqsa, onde esteve em “uma sala cheia de crianças, quatro ou cinco delas, todas atingidas por disparos de quadricópteros”. Nos últimos meses, foi denunciado o uso desses drones como “ferramentas de intimidação psicológica, vigilância e assassinato direto”.

O porta-voz da Unicef esteve seis vezes na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023 e destacou, na entrevista, como a fome que devasta Gaza não tem relação com problemas de logística: “é política”.

“Tudo o que os palestinos precisam está a poucos quilômetros”, denunciou o porta-voz. “As pessoas comem em bons restaurantes a 32 ou 48 quilômetros daqui. Esta fome foi totalmente provocada.” Elder contou ter visto “uma dúzia, quinze recém-nascidos nos corredores”, bebês que necessitam de oxigênio e incubadoras, mas não têm acesso a esses recursos devido ao bloqueio israelense. Ele detalhou que o corpo médico é obrigado a fazer com que esses bebês compartilhem oxigênio. Em toda Gaza, restam apenas 14 hospitais, todos completamente sobrecarregados e afetados pela quase total falta de suprimentos.

Segundo a Unicef, 151 crianças perderam a vida na Faixa de Gaza em decorrência da desnutrição aguda, a maioria delas em 2025. A própria agência lembrou nesta semana que a crise de desnutrição em Gaza atingiu “níveis catastróficos, com toda a população infantil menor de cinco anos — mais de 320 mil crianças — em risco de sofrer desnutrição aguda”.

Fonte: IHU


02 outubro, 2025

O plebiscito popular teve força na aprovação da isenção e redução do imposto de renda!

O Plebiscito Popular, até o dia 1º de outubro de 2025,  reuniu 1,5 milhão de votos em apoio a pautas consideradas centrais para a valorização da classe trabalhadora e vai até o dia 12 de outubro.

No dia primeiro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, no Palácio do Planalto, o resultado parcial do Plebiscito Popular, iniciativa das organizações: Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, Jubileu Sul Brasil (JSB), Comissão Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento Brasil Popular.

A aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe R$ 5 mil, com desconto para quem ganha até R$ 7,3 mil por mês, por unanimidade pela Câmara dos Deputados, no dia 1º de outubro de 2025, não foi por um consenso óbvio, sabemos, nem todos parlamentares atuam em favor do povo, o processo foi marcado por tentativas de desfigurar o projeto para beneficiar os mais ricos, motim bolsonarista que paralisou os trabalhos na Câmara e chantagens da direita em troca de anistia para os golpistas condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas também teve mobilização popular. Quando pessoas se unem em torno de uma causa comum, criam algo maior do que si mesmas. Quando a população se organiza, ela faz tremer estruturas aparentemente inabaláveis. A mobilização popular é memória, presente e futuro — é a certeza de que o poder real não reside apenas nas instituições, mas na capacidade do povo de se unir e agir.

O plebiscito popular teve força na aprovação da isenção e redução do imposto de renda.

Aprovado isenção do Imposto de Renda para quem ganham até R$ 5 mil reais

Mais um marco na história do Povo Brasileiro!

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, com 493 votos favoráveis, o Projeto de Lei (PL) 1087/2025, que isenta de pagamento do Imposto de Renda trabalhadores formais que ganham até R$ 5 mil reais, e reduz progressivamente a alíquota para quem ganha até R$ 7.350.

O projeto é de autoria do Executivo (Lula), ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

O presidente Lula comemorou a decisão: “Quem acompanha sabe que, neste país, nem reajuste da tabela do Imposto de Renda saía. Este é um primeiro passo extraordinário, uma conquista. É o primeiro sinal de justiça tributária que se faz no Brasil”.

Em referência à participação popular, Lula destacou: “Não é apenas o sonho de conquistar algo a mais para o povo trabalhador, mas sim garantir que a conquista seja resultado da mobilização da população, para que todos saibam o que está em jogo.”

01 outubro, 2025

Cidade de Maringá-Pr tem reajuste no IPTU – 30% mais caro

Foram 16 votos a favor e 6 contra projeto encaminhado pela administração.

A Câmara Municipal da cidade de Maringá-PR aprovou, em primeira discussão, na terça-feira (30), o projeto de lei do Executivo que promove alterações no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Na prática, a redução de descontos sugerida pela Prefeitura, somada ao reajuste de 5,3% nos tributos municipais, fará com que o valor do imposto eleve em 30,3% em 2026, na comparação com 2025.

Votaram a favor ao aumento do IPTU:
Akemi Nishimori (PSD), Angelo Salgueiro (Podemos), Bravin Junior (PP), Diogo Altamir (PSDB), Guilherme Machado (PL), Jeremias (PL), Lemuel (PDT), Luiz Neto (Agir), Majo (PP), Maninho (Republicanos), Mario Hossokawa (PP), Odair Fogueteiro (PP), Pastor Sandro (União), Sidnei Telles (Podemos), Uilian da Farmácia (União), Willian Gentil (PP).

Votaram contra ao aumento do IPTU:
Daniel Malvezzi (Novo), Professor Pacífico (Novo), Mário Verri (PT), Professora Ana Lúcia (PDT), Giselli Bianchini (PP), Ítalo Maroneze (PDT).

Ausentes: Flávio Mantovani (PSD).

Papa Leão XIV escolhe tema do 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais

O tema escolhido foi: “Preservar vozes e rostos humanos”.

O Dicastério para a Comunicação divulgou o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026: “Preservar vozes e rostos humanos”. Segundo o comunicado, “nos ecossistemas comunicativos de hoje, a tecnologia influencia as interações de maneira nunca antes conhecida – desde os algoritmos que selecionam conteúdo nos feeds de notícias até à inteligência artificial que redige inteiros textos e conversas”.

Garantir que a humanidade continue sendo o agente orientador das novas tecnologias

“A humanidade hoje tem possibilidades impensáveis há apenas alguns anos. Contudo, embora essas ferramentas ofereçam eficiência e alcance, elas não podem substituir as capacidades unicamente humanas de empatia, ética e responsabilidade moral. A comunicação pública exige julgamento humano, não apenas esquemas de dados. O desafio é garantir que a humanidade continue sendo o agente orientador”, ressalta o documento emitido pelo Dicastério Vaticano.

O comunicado ressalta que o futuro da comunicação deve garantir que as máquinas sejam ferramentas a serviço e conexão da vida humana, e não forças que corroem a voz humana. “Temos grandes oportunidades. Ao mesmo tempo, os riscos são reais. A inteligência artificial pode gerar conteúdos envolventes, mas enganosos, manipulativos e prejudiciais, replicar preconceitos e estereótipos presentes nos dados de treinamento, e amplificar a desinformação ao simular vozes e rostos humanos”, alertam.

A dependência excessiva da IA enfraquece o pensamento crítico e as habilidades criativas

“Também pode invadir a privacidade e a intimidade das pessoas sem o seu consentimento. Uma dependência excessiva da IA enfraquece o pensamento crítico e as habilidades criativas, enquanto o controle monopolista desses sistemas levanta preocupações sobre a centralização do poder e as desigualdades”, advertem.

De acordo com o documento da Santa Sé, torna-se cada vez mais urgente introduzir a alfabetização mediática nos sistemas educacionais, ou até mesmo a alfabetização no campo da IA. “Como católicos, podemos e devemos dar a nossa contribuição, para que as pessoas – especialmente os jovens – adquiram a capacidade de pensar criticamente e cresçam na liberdade de espírito”, conclui o texto. (EPC).

Fonte: Gaudium Press

30 setembro, 2025

Lula na ONU, povo na rua: o exercício da soberania

O que segue a baixo, é newsletter, recebido em meu e-mail, do "Brasil de Fato"

Lula na ONU, povo na rua: o exercício da soberania


Em matéria de demonstração de soberania e força popular, a última semana nos entregou dois episódios de muita importância: Lula na ONU e o povo nas ruas.

O domingo de atos massivos nas principais cidades do Brasil contra a anistia aos golpistas, a PEC da Blindagem e pela soberania reafirmaram a capacidade da esquerda de ocupar as ruas e recuperar a bandeira nacional para o campo popular.

Se o tamanho dos atos será capaz de barrar o avanço das pautas da extrema direita no congresso, ainda é cedo para dizer. A rejeição unânime da PEC da Blindagem no Senado e as mudanças envolvendo a anistia na Câmara já dão sinais de desgaste dos ultradireitistas e a esquerda parece crescer com esses tropeços da direita, movimento debatido no episódio do podcast Três por Quatro desta semana.

Fato é que as marchas também foram um recado claro aos Estados Unidos e contra as ameaças externas.

Em Nova York, no púlpito da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Lula não decepcionou: fez um discurso “histórico e irretocável”, como classificou o historiador Miguel Stédile no último episódio do podcast O Estrangeiro.

O presidente chamou os ataques contra a economia brasileira de “injustificáveis” e disse que “ingerência contra assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente”.

Lula ainda falou sobre a condenação de Jair Bolsonaro, dizendo que foi “um recado a todos os candidatos a autocratas”. E, mesmo sem precisar mencionar diretamente Donald Trump ou os EUA, rebateu as ameaças imperialistas e deu o recado: “Nossa soberania é inegociável”.

Mal havia voltado para a sua cadeira, Lula ouviu Trump contar o breve encontro que tiveram, lançando afagos ao petista e revelando uma "química" entre eles. Entre absurdos e mentiras, o republicano disse que abraçou o petista minutos antes de subirem à tribuna e que ambos “concordamos em nos reunir na próxima semana”.

O que se desenha agora, diante da possibilidade de uma reunião, é a decisão que deverá tomar o governo brasileiro para tentar evitar uma arapuca "gringa", ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao diálogo.

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Lucas Estanislau
Coordenador de jornalismo

Dinamismo, mobilidade e juventudes

Cadernos IHU ideias
ISSN 1679-0316 (impresso) | ISSN 2448-0304 (on-line)
Ano 23 | nº 380 | vol. 23 | 2025

Dinamismo, mobilidade e juventudes
Por Rosemary Fernandes da Costa.

O tema da migração nos coloca diante de uma grande crise humanitária. As causas desta emergência são quase sempre frutos de uma decisão involuntária e vêm sendo analisadas na bibliografia voltada a este Rosemary Fernandes da Costa tema. Entre tantas, podemos citar as altas taxas de desemprego e subemprego, o trabalho escravo, a privação da liberdade individual, o crescimento da violência, a exclusão do próprio território nacional, a ausência dos mínimos direitos para a vida digna, o aumento da população de vulneráveis, fragilizados pelos preconceitos e violências dirigidos às suas etnias, gêneros, religiões. Contudo, também nos cabe o discernimento ético para as respostas que vêm sendo oferecidas ou impostas a essa condição em sua complexidade. A perspectiva da hospitalidade, do acolhimento, do resgate da humanidade comprometida seria uma das respostas éticas possíveis. Mas, infelizmente, os grandes fluxos migratórios vêm recebendo tratamentos antagônicos a qualquer resposta minimamente moral.

A reflexão detém o olhar o fenômeno mediados por duas dimensões:

As relações de alteridade e a busca por uma cidadania do mundo, trabalhado em quatro etapas:

A primeira enfoca as relações intersubjetivas, o que as constitui e como podemos observar as relações de alteridade, suas reações, temores e estratégias.

A segunda volta-se ao tema da fronteira, ainda no campo inter-relacional, observando o que caracteriza a fronteira como condição de identidade e pertença, mas também como fenômeno gestado pelo processo de globalização. 

A terceira tem como foco um campo vivencial. Nela, dirigiremos nosso olhar epistemológico para as juventudes em suas muitas intersecções e elaboração das identidades múltiplas. Aí, nos encontraremos com algumas das estratégias construídas neste campo inter-relacional, plural, desafiador, mas não paralisante, de ações de cidadania. 

A última etapa aponta para possibilidades sociais, econômicas, políticas, a fim de repensarmos os conceitos Rosemary Fernandes da Costa de fronteira na direção de uma cosmovisão que nos inspira e convida a resgatar as intersubjetividades e interdependências que constituem os humanos e não humanos, com a dimensão do Bem Viver dos povos originários.

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