28 março, 2020

Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança


Com o cenário inédito da Praça São Pedro vazia com o Papa Francisco diante da Basílica Vaticana, o Pontífice afirmou que é "diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar "que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente".

Abraçar o Senhor para abraçar a esperança: esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus.

Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos féis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.

E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”.

“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”

Estamos todos no mesmo barco
Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.

Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.

“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”

O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.” 

A heroicidade dos anônimos
Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.

A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.

Temos uma esperança
Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”

Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. Francisco então concluiu:

 “Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vocês, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade.”

Ao final da homilia, o Pontífice adorou o Santíssimo e concedeu a bênção Urbi et Orbi, com anexa a Indulgência Plenária.

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano
Fonte: Vatican News

27 março, 2020

Juntos a favor do isolamento


“O meu desejo é a Vida do meu povo.” (Ester7,3)
Juntos a favor do isolamento.
São muitos os infectados e recuperados do novo coronavírus (covid-19).

CNBB reforça recomendação ao episcopado brasileiro de manter o distanciamento social



CNBB reforça recomendação ao episcopado brasileiro de manter o distanciamento social

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu, na tarde desta quinta-feira, 26 de março, a todos os arcebispos e bispos católicos do país, a orientação sobre qual postura tomar quanto aos decretos do Poder Executivo Federal, incluindo o Decreto 10.292 (art. 3º, inciso 39), assinado ontem, que afirma que, dentro dos serviços públicos e atividades essenciais, encontram-se as “atividades religiosas de qualquer natureza”.

Segundo o informe, as atividades religiosas foram, por decreto, inseridas no grupo das atividades essenciais, porém sob a condição – assim diz o próprio Decreto – de se obedecer ao que o Ministério da Saúde determina.

A CNBB, considerando as orientações emanadas pelas autoridades competentes do Ministérios da Saúde, que indicam o distanciamento social, orienta os bispos que as igrejas podem permanecer abertas, porém, do modo como tem sido feito até agora, apenas para orações individuais, transmissões online, etc. Segundo o documento, “não há como entender que os instrumentos legais possam obrigar a reabertura das igrejas, muito menos para a prática de qualquer tipo de aglomeração”.

Conheça abaixo a íntegra da parte do comunicado interno sobre os decretos do Executivo Federal, assinado pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Joel Portella Amado, enviado ao episcopado brasileiro na tarde desta quinta -feira:

DECRETOS DO PODER EXECUTIVO FEDERAL
Temos diante de nós um composto legislativo: Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020; Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020 e o Decreto nº 10.292, de 25 de março de 2020.

Todos, de algum modo, tratam de medidas para o “enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019″ (Lei 13.979, art. 3º).  Essa mesma lei diz que as medidas adotadas “deverão resguardar o exercício e o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais” (§8º), cabendo ao Presidente da República indicar, mediante decreto, quais são os serviços públicos e as atividades essenciais (§9º).

Essenciais são aqueles serviços e atividades que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população (art. 3º, § 1º). Este não é o caso das igrejas.

No entanto, o Decreto 10.292 (art. 3º, inciso 39), assinado ontem, afirma que, dentro dos serviços públicos e atividades essenciais, encontram-se as “atividades religiosas de qualquer natureza, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde”. Desse modo, as atividades religiosas foram, por decreto, inseridas no grupo das atividades essenciais, porém sob a condição – assim diz o próprio Decreto – de se obedecer ao que o Ministério da Saúde determinar.

Considerando, pois, que as orientações emanadas pelas autoridades competentes do Ministério da Saúde indicam o distanciamento social, as igrejas, se os bispos assim o considerarem, podem permanecer abertas, porém, do modo como tem sido feito: orações individuais, transmissões online etc. Não há como entender que os instrumentos legais acima referidos possam obrigar a reabertura das igrejas, muito menos para a prática de qualquer tipo de aglomeração.

Enfim, caros irmãos, reitero a unidade e a solidariedade de toda a Presidência da CNBB. Sabemos o quanto tem sido árduo equilibrar, por um lado, o atendimento religioso aos enfermos, aos profissionais da saúde e a todas as pessoas em geral e, por outro, seguir as normas sanitárias, cuja base é o distanciamento social. Sabemos também que, junto às preocupações especificamente pastorais, rondam-nos questões ligadas ao sustento de nossas igrejas, tanto no que concerne aos bens temporais quanto à caridade que praticamos. Os pobres esperam de nós tanto a presença espiritual quanto material. Essa presença começa pelo testemunho de quem, preocupado, por certo, com os aspectos materiais, escolhe, porém, a vida e a caridade em primeiro lugar.

Angustia-nos, por isso, a colocação do dilema vida versus economia. Num tempo quaresmal, em que a Campanha da Fraternidade nos interpela a viver a vida como dom e compromisso, recordo o que o Santo Padre nos disse em sua mensagem para a abertura da CF 2020:

“…a Quaresma é um tempo propício para que, atentos à Palavra de Deus que nos chama à conversão, fortaleçamos em nós a compaixão, nos deixemos interpelar pela dor de quem sofre e não encontra quem o ajude. É um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade, no cuidado. …”

Em nome da Presidência de nossa querida CNBB, manifesto a mais plena unidade e reafirmo a disponibilidade em ajudar no que for possível e necessário.

Que o Deus da Vida nos ajude a contribuir para “formar uma nova mentalidade política e econômica que ajude a superar a dicotomia absoluta entre a economia e o bem comum social” (EG 205).

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Prece


"Nestes dias chegaram notícias de que muita gente começa a preocupar-se num modo mais geral com os outros e pensam nas famílias que não têm o suficiente para viver, nos anciãos sós, nos doentes no hospital e rezam e buscam fazer chegar alguma ajuda… Esse é um bom sinal. Agradecemos ao Senhor por suscitar esses sentimentos no coração de seus fiéis." (Papa Francisco)

26 março, 2020

Um gesto de amor – doe sangue


Com a pandemia do novo coronavírus (covid-19),  no Hemocentro Regional de Maringá, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o número de doadores tem sido menor.

Não tenhamos medo, o ambiente de doação é seguro. Estamos bem de saúde e fora de quarentena, vamos doar sangue.

Para reforçar a prevenção contra o novo coronavírus”, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde atualizaram os critérios de doação nos bancos de sangue em todo o Brasil.

Os critérios de agora são:

-  Pessoas com tosse, coriza, dor de garganta e com sinais de gripe e febre deverão esperar 15 dias após a melhora para doar.

-  Pessoas que estiveram recentemente em outros países estão impedidas de doar por 30 dias depois da data de retorno.

- Pessoas que tiveram contato com pacientes com casos suspeitos ou diagnosticados pela covid-19 devem esperar pelo menos 30 dias para doar.

Quem pode doar:

- Pessoas que estejam bem de saúde
- Que tenham entre 16 e 69 anos e com peso acima de 50 kg.
- Os menores de idade com consentimento formal dos responsáveis.

Não podem doar quem tiver 61 anos ou mais e nunca doou.

Evite alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e, no caso de bebidas alcoólicas, o período é de 12 horas.

É preciso apresentar documento oficial com foto.

O Hemocentro Regional de Maringá atende de segunda a sexta-feira das 7h às 18h30, e aos sábados entre 7h e 12h30. O endereço é Avenida Mandacaru, 1.590, ao lado do Hospital Universitário da UEM, em Maringá (PR).

De um presidente se espera coragem e lucidez. Mas Bolsonaro age de modo inconsequente.


Por Padre Genivaldo Ubinge

De um presidente se espera coragem e lucidez. Mas Bolsonaro age de modo inconsequente.

Como deveria ter agido:

1. Em diálogo com a sua equipe dos ministérios da saúde, economia, comunicação, segurança... deveria ter traçado um plano claro e objetivo no confronto do coronavírus.

2. Reunido-se com estas equipes com os governadores, chefes do legislativo e judiciário. Para tratar deste plano e mobilizar os chefes das unidades federativas em ações conjuntas.

3. Neste plano deveria conter, de acordo com os marcos legais:
- Medidas sanitárias: as atividades que não poderiam parar de forma alguma, antes serem reforçadas; as que poderiam ser diminuídas e as que deveriam parar imediatamente para cumprir distanciamento social,
- Medidas econômicas: para garantir a produção e circulação de suprimentos essenciais a vida e saúde da população; mobilidade e segurança dos profissionais que não podem parar; manutenção e seguro social às famílias de autônomos; apoio às empresas que devem parar atividades e medidas de recuperação econômico.

4. Colocando este plano em prática, o Presidente, como chefe da nação vai a rede nacional para se pronunciar e gerar confiança na população para mobilizar a população no confronto a pandemia.

E o que nós temos?

- Um ministro de saúde que põe em xeque a estratégia que tinha estabelecido com sua equipe;

A população deixada à sua própria sorte e risco, sem nenhuma orientação de como deve proceder;

Uma sensação de desconfiança em relação à capacidade das autoridades no confronto à pandemia.

Um presidente que em seus discursos, empenha-se para se eximir de suas responsabilidades.

Minha pergunta: quem tem contribuído para o pânico e histeria?

Ensaio uma resposta: Bolsonaro!
O mensageiro do caos.


Veja como Bolsonaro distorce dados de Itália e Japão para benefício próprio


O presidente Jair Bolsonaro foi irresponsável ao usar exemplos pontuais com o objetivo de moldar seu discurso, dizem especialistas em saúde pública.

No pronunciamento, o presidente acusou a imprensa de fazer "histeria" e "espalhar sensação de pavor" ao expor o número de casos da Itália.

Em contraponto, publicou em seu Twitter um vídeo de um brasileiro que mostra aglomerações em um parque no Japão, onde não há quarentena.

A cultura japonesa e os climas diferentes dos três países são fatores que influenciam na propagação do novo coronavírus.

LEIA A MATÉRIA AQUI

Prece


"Nestes dias de tanto sofrimento, há tanto medo. O medo dos anciãos, que se encontram sozinhos, nas casas de repouso ou no hospital ou na casa deles e não sabem o que pode acontecer. O medo dos trabalhadores sem trabalho fixo que pensam como prover o alimento a seus filhos e veem a fome chegar. O medo de tantos agentes sociais que neste momento ajudam a sociedade a seguir adiante e podem pegar a doença. Também o medo – os medos – de cada um de nós: cada um sabe qual é o próprio. Rezemos ao Senhor a fim de que nos ajude a ter confiança e a tolerar e vencer os medos." (Papa Francisco)

Dom Walmor faz contraponto a pronunciamento do Governo Federal

24 março, 2020

Uma saudade que dói

Hoje, muita saudade de minha santa mãezinha.

Não temos presidente


Um homem totalmente inconsequente agora a pouco em rede nacional pronunciou para pedir que governadores e prefeito parem com quarentenas e interrompam o fechamento do comércio, das escolas, acusou imprensa. Precisamos de uma pessoa para a presidência.

Sabem o que é isso?


DCTF-mensal, EFD-Contribuições, ECD-Contábil, GFIP, RAIS, EFD-Reinf, SPED Fiscal e DEFIS-Simples Nacional, e outras.

São obrigações da pessoa jurídica que são realizadas pelo profissional de contabilidade. E até agora, o governo não manifestou prorrogação e dispensa das penalidades por atrasos.
Órgãos competentes é preciso agir.

Consegui entregar agora DEFIS Simples Nacional de minha responsabilidade. Vou ficar em casa, atendendo as recomendações, tem as outras obrigações que vou deixar para depois.

E as demais obrigações? Dependem de vocês órgãos competentes de cobrar o governo.

3ª Celebração dos Mártires em honra a São Oscar Romero

Vigília em memória dos 40 anos do Martírio de Santo Oscar Romero.
Nesta terça-feira, 24 de março de 2020
Às 22h

Transmissão ao vivo pelo Facebook da Paróquia São Mateus Apóstolo de Maringá.



Equilíbrio x Exagero x Ousar


Estamos precisando de equilíbrio, ando vendo exagero demais. O ser humano é frágil. Ousar para variar ou fazer variar.

Não estamos no mesmo barco

Desigualdade social
Não estamos no mesmo barco.

Oscar Romero, o São Romero das Américas



Oscar Romero, o São Romero das Américas
Assassinato: 24 de março de 1980, São Salvador, El Salvador

Romero está vivo e conforta os pobres e marginalizados, é luz do mundo e o sal da terra.

“Bendito sejas, Deus da vida, pela luz de Cristo, o Mártir Jesus e por tantas vidas dadas pela vida, dadas pelo Reino!”.

Somos provocadas e provocados pela manifestação de nosso Deus ao nos fazer um convite profético “Não tenham medo”.

Imaginemos a vida de um mártir, os momentos antes do próprio martírio.  São muito os mártires da caminhada, mulheres e homens de todos os tempos.

Trazemos presente Oscar Romero, o São Romero das Américas, o critério central de sua atuação foi o bem dos pobres e muitas vezes repetiu “a paz, a verdadeira paz, somente pode ser construída sobre a justiça social.”

- Nascimento: 15 de agosto de 1917, Ciudad Barrios, El Salvador
- Nacionalidade: Salvadorenho
- Assassinato: 24 de março de 1980, São Salvador, El Salvador
- Sepultamento: Catedral Metropolitana de San Salvador, São Salvador, El Salvador
Irmãos: Mamerto Romero y Galdamez, MAIS

- 1997 Romero foi declarado "Servo de Deus" pelo papa João Paulo II
- 2015 mês de fevereiro o papa Francisco aprovou o decreto de beatificação, reconhecendo-o como mártir
- 2015 no dia 23 de maio solenidade de beatificação de na capital salvadorenha
- 2018 14 de outubro, Romero foi canonizado pelo papa Francisco

Óscar Romero o primeiro arcebispo martirizado da América, o primeiro a ser declarado mártir depois do Concílio Vaticano II e o primeiro santo da América Central.

23 março, 2020

Coronavírus: Venezuela quer proibir empresas de demitir funcionários


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou neste domingo que vai assinar um novo decreto que proíbe empresas de demitir seus funcionários até dezembro de 2020 em meio à pandemia do novo coronavírus. Leiam a matéria Aqui.

Maduro anuncia medidas para proteger o trabalho de venezuelanos durante pandemia


O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro anunciou no domingo (22), uma série de medidas de proteção social. Entre as decisões, está que o Estado assumirá o pagamento dos salários dos trabalhadores de pequenas e médias empresas do setor privado pelos próximos seis meses. Para ter direito ao salário, os trabalhadores deverão preencher um formulário na plataforma Pátria - mesmo mecanismo de coleta de dados sobre a covid-19 e de pagamento de bônus sociais.

De acordo com dados do Ministério do Poder Popular para o Processo Social do Trabalho, 7,8 milhões de venezuelanos e venezuelanas estão empregados no sistema formal, tanto em empresas públicas, como privadas, o que representava 60,3% da população economicamente ativa do país em abril de 2016.

Aos trabalhadores informais, que representam quase 40% dos empregados no país, o chefe de Estado afirmou que anunciará novos bônus especiais. Até o momento,..Continue lendo clicando Aqui.

Bolsonaro autoriza suspensão de trabalho e salário por quatro meses


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou a suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, por meio de uma medida provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23).

A MP, que valerá durante o período de calamidade pública em decorrência da pandemia do novo coronavírus, tem validade de 60 dias e deve ser aprovada pelo Congresso Nacional dentro desse prazo. Caso isso não ocorra, a MP caduca.

Nesse período, de acordo com a MP, o funcionário deixa de trabalhar, e o empregador de pagar o salário. A empresa, no entanto, é obrigada a manter o pagamento de benefícios, como plano de saúde, e a oferecer cursos de qualificação online.

Ainda pode, em caráter não obrigatório,continue lendo...Clique Aqui

22 março, 2020

Se você me ouvir agora

Para Relaxar!




Dia Mundial da Água – 22 de março


Bilhões não têm acesso à água e sabão


“Será como um novo pós-guerra.” Entrevista com o Papa Francisco


“Aqui se chora e se sofre. Todos. Só podemos sair dessa situação juntos, como humanidade inteira.” Por isso, é preciso “olhar para o outro com espírito de solidariedade” e comportar-se consequentemente. O Papa Francisco acompanha com apreensão a evolução da emergência do coronavírus. Mas, ao telefone, na segunda-feira, 16 de março, também quis infundir esperança na “luz” que chegará e iluminará a escuridão “que entrou em todas as casas”, sob a forma de dor e preocupação.
A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada em La Stampa, 20-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Depois deste tempo suspenso, será “um pouco como um pós-guerra”, adverte o pontífice. Será preciso reconstruir. Sobre quatro pilares principais: “As raízes”, representadas acima de tudo pelos avôs e avós, pelos idosos; “a memória” destes dias tão surreais; “a fraternidade” entre os seres humanos; “a esperança, que nunca decepciona”.

Eis a entrevista.

Santidade, aproxima-se uma Páscoa “a portas fechadas”, com celebrações apenas via web, TV e rádio: para muitos fiéis, será um sofrimento no sofrimento. Como deve ser vivida esta Páscoa em meio à pandemia?
Com penitência, compaixão e esperança. E humildade, porque muitas vezes nos esquecemos de que, na vida, há “zonas escuras”, momentos sombrios. Achamos que isso só pode acontecer com algum outro. Em vez disso, este tempo é obscuro para todos, sem excluir ninguém. É marcado pela dor e pelas sombras, que entraram em casa. É uma situação diferente das que vivemos. Até porque ninguém pode se dar ao luxo de ficar tranquilo. Cada um compartilha estes dias difíceis.
No Ângelus, o senhor disse que a Quaresma pode ajudar a encontrar um sentido para tudo o que está acontecendo: como?
O tempo de preparação para a Páscoa, com a oração e o jejum, nos treina para olhar com solidariedade para os outros, especialmente aqueles que sofrem. À espera do esplendor daquela luz que iluminará de novo tudo e todos.
É particularmente importante rezar neste período?
Vêm à minha mente os Apóstolos na tempestade em que invocam Jesus: “Mestre, estamos nos afogando”. A oração nos faz entender a nossa vulnerabilidade. É o grito dos pobres, daqueles que estão afundando, que se sentem em perigo, sozinhos. E, em uma situação difícil, desesperada, é importante saber que o Senhor está aí, em quem podemos nos agarrar.
Como Deus pode nos ajudar?
Ele nos sustenta de muitos modos. Ele nos transmite fortaleza e proximidade, assim como fez com os discípulos que, na tempestade, pediam ajuda. Ou quando deu a sua mão a Pedro que estava se afogando.
Onde os não crentes podem encontrar conforto e encorajamento?
Não gosto de distinguir entre crentes e não crentes. Somos todos humanos e, como seres humanos, estamos todos no mesmo barco. E nenhuma coisa humana deve ser alheia a um cristão. Aqui se chora porque se sofre. Todos. A humanidade e o sofrimento são comuns. Ajudam-nos a sinergia, a colaboração recíproca, o senso de responsabilidade e o espírito de sacrifício que é gerado em muitos lugares. Não devemos fazer distinção entre crentes e não crentes. Vamos à raiz: a humanidade. Diante de Deus, todos somos filhos.
Entre os dramas da Covid-19, estão os casos de quem morre em isolamento, sem o afeto dos parentes que não podem se aproximar para não se contagiarem. São cenas dilacerantes que estão ocorrendo cotidianamente nos hospitais, em Bérgamo, na Bréscia, em Cremona. Alguns, poucos antes de morrer, mandam o seu adeus à esposa, ao marido, aos filhos, por meio dos enfermeiros. Que pensamentos lhe vêm à mente e ao coração?
Nestes dias, contaram-me uma história que me tocou e entristeceu, até porque representa o que está ocorrendo nos hospitais. Uma idosa entendeu que estava morrendo e queria se despedir dos seus entes queridos: a enfermeira pegou o celular e fez uma videochamada para a neta, assim a idosa viu o rosto da neta e pôde ir embora com essa consolação. É a necessidade última de ter uma mão que pegue na sua mão. De um gesto de companhia final. E muitas enfermeiras e enfermeiros acompanham esse desejo extremo com o ouvido, escutando a dor da solidão, pegando-a nas mãos. A dor de quem foi embora sem despedida se torna ferida no coração de quem fica. Agradeço a todos esses enfermeiros e enfermeiras, médicos e voluntários, que, apesar do cansaço extraordinário, inclinam-se com paciência e bondade de coração para suprir a ausência forçada dos familiares.
O “seu” Piemonte é uma das regiões mais flageladas pelo vírus. Recentemente, por causa do resfriado, o senhor não pôde voltar para lá: o que gostaria de dizer aos piemonteses?
“La Consolà” (aqui o papa fala em piemontês). “O’ Protetris dla nòstra antica rassa, cudissne Ti, fin che la mòrt an pija: come l’aqua d’un fium la vita a passa, ma ti, Madòna, it reste” (“Ó Protetora da nossa antiga raça, protege-me, Tu, até que a morte me tome: como a água de um rio, a vida passa, mas Tu, Senhora, tu permaneces”). Aos piemonteses, eu digo que rezem a “Consolata”, com fé e esperança.
Esta emergência planetária se caracteriza também por uma rede de solidariedade, composta por milhares de pessoas que estão fazendo sacrifícios pelo bem dos outros. Quando tudo acabar, ela poderá ter servido para alguma coisa para o futuro?
Para recordar aos homens e mulheres, de uma vez por todas, que a humanidade é uma única comunidade. E como é importante, decisiva a fraternidade universal. Devemos pensar que será um pouco um pós-guerra. Não haverá mais “o outro”, mas seremos “nós”. Porque só poderemos sair desta situação todos juntos.
A partir de onde será preciso recomeçar como seres humanos?
Deveremos olhar ainda mais para as raízes: o avôs, as avós, os idosos. Construir uma verdadeira fraternidade entre nós. Fazer memória desta difícil experiência vivida todos juntos. E seguir em frente com esperança, que nunca decepciona. Essas serão as palavras-chave para recomeçar: raízes, memória, fraternidade e esperança.
Fonte: IHU

21 março, 2020

Pelas famílias hoje, nesta crise, e pela criatividade

Hoje recordamos as famílias que não podem sair de casa,
para que saibam encontrar a maneira de se comunicar bem e superar as ansiedades desse tempo, juntos. #RezemosJuntos pela paz nas famílias hoje, nesta crise, e pela criatividade.

(Papa Francisco)

20 março, 2020

Pior que não é brincadeira


Cornavírus - Maringá - Paraná


Coronavírus - Manter o equilíbrio e cuidar da saúde!


Precisamos todo cuidado com nossa saúde e com a saúde de todas/os, praticar atividade física ajuda manter equilíbrio, combate o estresse, reduz os níveis de ansiedade, melhora o humor, a circulação do sangue, faz bem por corpo e para alma. Podem estar perguntando, como com academias fechadas, caminhar em lugar público aglomera pessoas e não deve.

Podemos exercitar em nossa casa, em um pequeno ambiente, sozinhos ou animar quem em casa esta para fazer alongamento, dançar uma música, sim dançar para nos ajudar, sem ficarmos indiferentes, estando nosso coração e a consciência solidários com as angústias e dores de tanta gente pelo mundo a fora, ciente que somos todos responsáveis por todos.

Para quem tem dificuldade, no yutube encontramos vídeo que podemos acompanhar para alongamentos, dançar e passar momentos descontraídos cuidando da saúde.


Aqui mostro uma dança circular para um momento de oração em família
A letra é apenas: O Amor Narayanaya, O Amor Narayanaya



Aqui mostro como descontrair/dançar a música La Luz de Francisco



Para você aí em sua casa dançar a música La Luz de Francisco



Alongamento para você fazer com sua família


Como confessar, quando não a situação não permite encontrar um sacerdote!


“Sei que muitos de vocês, na Páscoa, vão se confessar para se encontrarem com Deus. Mas muitos me diriam hoje: “Mas padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor, por que não podemos sair de casa? E eu quero fazer as pazes com o Senhor, eu quero que ele me abrace, que meu pai me abrace ... Como posso fazer se não encontro sacerdotes?". Faz o que o diz Catecismo. É muito claro: se não encontras um sacerdote para confessar, fale com Deus, Ele é teu pai, e diga a Ele a verdade: "Senhor, aprontei isso, isso, isso ... Perdoa-me", e peça perdão a Ele de todo coração, com o Ato de Contrição e prometa a Ele: "Depois vou me confessar, mas me perdoe agora". E imediatamente voltarás à graça de Deus. Tu mesmo podes aproximar-te - como nos ensina o Catecismo – ao perdão de Deus, se não tem à mão um sacerdote. Mas pensem: é o momento! E este é o momento correto, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito, e assim nossa alma se tornará branca como a neve.” (Papa Francisco)

19 março, 2020

Coronavírus: Paróquia São Mateus Apóstolo - Arquidiocese de Maringá


Diante do novo cenário de confronto a pandemia do Corona Vírus. A Arquidiocese de Maringá, em colaboração com a necessária determinação das autoridades públicas para o isolamento social, determinou a liberação irrestrita para que todos os funcionários das paróquias permaneçam em suas casas.

As Secretarias Paroquiais e igrejas, portanto, estarão fechadas a partir desta sexta-feira, 20 de março de 2020. Os serviços administrativos serão realizados em regime de home office.

Enquanto perdurar este cenário, nossa Paróquia manterá suspenso os atendimentos de confissões. Casos urgentes serão discernidos diretamente comigo. Para este discernimento permanecerei com o telefone celular da Secretaria Paroquial e coloco à disposição o meu telefone pessoal, ambos com WhatsApp. Por estes canais, bem como os demais canais de mídia digital da Paróquia, me coloco à disposição para escutar e rezar junto com as pessoas que sentirem necessidade de um conforto espiritual.

Solicito que todos se empenhem no enfrentamento ao Corona Vírus, especialmente, reduzindo saídas de casa ao mínimo necessário. Aproveitemos esta adversidade para o crescimento humano e espiritual, no aprofundamento do sentimento de solidariedade. Passaremos este momento unidos, ainda fisicamente isolados, como família humana. E venceremos juntos esta batalha.

Em Cristo,

Padre Genivaldo Ubinge

(44) 99962 0401 - Padre Genivaldo Ubinge
(44) 99948 8512 - Secretaria Paroquial

"Coronavírus: Dom João Mamede decide fechar Cúria e secretarias paroquiais"


Considerando o cenário atual de necessidade de cuidados quanto ao COVID 19; observando o Decreto da Arquidiocese de Maringá, de 17/03/2020; e em atenção ao Decreto Municipal de 18/03/2020, decidimos que,

A partir de 20/03/2020, as secretarias paroquiais da Cidade de Maringá, deverão permanecer fechadas até o dia 31/03/2020.

Os demais colaboradores das casas paroquiais, e da manutenção e limpeza das Matrizes paroquiais e Capelas, também deverão ser dispensados.

RECOMENDAMOS QUE TODOS PERMANEÇAM EM SUAS CASAS. Desta forma, estaremos cumprindo a determinação da autoridade municipal, que visa reduzir ao mínimo indispensável a circulação de pessoas em espaços públicos e em transportes coletivos, no intento de conter o vírus.

Os colaboradores da cúria estarão em atendimento homeoffice.

O escritório de contabilidade, e o departamento jurídico também estarão fechados, atendendo homeoffice.  Aqueles que tiverem trabalhos que possam ser desenvolvidos em casa, devem levá-los e efetuá-los na própria casa.
  

As mesmas determinações valerão também para as paróquias dos demais municípios da Arquidiocese de Maringá logo que as autoridades municipais tomarem decisões semelhantes.

Casos omissos devem ser apresentados ao Vigário Geral, padre Virgílio Cabral dos Santos, que os tratará juntamente com o Administrador Apostólico, Dom João Mamede Filho, caso se faça necessário.

Maringá, 19 de março de 2020

Dom João Mamede Filho
Administrador Apostólico da Arquidiocese de Maringá

Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá


“Não desperdicem esses dias difíceis”. Entrevista com o Papa Francisco

"Nestes dias difíceis, podemos reencontrar os pequenos gestos concretos da proximidade em relação às pessoas que estão mais perto de nós, um carinho em nossos avós, um beijo nas crianças, nas pessoas que amamos. São gestos importantes e decisivos. Se vivermos esses dias assim, eles não serão desperdiçados”.
O Papa Francisco vive seus dias no Vaticano, acompanhando de perto as notícias referentes à emergência do coronavírus, e há dois dias ele foi a Santa Maria Maggiore e à igreja de San Marcello al Corso para rezar. O jornal Repubblica conta o que esses dias lhe estão ensinando. 
A entrevista com o Papa Francisco é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 18-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini. 

Eis a entrevista.

Santo Padre, o que você pediu quando foi orar nas duas igrejas romanas?
Pedi ao Senhor para parar a epidemia: Senhor, pare-a com a sua mão. Eu rezei para isso.
Como se podem viver esses dias para que não sejam desperdiçados?
Precisamos reencontrar a concretude das pequenas coisas, das pequenas atenções em relação aos que estão próximos, familiares, amigos. Entender que nas pequenas coisas existe o nosso tesouro. Existem gestos mínimos, que às vezes se perdem no anonimato da vida cotidiana, gestos de ternura, de afeto, de compaixão, que, no entanto, são decisivos, importantes. Por exemplo, um prato quente, um carinho, um abraço, um telefonema ... São gestos familiares de atenção aos detalhes do dia a dia que fazem a vida ter sentido e que exista comunhão e comunicação entre nós.
Não costumamos viver assim?
Às vezes, vivemos entre nós apenas uma comunicação virtual. Em vez disso, deveríamos descobrir uma nova proximidade. Uma relação concreta feita de atenção e paciência. Muitas vezes, as famílias em casa comem juntas em um grande silêncio que, no entanto, não é causado pela escuta recíproca, mas pelo fato de os pais assistirem televisão enquanto comem e os filhos ficam no celular. Parecem uns monges isolados um do outro. Ali não há comunicação; ao invés disso, escutar-se uns aos outros é importante porque se compreendem as necessidades do outro, as carências, os esforços, os desejos. Existe uma linguagem feita de gestos concretos que devem ser salvaguardados. Na minha opinião, a dor destes dias é para essa concretude que deve abrir.
Muitas pessoas perderam entes queridos, muitas outras estão lutando na linha de frente para salvar outras vidas. O que pode lhes dizer?
Agradeço a quem se dedica dessa maneira pelos outros. São um exemplo dessa concretude. E peço que todos estejam próximos daqueles que perderam seus entes queridos, tentando acompanhá-los de todas as maneiras possíveis. O consolo agora deve ser o empenho de todos. Nesse sentido, fiquei muito impressionado com o artigo escrito no Repubblica por Fabio Fazio sobre as coisas que ele está aprendendo nestes dias.
O que em especial?
Muitas passagens, mas em geral o fato de que nossos comportamentos sempre influem sobre a vida dos outros. Ele está certo, por exemplo, quando diz: ‘Tornou-se evidente que quem não paga impostos não comete apenas uma infração, mas um crime: se faltam leitos e respiradores, a culpa também é dele’. Essa coisa me impressionou muito.
Quem não acredita, como pode manter a esperança nos dias de hoje?
Todos são filhos de Deus e são olhados por Ele. Mesmo aqueles que ainda não encontraram Deus, aqueles que não têm o dom da fé, podem encontrar ali o seu caminho, nas boas coisas em que acreditam: podem encontrar força no amor pelos próprios filhos, pela família, pelos irmãos. Pode-se dizer: ‘Não posso rezar porque não acredito’. Mas, ao mesmo tempo, pode acreditar no amor das pessoas que estão ao seu redor e ali encontrar esperança.
Fonte: IHU

Hoje o dia vai ser muito bom


O nosso Deus é tão amoroso que acalenta seu povo com ternura de uma mãe “Foi com muita ternura que nos expressamos a vós como uma mãe que acalenta os seus filhinhos” (1Ts 2,7).

Hoje o dia vai ser muito bom, embora com o coração e a consciência solidários com as angústias e dores de tanta gente pelo mundo a fora, ciente que somos todos responsáveis por todos.

Um bom dia a todas e a todos com gestos de cuidado um para com os outros. Amar-se e amar o outro, isso é lindo.

18 março, 2020

Comunicamos o ADIAMENTO do 8º Intereclesial das CEBs do Paraná



Comunicamos o ADIAMENTO do 8º Intereclesial das CEBs do Paraná.

Não devemos entrar em pânico, más também não podemos ficar achando que as coisas não serão. O coronavírus deve ser visto com responsabilidade.

Cada uma e cada um são responsáveis por todos. Cada pessoa é responsável pelo outro.  Vamos amar e cuidar de nós mesmos, de nossas famílias e das/os amigas/os, das pessoas e da comunidade.

O desejo de nosso Deus é a vida de seu povo. Esse também deve ser o nosso desejo, a vida de todas e todos.

Que Deus nos conceda a graça e a proteção para não sermos infectados com o coronavírus e que ninguém, em todo o mundo, tenha sua vida tirada por este vírus.

E que possamos tirar lições para vida durante esse período.

Melhor errar paralisando o comércio do que ter tantas vidas tiradas por esse vírus


Com a precariedade do sistema de saúde e diante da realidade triste que tem passado países como a Itália, que foi negligente e demorou com as medidas de contenção, o prefeito de Maringá pode até ter tomado uma decisão errada, e que bom que seja. Más melhor errar do que termos familiares, amigos e tantas outras pessoas tendo suas vidas tiradas por esse vírus.

 No país como a Itália, os médicos tem que decidir quem deixa viver e quem deixa morrer, porque atender a todos não tem como. Maringá hoje, sem ninguém infectado pelo coranavírus, já não tem leito na UTI para os pobres.

 A vida tem que estar acima de tudo. Dependendo da gravidade da reação da infecção do coronavírus a pessoa vai para hospital, fica sozinho, isolado e o sofrimento é muito, quantos como na Itália, onde os médicos escolhem quais são os que irão morrer e esses, além da dor do isolamento, do distanciamento da família e amigas/os morrem sozinhos, em um sofrimento que não sei se pode haver maior, morrem por insuficiência respiratória.

 É triste e preocupante, saber que do nosso lado e espalhado por todo lado esta cheio de ignorantes que acha que tudo é exagerado até os mínimos cuidados de higiene, são esses os principais transmissores do coronavírus.

Precisamos resgatar o sentido da vida, da solidariedade, do amor, do preocupar-se e sentir a dor do outro. A vida precisa estar acima de tudo.

 Economicamente vai interferir essa paralisação, sim vai, mas se dá um jeito, só não dá para dar um jeito de trazer de volta a vida de quem morre.

 Trabalho em escritório de contabilidade, após esse período, ao voltar ao trabalho vou ter que estender as horas de trabalho para atender as necessidades, más se nenhuma pessoa tiver sua vida tirada por este vírus vou trabalhar feliz, muito feliz.


Prefeitura de Maringá decreta estado de emergência e fecha comércio


A partir desta sexta, 20, foi determinado o fechamento dos comércios, por 30 dias.

Diretoria de Comunicação

Prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e o secretário de saúde, Jair Biatto, em coletiva de imprensaClique para ampliar a foto
Prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e o secretário de saúde, Jair Biatto, em coletiva de imprensa
Thiago Louzada/PMM
A Prefeitura de Maringá decretou nesta terça, 18, estado de emergência por conta da pandemia do Coronavírus, apesar de o município não ter nenhum caso confirmado. As medidas emergenciais foram anunciadas pele prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e o Secretário de Saúde Jair Biatto, reiterando as ações contra a disseminação e prevenção. A partir desta sexta, 20, foi determinado o fechamento dos comércios, por 30 dias. Apenas atividades essenciais funcionam: mercados e supermercados, farmácias, hospitais, postos de combustíveis e fornecedores e gás e água.

Dentre as medidas tomadas, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte fica destinada para atendimentos de pacientes com sintomas de coronavírus. A UPA Zona Sul e o Hospital Municipal funcionam para internamento. Atendimento exclusivo como pronto atendimento para doenças em geral com criação de 5 Prontos Atendimentos 24 horas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS): Zona Sul, Quebec, Pinheiros, Mandacaru, Iguaçu). Serão contratados 200 novos servidores para a saúde, com foco em médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem.

Equipes da saúde no aeroporto, rodoviária e terminal urbano farão supervisão e orientação. No aeroporto e rodoviária, passageiros serão cadastrados. No aeroporto, não será permitido o desembarque de passageiros oriundos de países com crise epidemiológica ou sob risco iminente. Unidades esportivas, como o Chico Neto, serão preparadas para o isolamento de eventuais pacientes que necessitem de cuidados específicos. Receitas médicas serão válidas por 120 dias. Será instalada central telefônica com funcionamento 24 horas para orientar sobre o coronavírus.

Entenda todas as medidas adotadas pela Prefeitura de Maringá a partir do dia sexta, 20, válidas por 30 dias:

O que é estado de emergência?
A Casa Militar - Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil estabelece procedimentos e critérios para a decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública pelos Municípios, Estados e pelo Distrito Federal, e para o reconhecimento federal das situações de anormalidades decretadas pelos entes federativos e dá outras providências.

O que fecha?
Academias e comércios em geral, parques municipais, shoppings, feiras ao ar livre, clubes recreativos, associações e afins bares e restaurantes (serviço de delivery funciona normalmente). Suspensão das atividades e serviços públicos não essenciais (obras, planejamento, praça de atendimento, agência do trabalhador), nos âmbitos federal, municipal e estadual. Mantidas apenas as obras de interesse públicos essenciais ao interesse da população. Nenhuma instituição de ensino pública ou privada funcionará presencialmente a partir do dia 20. Os hotéis estão proibidos de atenderem pessoas provenientes do exterior ou de localidades com país onde exista comprovação de casos de coronavírus;

O que acontece caso haja descumprimento?
As forças de seguranças municipais, agentes de fiscalização das diversas secretarias atuarão para controle e ordem das medidas dos decretos, com a utilização de carros municipais para locomoção e multa pelo descumprimento das ordens do decreto por ato irregular de R$ 300 à 5.000.

O que vai abrir?
Os serviços considerados essenciais, como os funerários, saúde, farmácias, mercados e supermercados, postos de combustíveis e distribuição de gás e água, serão mantidos. Os mercados e supermercados deverão abrir de segunda a sexta feria das 8 as 18 horas, vedada a venda de mercadorias em quantidade superior ao normal para evitar o estoque e falta de mercadorias. O atendimento do Restaurante Popular será limitado a 50% do atendimento e apenas para casos de prioridade.

Quais são as ações da Prefeitura de Maringá integram medidas de prevenção?
A prefeitura diferiu o pagamento da parte municipal (tributos devidos ao município) do Simples por 90 dias. Ginásio Chico Neto e demais unidades esportivas do município serão reservados para atendimento dos pacientes com coronavírus. Cartão de cesta básica para pessoas em estado de vulnerabilidade social com comprovação. Suspensão da fiscalização econômica por 90 dias. Criação de fundo de emergência.

Fonte: site da Prefeitura do Município de Maringá

Perdoar é como escalar uma montanha